2014 Reading Challenge

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Das Palavras às Imagens (28)

Tuesday, October 21, 2014 Post por Célia

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Li A Vida de Pi, de Yann Martel, pouco tempo após a estreia deste filme, no final de 2012. Peguei no livro entusiasmada com as boas críticas em relação à adaptação cinematográfica, e com a ideia de a ver pouco depois. Acabei por demorar um pouco mais de tempo a ver o filme do que estava a contar, mas a espera valeu sem dúvida a pena.

 

Já não tenho presentes todos os detalhes da história, mas de tudo o que me lembro a adaptação é extremamente fiel. A estrutura da história é idêntica, a importância dada à religião muito semelhante e, acima de tudo, a mensagem de esperança e do poder de acreditar mantém-se intacta em relação ao que o livro me proporcionou.

 

Visualmente, o filme é espetacular. Acredito que a experiência em cinema (mesmo em 3D, que não aprecio particularmente) teria sido ainda mais incrível, mas ainda assim fiquei maravilhada com várias sequência cheias de vida e cor. Li algures que os animais foram gerados por computador e só pode ser um sinal positivo não me ter apercebido disso durante o filme.

 

Para concluir, apesar de serem duas experiências diferentes, gostei muito tanto do livro como do filme. Neste caso, considero-os experiências complementares que me proporcionaram excelentes momentos de lazer.


[Opinião] O Dragão de Sua Majestade, de Naomi Novik

Monday, October 20, 2014 Post por Célia

Liv01220064_fAutor: Naomi Movik
Título Original:
His Majesty’s Dragon (2006)
Série: Temeraire #1
Editora: Editorial Presença
Páginas: 285
ISBN: 9789722339841
Tradutor: Afonso Arouca

 

Sinopse: Imagine-se o leitor em pleno decurso das Guerras Napoleónicas. Com uma ligeira alteração… os combates travam-se, não somente em terra ou no mar, mas também… nos céus. Num tempo alternativo, o planeta é compartilhado por duas espécies igualmente inteligentes: os humanos e os dragões. Estes associam-se aos homens quando à nascença recebem o arnês das mãos de um deles, criando um vínculo quase simbiótico que perdura ao longo das suas vidas. Seres magníficos e poderosos, além de capazes de voar, os dragões transportam toda uma tripulação de aviadores, acrescentando um devastador contributo às batalhas. Foi assim que o capitão Will Laurence viu a sua vida mudar de um dia para o outro quando abalroou uma fragata francesa e capturou um ovo de uma espécie muito rara de dragões, oferta do Imperador da China ao próprio Napoleão. 

 

Opinião: Tinha este livro por ler desde 2008. Sim, leram bem, dois mil e oito, há 6 anos. Não faço a mais pequena ideia porque é que esperei 6 anos para ler isto, porque ainda por cima é um livro sobre o qual me senti sempre interessada. Algum dia tinha de ser, não é? Pois foi agora. 

 

O Dragão de Sua Majestade tem uma premissa fantástica: dragões como arma durante as Guerras Napoleónicas. A história inicia-se quando o capitão naval Will Laurence captura um navio francês e nele encontra um ovo de dragão prestes a eclodir. Quando o dragão Temeraire nasce, decide que Laurence será o seu aviador, alguém que o acompanhará não só nas batalhas, mas também a pessoa com a qual se vincula a nível mais profundo para o resto da vida.

 

Enquanto Will enfrenta alguns entraves familiares devido à sua decisão de abandonar a Marinha e dedicar-se ao seu novo estatuto, vai-se desenvolvendo entre ele e Temeraire uma relação muito especial que ultrapassa a mera amizade, recuperando a autora o tema do vínculo especial entre um dragão e o humano que escolhe, já vista noutras obras literárias. Aqui, os dragões aparecem como animais mais dóceis do que, por exemplo, nos livros da Robin Hobb (refiro-os porque os li há pouco tempo e tenho esses dragões muito presentes); não é uma caracterização melhor ou pior, apenas diferente, e levei algum tempo a habituar-me.

