Arquivo

Classificações
5 - Adorei
4 - Gostei Bastante
3 - Gostei
2 - OK
1 - Não Gostei/Não Terminei
Creative Commons License This blog by Estante de Livros is licensed under a Creative Commons Atribuição-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal License.

Visitas desde 20/07/2007

Agatha Christie – Autobiografia

Friday, January 27, 2012 Post por Estante de Livros

Autor: Agatha Christie
Título Original: An Autobiography (1977)
Editora: ASA
Páginas: 704
ISBN: 9789892316413
Tradutor: Elsa T.S. Vieira

 

Sinopse: Agatha Christie ficará para sempre conhecida como a Rainha do Crime. Publicada em todo o mundo, os seus livros estão traduzidos para mais de cem línguas e venderam já mais de dois mil milhões de exemplares. Um sucesso à escala planetária, ao qual a autora contrapôs uma vida pessoal envolta em mistério. Mas, embora se tivesse mantido afastada das luzes da ribalta, escreveu secretamente uma autobiografia. Publicada apenas após a sua morte, revelou-se tão fascinante que foi imediatamente considerada a sua melhor obra! Com rara paixão e audácia, Agatha Christie fala-nos sobre a sua infância no final do século XIX, as duas guerras mundiais que testemunhou, os dois casamentos e as experiências como escritora e entusiasta de viagens e expedições arqueológicas, em que participava ativamente com o segundo marido. Uma obra que revela a face humana e surpreendentemente extravagante por detrás da mais lendária escritora do século XX.

 

Origem do livro: Recebido de oferta pelo Natal

 

Porque o li: Longe de conhecer extensivamente a obra de Agatha Christie, gostei bastante de todos os livros que já li de sua autoria (9, ao todo). Tinha curiosidade em conhecer mais sobre a vida de uma das escritoras mais famosas do século XX.

 

Parte de uma série/individual: Individual

 

Opinião: Antes de mais, acho que me posso considerar fã de Agatha Christie, apesar de ainda me faltarem muitos livros para poder dizer que li a maioria da sua obra.  Agatha é a escritora mais vendida e traduzida de sempre e acho fantástico termos oportunidade de conhecer a vida dela através das suas próprias palavras. Isto tem prós e contras: se, por um lado, só ela poderia explicar ao leitor a importância que determinados acontecimentos tiveram na sua vida e nos dá uma visão muito particular sobre os mesmos, por outro a autora deixa de lado alguns acontecimentos mais polémicos – como o seu célebre desaparecimento de 11 dias, após se divorciar do primeiro marido. Estamos, portanto, perante a interpretação da autora sobre a sua própria vida, que, sendo inevitavelmente subjetiva, não deixa por isso de ser extremamente interessante e nunca auto-congratulatória.

 

Na verdade, e focando-me apenas na questão profissional, a sensação que tenho depois de ler este livro é que a própria Agatha tinha uma noção exata das suas capacidades e podia mesmo subvalorizar-se em vários momentos. Foi uma pessoa que tentou vários caminhos, desde a dança ao canto, passando pelo piano e pela enfermagem e que chegou à escrita de uma forma quase acidental, fazendo dela carreira porque achou que era uma profissão da qual podia tirar dividendos e que se adequava à sua imaginação fértil. A ideia que passa, também, é que se tratava de uma pessoa muito exigente consigo própria, uma vez que se contam pelos dedos de uma mão os livros que refere terem resultado exatamente como desejava e que pensa serem boas obras.

 

No entanto, esta autobiografia tem muito mais sobre a sua vida pessoal do que sobre a profissional. Seguimos a vida da escritora desde tenra idade e é notável o nível de detalhe apresentado, ainda que por vezes a narrativa se arraste um pouco – sem nunca se tornar aborrecida, contudo. Foi interessante conhecer o seu gosto pelas viagens e todos os sítios que visitou, e é também uma viagem a uma época não muito distante se considerarmos a existência do Homem, mas que tem tantas diferenças em termos de tradições e costumes que não deixa de parecer um relato histórico. 

 

Uma nota final para esta edição: excelente tradução e revisão, num livro de capa dura com mais de 700 páginas, por 17,10€. Excelente relação custo-benefício.

