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Visi­tas desde 20/​07/​2007

Novidades Porto Editora para 18 de Março

Tuesday, March 9, 2010 Post por Estante de Livros

No pró­ximo dia 18, esta­rão dis­po­ní­veis dois novos títu­los da Porto Editora.

O Labi­rinto da Água, de Eric Frattini

E se Judas traiu Jesus a seu pedido?
E se Pedro não esti­vesse des­ti­nado a ser chefe da Igreja?
E se a Igreja que Jesus Cristo que­ria criar não tivesse um papa?

Quando a jovem arqueó­loga Afdera Bro­oks acode ao leito de morte da sua avó, uma excên­trica mili­o­ná­ria, colec­ci­o­na­dora de obras de arte, recebe como legado as pis­tas para che­gar a uma caixa de segu­rança de um banco ame­ri­cano onde está guar­dado um antiquís­simo manus­crito. Afdera empre­ende uma via­gem por meio mundo para desen­tra­nhar o con­teúdo desse mis­te­ri­oso docu­mento que cul­mi­nará em Veneza, o labi­rinto de água.
A par­tir do Vati­cano, o malé­fico car­deal Lie­nart fará o impos­sí­vel para que a ver­dade que se esconde no mal­tra­tado per­ga­mi­nho nunca conheça a luz do dia. Uma trama que se tor­nou num best-​seller ins­tan­tâ­neo em Espanha.


A Vir­gem das Amên­doas, de Marina Fiorato

O livro remete-​nos para a Itá­lia do século XVI, onde o jovem pin­tor Ber­nar­dino Luini, dis­cí­pulo favo­rito do mes­tre Leo­nardo da Vinci, é encar­re­gado de pin­tar um fresco reli­gi­oso na igreja de Saronno, uma pequena loca­li­dade nas coli­nas da Lom­bar­dia. Ao entrar na igreja, a sua aten­ção é cap­tada pela beleza e pela melan­co­lia da jovem Simo­netta, viúva de um pode­roso senhor feu­dal morto em combate.

Sozi­nha e a ver a sua for­tuna desa­pa­re­cer até não res­tar nada mais a não ser as amen­do­ei­ras da sua villa, Simo­netta acede a posar como modelo para Luini, que a imor­ta­li­zará para sem­pre nos fres­cos da igreja como a Vir­gem di Saronno. À medida que o tra­ba­lho pro­gride, artista e modelo apaixonam-​se, selando o sen­ti­mento com um beijo que escan­da­li­zará a Igreja.

À geni­a­li­dade com que Ber­nar­dino imor­ta­li­zará a sua musa, Simo­netta retri­bui com a cri­a­ção da sua pró­pria obra de arte: um licor espe­cial fabri­cado com o fruto das suas amen­do­ei­ras. O licor ficará conhe­cido, até aos dias de hoje, como o famoso Ama­retto di Saronno.

Con­tudo, antes de ambos com­ple­ta­rem as suas obras, a rela­ção é for­te­mente aba­lada por um acon­te­ci­mento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.

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Blogs literários

Monday, March 8, 2010 Post por Estante de Livros

Como sabem, ulti­ma­mente (e ainda bem) cada vez pro­li­fe­ram mais blogs lite­rá­rios. Sigo a grande mai­o­ria deles, mas decidi fazer este post para vos dar a conhe­cer aque­les que, não sendo melho­res nem pio­res do que os res­tan­tes, mais gosto de visi­tar. Aqui fica o meu Top 10, sendo a orde­na­ção sim­ples­mente alfabética.