 

A relação entre Will e Temeraire é, na minha opinião, o ponto alto do livro. É ela que serve de fio condutor à narrativa e, para mim, foi o principal elo de ligação emocional com o livro. Claro que a parte do treino de Temeraire, as intrigas que vão decorrendo e a participação de ambos em batalha é interessante, mas foram os momentos de interação entre ambos os meus preferidos do livros. Will, por si só, não me pareceu uma personagem muito interessante; a sua relação com personagens secundárias acabou por me parecer um pouco aborrecida e desinteressante, e nem o seu drama familiar me despertou muito interesse. Achei uma das personagens secundária (Choiseul) muito mais interessante, e fiquei com pena que a sua história não tivesse sido mais desenvolvida.

 

Penso que Naomi Novik tem uma escrita bastante evocativa do período em que decorre (inícios do século XIX), sendo cuidada e, por vezes, algo floreada. É de leitura agradável, apesar de por vezes um pouco lenta.

 

O balanço final é positivo, apesar de ter gostado de umas coisas e de outras nem por isso. Não fiquei muito fã do protagonista, mas gostei do dragão Temeraire e da relação entre ambos. Gostei da premissa do livro e do worldbuilding, mas não achei que todas as partes do livros tivessem uma boa dinâmica e que fosse, como um todo, muito equilibrado. A escrita consegue evocar bem o período da história, mas por vezes torna-se um bocadinho aborrecida. Tenho já o segundo volume para ler em breve e ajudar-me a tomar a decisão sobre se vale a pena continuar a ler esta série.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


Livros ao Sábado (146)

Saturday, October 18, 2014 Post por Célia

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Ilustração de Molly Cornelius. Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Casamento em Veneza, de Elizabeth Adler

Friday, October 17, 2014 Post por Célia

6172142Autor: Elizabeth Adler
Título Original:
Meet Me in Venice (2007)
Editora: Quinta Essência
Páginas: 320
ISBN: 9789898228040
Tradutor: Inês Castro

 

Sinopse: Apesar de viver na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza? Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre. Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração… e a sua vida. Empolgante, exuberantemente descritivo e inteligente, Casamento em Veneza é um jogo do gato e do rato com muitas reviravoltas e romances arrebatadores. A mestria narrativa de Elizabeth Adler no seu melhor.

 

Opinião: Parti para esta leitura com muitas reticências, porque a sinopse me pareceu bastante desinteressante, mas com uma esperança ténue de acabar por ser surpreendida. Não fui, e se por um lado isso se traduziu em mais uma leitura que nada acrescentou, por outro percebo que vou conseguindo filtrar cada vez mais aquilo que tem potencial para me agradar ou não, o que, convenhamos, é uma característica importante para quem quer ler todos os livros interessantes que existem.

 

Casamento em Veneza decorre em três cidades: Paris, Veneza e Xangai, tendo como personagens principais as primas Precious e Lily, ambas negociadoras de antiguidades, mas que nunca se conheceram. O elo de ligação entre as duas acaba por ser o vigarista Bennett James e um valioso colar de família. E com base nisto a autora constrói uma história que junta elementos românticos a elementos policiais, mas que acaba por ser tão fraco nas duas vertentes que o resultado é uma grande salganhada. Eu juro que tentei, mas não me consigo lembrar de uma coisa que seja neste livro que me pareça valer a pena o tempo gasto. As personagens são tão unidimensionais que chega a ser doloroso, o enredo é tão previsível que nem merece a referência a elementos policiais, e a escrita é tão básica que fiquei com a sensação que eu podia ter escrito este livro.

 

Olhando para as classificações no Goodreads, pelos vistos este não é o melhor livro da autora, mas foi sem dúvida suficiente para eu perceber que não quero voltar a repetir a experiência. Entretanto, vou ficar aqui a tentar perceber como é que esta autora tem 11 (!) livros publicados em Portugal.