 

Veredicto final: Foi uma leitura prolongada e que fui completando aos poucos, mas que valeu muito a pena. É uma biografia escrita de forma clara, detalhada e com pormenores muito interessantes sobre a vida de uma das escritoras mais famosas de sempre.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Ship of Magic

Thursday, January 19, 2012 Post por Estante de Livros

Autor: Robin Hobb
Formato: Audiobook/ebook
Páginas: 832
Narrador: Anne Flosnik

 

Sinopse: Bingtown is a hub of exotic trade and home to a merchant nobility famed for its liveships—rare vessels carved from wizardwood, which ripens magically into sentient awareness. The fortunes of one of Bingtown’s oldest families rest on the newly awakened liveship Vivacia. For Althea Vestrit, the ship is her rightful legacy unjustly denied her—a legacy she will risk anything to reclaim. For Althea’s young nephew Wintrow, wrenched from his religious studies and forced to serve aboard ship, Vivacia is a life sentence. But the fate of the Vestrit family—and the ship—may ultimately lie in the hands of an outsider. The ruthless pirate Kennit seeks a way to seize power over all the denizens of the Pirate Isles…and the first step of his plan requires him to capture his own liveship and bend it to his will…

 

Porque o li: Porque gosto muito desta autora e tinha curiosidade em ler mais sobre o mundo dos Seis Ducados, enquanto espero mais livros em português.

 

Parte de uma série/individual: Ship of Magic é o primeiro livro da trilogia Liveship Traders. Em termos temporais, esta trilogia situa-se entre as duas séries publicadas em português (a segunda delas ainda a ser publicada), apesar de contar a história de personagens diferentes, mas no mundo que já conhecemos dessas mesmas séries.

 

Opinião: Ship of Magic é um livro que eu, à partida, teria muitas reticências em ler se tivesse sido escrito por um autor desconhecido. Isto principalmente por causa da preponderância dos elementos náuticos, já que o livro conta a história da família Vestrit, mercadores em Bingtown (Vilamonte, para quem leu a autora em português), que ganham a vida através de comércio marítimo. A família Vestrit é possuidora de um liveship, uma embarcação especial, feita de uma madeira mágica, que permite que o navio se torne num ser vivo, personificado numa figura de proa que fala, pensa e comanda o navio. A tradição diz que o navio “desperta” quando três elementos de uma família morrem dentro do navio e no início deste livro o terceiro elemento da família Vestrit falece dentro da Vivacia, permitindo assim que ela desperte finalmente, carregando dentro de si conhecimentos e vivências das pessoas que morreram dentro dela.

 

A família Vestrit viu-se privada do homem que a liderou durante tantos anos, Ephron, e começa a ter de enfrentar as dificuldades. Ronica, a viúva, é uma mulher forte que sempre serviu de pilar ao marido, apagando fogos enquanto ele estava fora, no mar, e que agora se vê perante a impossibilidade de pagar as dívidas da família. Tem duas filhas vivas: Keffria, a típica dona-do-lar, casada com Kyle, de quem tem três filhos, e Althea, a maria-rapaz que adora a vida no mar e deseja um dia que a Vivacia seja sua. O filho mais velho de Keffria e Kyle, Wintrow, estuda desde muito novo para se tornar padre, mas a precipitação dos acontecimentos fazem com que tenha de abandonar o estudo e cumprir as vontades do seu pai. A narrativa gira também em redor do ambicioso pirata Kennit, que deseja ser o líder de todas as localidades piratas das redondezas, e de Brashen Trell, que deixa de fazer parte da tripulação do Vivacia depois da morte de Ephron e que tenta olhar pelo futuro de Althea, enquanto esta tenta provar o seu valor num mundo de homens.

 

E, assim, a narrativa vai-se desenrolando em redor da vida destas personagens, dos seus seus caminhos de aprendizagem e da luta contra as adversidades que lhes vão surgindo no caminho. Adorei o conceito dos liveships e a Vivacia é uma personagem fantástica. Apesar de ser uma “criança” possui uma sabedoria antiga e que conquista e emociona o leitor. A história aborda também outro liveship, chamado Paragon, que se encontra encalhado e abandonado numa praia, cego e sem amigos. Outra personagem deliciosa. De resto, gostei muito da evolução do jovem Wintrow, sábio mas ao mesmo tempo inocente, que vê cair por terra muitos dos conceitos que tinha em relação à bondade da natureza humana. Althea, claro, é uma personagem de quem é quase impossível não gostar, pela sua força e determinação.

