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O Pequeno Herói

Fédor Dostoievski (1821-1881) é um dos mais importantes escritores russos, a par com Tolstoi e Puskine. Deixou um legado literário impressionante, onde se destacam obras como “Recordações da Casa dos Mortos” (1860-1862) e “Crime e Castigo” (1864-1867). Preso em 1849 pela Polícia Czarista, juntamente com mais 35 membros do círculo Pétrachevski (círculo liberal que defendia as ideias socialistas vindas do estrangeiro), por publicar opúsculos socialistas, é condenado à pena capital. Mas, após um simulacro de execução, a pena é cumutada para cinco anos de trabalhos forçados na Sibéria. Desta experiência sairá, anos mais tarde, “Recordações da Casa dos Mortos” e, de imediato, “O Pequeno Herói” – apenas publicado em 1857.

Mas, enquanto aguarda a execução na fortaleza de São Pedro e São Paulo, escreve as páginas de “O Pequeno Herói” na certeza de ir morrer. O resultado é um retrato de uma criança na qual a súbita adolescência acorda as dolorosas e cândidas contradições de Eros; um retrato de uma infância sensível e silenciosa, mas também da descoberta do amor e do despertar dos sentidos.

Gostei de ler este pequeno conto (o livro de bolso tem 60 páginas). A história é curta, mas não simples, a escrita escorreita mas não privada de conteúdo.
Definitivamente, tenho de ler uma das obras mais conceituadas deste grande nome da literatura. – Célia M.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.