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A Papisa Joana

Friday, September 14, 2007 Post de Estante de Livros
A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Filha de um missionário inglês e de uma mãe saxónica, Joana, nascida a 814, sente-se frustrada pelas limitações impostas à sua vida pelo simples facto de ter nascido com o sexo errado. O seu irmão Mateus começou a ensiná-la a ler e escrever quando Joana contava apenas seis anos. Com a sua morte, Joana recorre a toda a sua astúcia e capacidade de ludibriar de modo a continuar a dar largas à sua paixão pelo saber. Mais tarde, Joana foge de casa para seguir os passos do seu irmão João, a caminho da escola religiosa na Catedral de Dorstadt, onde ela se torna a única presença e estudante feminina tolerada. É quando surge Geraldo, e a vida de Joana muda ao aperceber-se de que o ama. No entanto, o seu amor é-lhe interditado pelas maquiavélicas manobras de Ritschild. Usando as roupas e identidade do irmão, depois deste ter sido chacinado durante um ataque normando, Joana foge e entra para o mosteiro de Fulda, onde ela se passa a denominar, depois de feitos os votos primordiais, João Anglicus. Trilhando o caminho de monge a padre num instante, enquanto apurava o seu conhecimento e técnicas de cura, Joana começa a traçar a sua rota direita a Roma, onde os seus dons lhe abrem caminho para se tornar confidente e físico curador dos dois papas. É nos meandros de várias intrigas políticas no meio eclesiástico que Joana, ela própria, ascende ao posto de pontífice máximo da Igreja Católica. A Papisa Joana resulta numa fabulosa e vívida recriação do período por nós conhecido como a “Idade das Trevas”.

É fascinante pensar que houve uma mulher que conseguiu ascender ao mais alto cargo da Igreja Católica. Nesta ficção histórica (porque apesar de se basear em factos históricos verdadeiros, a autora teve de preecher algumas lacunas com a sua imaginação), acompanhamos Joana, uma mulher muito à frente do seu tempo. Gostei da escrita simples, bem fundamentada e da história bem construída. Acima de tudo, gostei da força e da coragem da personagem principal!

Entretanto, segundo o site oficial do livro, a história vai ser adaptada ao cinema e chega às salas em 2009. – Célia M.






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6 Responses to “A Papisa Joana”

  1. Dawn says:

    Realmente, a lenda da Papisa Joana é uma história fascinante! Pena que haja tão poucos factos que a suportem! Não fazia ideia que havia um livro sobre o assunto, tenho de o ler :)

  2. meldevespas says:

    Este é um livro que me deeu muito prazer ler. Está muito bem escrito e de uma forma crua, que nos permite ter uma visão o mais aproximada possivel, do que era a vida das mulheres, dos pobres, dos doentes durante os primórdios da chamada idade das trevas.
    A Joana, caso tenha existido, eu acredito que sim, mostra-nos a necessidade urgente, de nos tempos que corre as mulheres poderem ter uma palavra a dizer no que toca à religião e ao seu papel na difusão da palavra de Deus.

  3. Cristina says:

    Li-o há 2 anos e ainda hoje é dos livros que mais me apaixonou. É simplesmente fantástica a forma como a história é contada e a própria história em si. Adorei e recomendo vivamente. Por ter gostado tanto, pedi, no meu último aniversário, o livro “O Cronista: a História da Papisa Joana”.

  4. Miss Alcor says:

    Também o tenho!
    Mas ainda não o li… eu sei, sou a desgraça total! ;)

    Mas depois de tantas críticas positivas, estou desejosa por lê-lo!

  5. Mão que escreve says:

    A Papisa Joana é um livro espectacular. Fiquei comovida com a força de vontade e coragem da Joana, a protagonista, que nega quem ela é para obter o máximo de conhecimento possível e atingir os seus sonhos, mesmo que, para isso, perca a sua identidade e algo muito mais importante… É uma leitura fantástica!

  6. SP says:

    Eu sou uma completa viciada em leitura! Tenho pena de n poder dedicar mais tempos aos meus livros.
    Já li muitos, mas este livro da Papisa Joana é o “meu mais q tudo” dos livros.

    Uma história muito cativante.


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