 

Depois, para além da importância dada aos conflitos pessoais, Robin Hobb desenvolve também de forma muito satisfatória todas as componentes de caracterização do mundo e dos costumes em Bingtown, deixando curiosidade quanto aos misteriosos Rain Wilders, que constroem os liveships, e possuem poderes que suspeito serem mais do que parecem à primeira vista. A nível de escrita, Robin Hobb continua ao seu excelente nível, com descrições detalhadas, elementos imaginativos e personagens muito bem construídas.

 

Queria só terminar dizendo que tenho pena de não ter lido esta trilogia antes da série que está a ser agora publicada em Portugal. Há alguns elementos (na sua maioria, detalhes, para ser sincera) que teriam sido melhor compreendidos.

 

Veredicto final: Adorei este livro e espero sinceramente que a Saída de Emergência se decida por vir a publicar esta série em Portugal. Tem tudo para agradar aos fãs da autora.

 

Classificação: 5/5 – Adorei


Categorias: 5/5, Célia, Opiniões, Robin Hobb

Balanço de 2011

Friday, December 30, 2011 Post por Estante de Livros

Uma pequena interrupção na pausa para fazer um balanço das leituras deste ano :)
Sem mais demoras, os meus 10 livros preferidos deste ano, ordenados pela data de leitura:

 

 

Deste conjunto de livros, o único sobre o qual não escrevi aqui uma opinião foi o último, que faz parte de uma série de 8 livros dentro do género romance histórico, com ênfase na componente romance. Este é o 4.º, e adorei todos os que li até agora; são bem-dispostos, com personagens de quem gostamos facilmente e com romances bem construídos. Ah, e a família Bridgerton é simplesmente deliciosa! Já vi por aí que a ASA vai publicar um livro desta autora em 2012… pelo título em português não consegui identificar que livro será, mas tenho a sensação que não é nenhum desta série. É esperar para ver. De resto, penso que os livros que escolhi como leituras preferidas de 2011 não serão grande surpresa para quem acompanhou este blogue ao longo do ano.

 

O número de livros e páginas que li este ano foi muito semelhante aos dois anos anteriores, o que é bom. Não fui muito bem sucedida no que respeita a diminuir o número de livros que tenho por ler, apesar de me parecer que comprei menos este ano (prefiro não ir confirmar, para manter o pensamento positivo :P ); do total de 110 livros que li este ano, 19 livros vieram da biblioteca e 24 foram lidos (ou ouvidos) em inglês. Por falar nisso, este ano finalmente experimentei os audiobooks e posso dizer que tem sido uma experiência muito positiva. Livros que deixei a meio foram três, incluindo o Deuses Americanos, do Neil Gaiman, que tentei ler este mês, mas que coloquei de lado ao fim de 100 páginas por não estar a gostar lá muito. Terá de ficar para mais tarde. Desilusões também tive algumas, como A Vidente de Sevenwaters da Juliet Marillier ou A Mulher do Viajante no Tempo, da Audrey Niffenegger. Em ambos, por motivos diferentes, tinha expectativas elevadas e acabei por não apreciar o resultado da leitura. Continuei a seguir algumas séries de livros e comecei outras: das que comecei, destaque para a série Mercedes Thomspon da Patricia Briggs e para a série Brigderton da Julia Quinn, de que já falei acima. Das que continuei a ler, o livro mais esperado foi A Dance With Dragons, de George R.R. Martin, que na altura gostei, mas que quanto mais penso nisso, mais me parece que deixou a desejar; continuei também a ler Robin Hobb, uma autora que já se tornou uma das minhas favoritas (atualmente ando a ler o primeiro volume de outra trilogia, Liveship Traders, e estou a adorar). Releituras também foram algumas: a série Harry Potter, A Game of Thrones, Os Maias e The Hobbit. Cada vez me sabe melhor revisitar velhos amigos :D

 

Expectativas para 2012: nenhumas em especial. Gostava de manter o ritmo de leitura, apesar de ter a impressão que isso não irá acontecer. Quero, acima de tudo, ler o que me apetecer, ao ritmo que for possível. Quanto ao blogue, a pausa tem sido boa e por enquanto assim continuará. Agradeço aos que por aqui continuam a passar e a todos os comentários que deixaram no post ali em baixo, a sério que agradeço. Bom 2012! 