- ALEXANDRIA, do Gomes. O seu autor é um par­ti­ci­pante no nosso fórum e é um blog com refle­xões bas­tante inte­res­san­tes sobre os livros e o seu mundo (mas não só), e revejo-​me ple­na­mente em mui­tos dos vícios e manias dos lei­to­res que ele des­creve.
 — Às 23h, da Be. Mais uma par­ti­ci­pante no nosso fórum, cujas opi­niões me dão muito pra­zer ler.
 — As Lei­tu­ras do Corvo, da Silent Raven. Blog da escri­tora Carla Ribeiro, com opi­niões que são geral­mente coin­ci­den­tes com as minhas, e infor­ma­ção cons­tan­te­mente actu­a­li­zada sobre os últi­mos lan­ça­men­tos.
 — Este meu can­ti­nho, da White Lady. Gosto muito de ler as opi­niões dela, por­que para além de cla­ras e bem escri­tas, coin­ci­dem com as minhas em 99% das oca­siões. Uma exce­lente fonte de boas suges­tões!
 — Lei­tu­ras e Deva­neios, da Mónica. Se há blog lite­rá­rio onde sei que vou ler pre­ci­sa­mente o que a autora pen­sou do livro, é o da Mónica. Sem pani­nhos quen­tes! (pena que não seja muito actu­a­li­zado nos últi­mos tem­pos — Mónica, volta! :D )
 — Lydo e Opi­nado, do Tiago, Patrí­cia e Sara. Blog com opi­niões, entre­vis­tas, e várias outras coi­sas inte­res­san­tes. Gosto par­ti­cu­lar­mente da sen­sa­ção que trans­mite de não ser ape­nas mais um blog, e de haver a pre­o­cu­pa­ção de impri­mir um cunho par­ti­cu­lar ao que fazem.
 — O Can­ti­nho do Boo­koho­lic, do Pedro. Por­que é raro ter­mos jovens a ler e a con­se­guir trans­mi­tir tão luci­da­mente o que acha­ram do livro.
 — pla­ne­ta­mar­cia, da Már­cia. Outra “colega” que já tive opor­tu­ni­dade de conhe­cer e cujo tra­ba­lho gosto imenso, prin­ci­pal­mente por­que con­sigo sem­pre per­ce­ber na per­fei­ção as emo­ções que os livros lhe trans­mi­tem.
 — Porta-​Livros, do Rui Aze­redo. É um dos pou­cos blogs de pro­fis­si­o­nais do sec­tor que gosto real­mente de visi­tar, por­que não demons­tra o habi­tual eli­tismo, dá aten­ção a todos os tipos de even­tos e lan­ça­men­tos e apre­senta opi­niões cla­ras, con­ci­sas e inte­res­san­tes.
 — Som­bra dos Livros, da Alice e da Bai­la­rina. Outro blog sem­pre com opi­niões muito bem fun­da­men­ta­das e escla­re­ce­do­ras, que gosto sem­pre de ler.

Ponto comum entre todos eles: escre­vem opi­niões cla­ras, bem fun­da­men­ta­das e que me per­mi­tem per­ce­ber se irei ou não gos­tar de um livro, inde­pen­den­te­mente da dife­rença de gostos.

Ficam tam­bém algu­mas suges­tões de blogs lite­rá­rios inter­na­ci­o­nais de que gosto par­ti­cu­lar­mente: The Book Smug­glers, Of the Blog of the Fal­len, Pat’s Fan­tasy Hotlist ou o Angi­e­ville.

Não posso ter­mi­nar este post sem refe­rir algo que veio à baila ontem, numa troca de ideias via Twit­ter com a White Lady: fal­tam mais tex­tos de opi­nião nos blogs lite­rá­rios por­tu­gue­ses. Não me refiro às opi­niões lite­rá­rias, mas a tex­tos que acres­cen­tem con­teúdo a este vasto mundo dos livros, que reflic­tam quem os escreve, que dêem gosto ler. Há tanta coisa que se pode fazer! A crí­tica que faço tam­bém se aplica a este blog e, por isso mesmo, vai daqui a minha pro­messa para ten­tar melhorá-​lo nesse sen­tido ;)

Célia M.

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Categorias: Blog, Célia

O Braço Esquerdo de Deus

Monday, March 8, 2010 Post por Estante de Livros

Autor: Paul Hoff­man
Título Ori­gi­nal: The Left Hand of God (2010)
Edi­tora: Porto Edi­tora
Pági­nas: 400
ISBN: 9789720040893
Tra­du­tor: Mário Dias Correia