 

Classificação: 1/5 – Não Gostei


Os audiobooks

Wednesday, October 15, 2014 Post por Célia

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(imagem daqui)

 

Eu e os audiobooks

 

Os audiobooks fazem parte da minha vida de leitora desde 2011, quando me sugeriram ler as interpretações que Stephen Fry fez da série Harry Potter. Sempre tinha tido algumas reticências em experimentar os audiobooks por receio de perder qualquer coisa na leitura, por isso começar por livros que já conhecia pareceu-me uma boa ideia. E fiquei fascinada. Stephen Fry faz um trabalho espetacular a todos os níveis, e recuperei aquela sensação fantástica de me estarem a contar uma história. Desde então, tenho voltado aos audiobooks com alguma regularidade (mais durante este ano), já ouvi os mais variados géneros com diversos narradores e estou cada vez mais fã desta forma alternativa de leitura.

 

As vantagens e desvantagens dos audiobooks

 

Muitos de nós ouviram histórias contadas pelos nossos pais antes de dormir. Quem passou por isso tem de certeza boas recordações desses momentos, em que uma história nos era contada, muitas vezes com o contador de histórias a imprimir um cunho pessoal à narração. Os audiobooks, na minha opinião, acabam por recuperar um pouco o gosto que o ser humano tem por lhe serem contadas histórias, por apreender pelas palavras de outrém um mundo imaginário e diferente daquele em que vive

 

Não há como negar que os audiobooks são excelentes formas de aproveitar tempo que, à partida, estaria perdido para a leitura. Uso-os principalmente durante as tarefas domésticas, porque são ações que não exigem da minha parte grande concentração mental e, por isso, o risco de me dispersar e perder o fio à meada é reduzido. Também ouço audiobooks em deslocações a pé ou quando estou no computador entretida com jogos que não exijam muita concentração. Tudo dependerá do leitor e do livro que está a ouvir: cada um deverá encontrar as situações e os tipos de livros que lhe permitam tirar o máximo partido desta experiência de leitura. A verdade é que os audiobooks me têm permitido ler MAIS, porque consigo ler durante fases do dia em que não conseguiria ler de outro modo.

 

Por outro lado, os audiobooks são uma excelente forma de os cegos ou outras pessoas com dificuldades de leitura poderem usufruir dos livros. E parecem-me também uma boa alternativa para se aprender uma língua diferente.

 

Muitas pessoas apontam como desvantagem dos audiobooks a dificuldade que têm em concentrar-se na leitura. Isto pode ser verdade se o livro em causa tiver um tema ou linguagem mais complicados, mas convém não esquecer que normalmente estamos a fazer outra coisa qualquer enquanto ouvimos o audiobook, o que raramente acontece quando estamos a ler em papel/em digital. Quando nos distraímos a ler em papel/digital é mais prático reler a parte que nos escapou – isto apesar de também não ser assim tão complicado voltar atrás no audiobook

 

Outro argumento que tenho visto muitas vezes por aí quando se fala em audiobooks é que ouvi-los não pode ser considerado ler, que é uma espécie de batota. Penso que isto é ainda mais controverso do que a comparação entre leitura em papel e leitura digital, mas para mim a resposta é sim, ouvir audiobooks é ler, porque no final de contas me permitem conhecer/interpretar aquela história e apreciar a escrita do autor, com o bónus de muitas vezes a narração conseguir imprimir ainda mais vida ao livro.

 

Onde arranjar audiobooks?

 

A oferta de audiobooks em português (de Portugal) é limitadíssima: uma pesquisa na Wook e é fácil perceber o panorama. Portanto, o inglês acaba por ser o recurso mais óbvio e, nesse aspeto, existem vários sites que disponibilizam audiobooks gratuitamente, de forma legal, como por exemplo (podem ver mais aqui):

Depois, como seria de esperar, existem n formas de obter audiobooks de forma ilegal, nos sites do costume.

 

Conclusão

 

Gosto de audiobooks. Gosto que me proporcionem mais tempo para ler, que me tragam boas recordações de quando me contavam histórias. É sem dúvida uma forma de leitura que vou continuar a utilizar. E vocês? Leem audiobooks? Se sim, gostam? Se não, pensam em experimentar algum dia?

 


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