 

Célia 


Categorias: Blog, Célia

Até já!

Thursday, November 24, 2011 Post por Estante de Livros

Como devem imaginar, manter o blogue regularmente atualizado é uma tarefa que me consome imenso tempo. Não me estou a queixar, porque sempre achei que o que se faz por gosto não é desperdício de tempo. A questão é que a criação constante de conteúdos originais exige a combinação ideal de três fatores: tempo, paciência e dedicação; ultimamente tem-me sido cada vez mais difícil arranjar vontade para escrever, não só porque penso estar a atravessar um período menos entusiasmado no que às leituras diz respeito (o que se reflete na pouca vontade de escrever opiniões), mas também porque alguns motivos pessoais não me permitem pensar que o meu estado de espírito vai melhorar num futuro próximo. E antes que isso se comece a refletir seriamente nos conteúdos, pensei no assunto e cheguei à conclusão que o melhor seria fazer uma pausa no blogue, para poder respirar um pouco. Não sei quanto tempo a pausa irá durar ou mesmo se será uma pausa intermitente (para o caso de me apetecer vir aqui e escrever qualquer coisita), mas preciso de um tempo afastada para perceber se esta falta de vontade é temporária ou permanente. Acho que devo uma satisfação a quem gosta de passar por aqui e sente que o que encontra lhe traz algum valor acrescentado, por isso aqui está ela. Entretanto, continuarei ali pelo Goodreads ;) Até já!

 

Célia 


Categorias: Blog

Pride and Prejudice (Graphic Novel)

Wednesday, November 23, 2011 Post por Estante de Livros

Autor: Nancy Butler, Jane Austen
Ilustrador: Hugo Petrus
Editora: Marvel Comics
Páginas: 120
ISBN: 9780785139157

 

Sinopse: It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife… Tailored from the adored Jane Austen classic, Marvel Comics is proud to present Pride & Prejudice! Two-time Rita Award-Winner Nancy Butler and fan-favorite Hugo Petrus faithfully adapt the whimsical tale of Lizzy Bennet and her loveable-if-eccentric family, as they navigate through tricky British social circles. Will Lizzy’s father manage to marry off her five daughters, despite his wife’s incessant nagging? And will Lizzy’s beautiful sister Jane marry the handsome, wealthy Mr. Bingley, or will his brooding friend Mr. Darcy stand between their happiness?

 

Origem do livro: Emprestado

 

Porque o li: Porque escrevi este post a demonstrar vontade de ler BD e a White Lady mo emprestou.

 

Parte de uma série/individual: Individual. Mas também há adaptações do género de outros livros da Jane Austen, como Sense and Sensibility (que também tenho aqui para ler) e Emma.

 

Opinião: Já li o livro, vi a mini-série da BBC e o filme de 2005; Orgulho e Preconceito é daquele tipo de histórias que fazem parte do imaginário coletivo e que quase toda a gente, mal ou bem, conhece. Apesar de não ser o meu clássico preferido de sempre, gosto muito da história e tinha curiosidade para ver como seria transposta para este formato. Nancy Butler é escritora de regency romances e foi a responsável pela adaptação do texto; Hugo Petrus é um ilustrador espanhol, que teve a seu cargo os “bonecos”.

Na introdução do livro, a autora explica que a ideia de fazer comics dos livros da Jane Austen surgiu pela vontade de cativar leitores do sexo feminino para o mundo da banda desenhada. A adaptação contém praticamente só as palavras de Jane Austen, e penso ter conseguido captar o essencial da obra original, apesar de por vezes a história me ter parecido meio a correr, mas penso que isso é normal tendo em conta o formato.

 

 

Do que não fiquei particularmente fã foi das ilustrações. As personagens pareceram-me ter um ar demasiado moderno para a história em causa – gosto bem mais da Lizzie que aparece na capa, por exemplo. Mas de resto gostei desta experiência diferente e que originou uma tarde bem passada.

  

Veredicto final: É uma adaptação bem conseguida no sentido que resume o essencial, mas não gostei muito das ilustrações, que me pareceram demasiado modernas para a história em questão.

 

Classificação: 3/5 – Gostei

 

Próxima opinião: A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger


Categorias: 3/5, Célia, Comics, Opiniões