Sinopse
A sua che­gada foi pro­fe­ti­zada. Dizem que ele des­truirá o mundo. Tal­vez o faça…
“Escu­tem. O San­tuá­rio dos Reden­to­res, em Sho­to­ver Scarp, é uma men­tira infame, pois lá nin­guém encon­tra san­tuá­rio e muito menos reden­ção.”
O San­tuá­rio dos Reden­to­res é um lugar vasto e iso­lado — um lugar sem ale­gria e espe­rança. A maior parte dos seus ocu­pan­tes foi levada para lá ainda em cri­ança e sub­me­tida durante anos ao bru­tal regime dos Reden­to­res, cuja cru­el­dade e vio­lên­cia têm ape­nas um objec­tivo — ser­vir a Única e Ver­da­deira Fé. Num dos lúgu­bres e labi­rín­ti­cos cor­re­do­res do San­tuá­rio, um jovem acó­lito ousa vio­lar as regras e esprei­tar por uma janela. Terá tal­vez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, nin­guém sabe, e há muito que esque­ceu o seu nome ver­da­deiro — agora chamam-​lhe Cale.
É um rapaz estra­nho e reser­vado, enge­nhoso e fas­ci­nante. Está tão habi­tu­ado à cru­el­dade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e tes­te­mu­nha um acto tão ter­rí­vel que a única solu­ção pos­sí­vel é a fuga.
Mas os Reden­to­res que­rem Cale a qual­quer preço, não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer des­con­fia.

Opi­nião

O Braço Esquerdo de Deus, do ame­ri­cano Paul Hoff­man, é um dos livros que mais hype cau­sou nos últi­mos tem­pos entre os fãs da fic­ção espe­cu­la­tiva. O pro­ta­go­nista desta his­tó­ria é Cale, um jovem que, jun­ta­mente com outros rapa­zes estão num San­tuá­rio gerido pelos Reden­to­res, um local repleto de medo, vio­lên­cia e ter­ror — supos­ta­mente jus­ti­fi­ca­dos pelo o objec­tivo de res­pei­tar a von­tade de Deus. Cale e os seus ami­gos Henri Vago e Kleist des­co­brem que no San­tuá­rio existe mais do que parece à pri­meira vista, o que acaba por levá-​los a empre­en­der uma fuga do recinto e a entra­rem num mundo com­ple­ta­mente dife­rente, a cidade de Memphis, gover­nada pelos Materazzi.

Toda a fase ini­cial do livro, quando Cale ainda se encon­tra no San­tuá­rio, é bas­tante pro­mis­sora. O ambi­ente som­brio e claus­tro­fó­bico do local é bem trans­mi­tido, e sur­gem alguns mis­té­rios que dei­xam o lei­tor curi­oso. Pena é que a pro­messa não se con­cre­tiza no resto do livro. Achei que parte de uma pre­missa muito inte­res­sante, mas acaba por cair numa série de lugares-​comuns que, não tor­nando a his­tó­ria pro­pri­a­mente des­pro­vida de inte­resse, pode­rão não cati­var lei­to­res que já leram vários outros livros cujo enredo não foge muito a este. A per­so­na­gem prin­ci­pal, Cale, sofre um pouco deste sín­drome: de iní­cio, pouco se revela ao lei­tor e con­serva uma aura mis­te­ri­osa que o torna inte­res­sante, mas com o decor­rer da his­tó­ria, acaba por se trans­for­mar no herói relu­tante que já vimos em tan­tas e tan­tas his­tó­rias. E ele, tal como a grande mai­o­ria das per­so­na­gens, é abor­dado de forma algo super­fi­cial, o que fez com que o laço que criei com elas não fosse pro­pri­a­mente muito forte.

Fiquei tam­bém com a sen­sa­ção que o autor ten­tou colo­car na sua his­tó­ria ele­men­tos que agra­das­sem a vários tipos de lei­to­res por­que ora assume um tom mar­ca­da­mente juve­nil, até humo­rís­tico, ora esta­mos perante acon­te­ci­men­tos bas­tante sérios e negros; assume-​se como uma obra de fan­ta­sia, mas não encon­tra­mos magia ou seres sobre­na­tu­rais na his­tó­ria; entre­ve­mos um toque de his­tó­ria alter­na­tiva, que nunca se con­firma pro­pri­a­mente. O mundo cri­ado pelo autor tem um nível de desen­vol­vi­mento razo­a­vel­mente deta­lhado, mas pareceu-​me que pode­ria ter sido melhor aprofundado.

Ape­sar de tudo isto, não posso dizer que não gos­tei do livro. Ape­sar de todos os aspec­tos menos posi­ti­vos que apon­tei, as pági­nas viram-​se muito depressa e torna-​se estra­nha­mente vici­ante. Isto, jun­ta­mente com a curi­o­si­dade em saber que direc­ção a his­tó­ria irá tomar — a ver­dade é que as pis­tas são escas­sas — , faz-​me ficar com von­tade de ler a con­ti­nu­a­ção. - Célia M.

6/​10 — Inte­res­sante

Livro n.º 18 de 2010

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Os Dias da Febre

Sunday, March 7, 2010 Post por Estante de Livros

A Porto Edi­tora publica no pró­ximo dia 18 de Março o pri­meiro romance do his­to­ri­a­dor João Pedro Mar­ques. Os Dias da Febre é uma via­gem pelos sons, os chei­ros, as cores, as gen­tes, as casas, os cos­tu­mes – numa pala­vra, pela vida – da Lis­boa de mea­dos do século XIX. Mesmo antes da sua publi­ca­ção, a obra de estreia de João Pedro Mar­ques já con­quis­tou adep­tos: Maria Filo­mena Mónica considera-​o “um livro esti­mu­lante”; a tam­bém his­to­ri­a­dora Maria Fátima Boni­fá­cio des­taca o “enredo de uma notá­vel ori­gi­na­li­dade e mui­tís­simo bem construído”.

Apoi­ada por uma escrita sedu­tora, que se con­ci­lia facil­mente com o rigor dos fac­tos, a nar­ra­tiva de João Pedro Mar­ques distingue-​se pela sub­ti­leza com que trans­porta o lei­tor para o quo­ti­di­ano bur­guês do século XIX, tor­nando Os Dias da Febre numa lei­tura, mais do que agra­dá­vel, surpreendente.

O livro prin­ci­pia com Elvira Sabrosa des­cendo a Cal­çada de San­tana e esprei­tando por entre as cor­ti­nas da sua car­ru­a­gem. Num dado momento, vis­lum­bra Robert Hun­tley, um inglês que não via desde os tem­pos da infân­cia, há mais de 20 anos.

Os Dias da Febre narra as cir­cuns­tân­cias que con­du­zi­ram ao reen­con­tro de Robert e Elvira, e o que dele decor­reu. A acção situa-​se em 1857, quando Lis­boa estava a ser atin­gida por uma epi­de­mia de febre-​amarela que mata­ria quase 5 mil pes­soas. É nesse con­texto que a intriga se desen­volve e que o lei­tor é con­vi­dado não só a con­vi­ver com as figu­ras da época, mas tam­bém a per­cor­rer a cidade em toda a sua diver­si­dade, dos cama­ro­tes do S. Car­los às ruas aper­ta­das de Alfama, das enfer­ma­rias do Hos­pi­tal de S. José às ban­ca­das das Cor­tes, dos salões das senho­ras das clas­ses altas ao bulí­cio do café Nicola.

Romance his­tó­rico escrito por um his­to­ri­a­dor de reco­nhe­cido mérito e exten­sa­mente apoi­ado na docu­men­ta­ção exis­tente, Os Dias da Febre assume-​se, mais do que um romance sobre uma epi­de­mia, a morte e o amor, como um docu­mento esti­mu­lante e fiel à época que representa.

Fonte: Nota de imprensa da editora

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Livros Doces

Saturday, March 6, 2010 Post por Estante de Livros

Dois pra­ze­res num só! Um clube de lei­tura fez esta enco­menda deliciosa:



Os livros são fei­tos de fon­dant de marsh­mal­low e os bolos são que­ques com pepi­tas de cho­co­late e cober­tura de baunilha.

Tam­bém a emba­la­gem é a con­di­zer, com a forma de um grande livro!


Fonte: bake­ba­ke­bake, via See Michelle Read

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Categorias: Ideias

Novidades Contraponto para Março

Friday, March 5, 2010 Post por Estante de Livros

Já a par­tir de hoje, estão dis­po­ní­veis qua­tro títu­los de Ian Fle­ming, com as capas dese­nha­das por Michael Gil­lette.

Quan­tum of Solace
A publi­ca­ção dos con­tos de James Bond num único volume é a cele­bra­ção defi­ni­tiva do atra­ente e mor­tí­fero agente secreto 007. Quer esteja a fazer uma des­co­berta ines­pe­rada nas Baha­mas, a caçar um assas­sino cubano em ter­reno sel­va­gem, a der­ru­bar um barão da droga inter­na­ci­o­nal em Roma, na pista de um segredo mor­tí­fero nas Caraí­bas ou a der­ro­tar um assas­sino estra­nha­mente sedu­tor em Ber­lim, mis­sões peri­go­sas e mulhe­res boni­tas fazem parte do dia-​a-​dia de James Bond. E este agente é sem­pre um pro­fis­si­o­nal competente.

Casino Royale
O agente 007, sem­pre sedu­tor e sofis­ti­cado, atra­ente e peri­goso, tem como mis­são neu­tra­li­zar uma rede ter­ro­rista russa. Num arris­cado jogo de bacará, no mítico Casino Royale, Bond terá de ven­cer o temí­vel Le Chif­fre. No entanto, a atrac­ção de James Bond por uma belís­sima agente parece con­du­zir tudo ao desas­tre… Até que surge um ines­pe­rado aliado.

Dr. No
Após o desa­pa­re­ci­mento de um agente dos Ser­vi­ços Secre­tos Bri­tâ­ni­cos e da sua secre­tá­ria na base de Kings­ton, M acre­dita que este pode ser um caso fácil para 007, ainda em recu­pe­ra­ção do encon­tro quase fatal com um agente russo. Só que James Bond e Honey Rider, a sua bela e vul­ne­rá­vel amiga, após terem sido cap­tu­ra­dos ao inva­di­rem a iso­lada ilha cari­be­nha de Crab Key, encontram-​se em poder do Dr. No, um sinis­tro ere­mita com pin­ças mecâ­ni­cas no lugar de mãos, abso­lu­ta­mente fas­ci­nado pela dor. Deci­dido a pro­te­ger dos Ser­vi­ços Secre­tos Bri­tâ­ni­cos as suas ope­ra­ções clan­des­ti­nas, o Dr. No tem agora a opor­tu­ni­dade de se livrar de um ini­migo e de apro­fun­dar as suas dia­bó­li­cas pes­qui­sas. Bond e Rider aca­bam por ter de lutar pela vida num mor­tí­fero jogo da auto­ria do Dr. No…

Vive e Deixa Mor­rer
Mr. Big – senhor do mundo do crime nova-​iorquino, líder do culto vodu Viúva Negra e mem­bro da SMERSH, a pode­rosa orga­ni­za­ção sovié­tica – é um dos opo­nen­tes mais peri­go­sos que Bond alguma vez enfren­tou. Esta nova mis­são, quase sui­cida, vai levar 007 dos clu­bes duvi­do­sos do Har­lem às ilhas da Flo­rida e ao luxu­ri­ante Caribe. Bond volta a estar bem acom­pa­nhado por uma bela e mis­te­ri­osa mulher, Soli­taire, pri­si­o­neira de Mr. Big, que não a dei­xará esca­par facil­mente. O duelo final acon­tece na Jamaica’s Shark Bay, onde 007 terá de enfren­tar os mor­tí­fe­ros den­tes dos tuba­rões… se qui­ser cap­tu­rar um peixe maior.

A par­tir de 12 de Março, estará dis­po­ní­vel A Pró­xima Vez, de Marc Levy e a par­tir de 26 de Março Des­culpa, mas vou chamar-​te amor, de Fede­rico Moccia.

Jonathan é um espe­ci­a­lista em arte com uma pai­xão inex­pli­cá­vel pela obra do pin­tor russo Vla­di­mir Rads­kin. Quando, nas vés­pe­ras do seu casa­mento, lhe chega a notí­cia de que uma gale­ria em Lon­dres tem em sua posse cinco qua­dros do pin­tor – entre eles, pos­si­vel­mente, a sua mítica última obra, A Jovem de Ves­tido Ver­me­lho, mis­te­ri­o­sa­mente desa­pa­re­cida em 1868 –, Jonathan não hesita em par­tir. Ao che­gar a Lon­dres, encon­tra Clara, a dona da gale­ria, e é aco­me­tido por uma forte sen­sa­ção de déjà vu: cer­ta­mente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma pai­xão por pin­tura? A sua busca leva-​os da gale­ria em Pica­dilly Cir­cus a uma loja de tin­tas em Flo­rença, de um labo­ra­tó­rio no Lou­vre a uma mis­te­ri­osa man­são em Ingla­terra. Quanto mais Jonathan e Clara des­co­brem acerca da última obra de Rads­kin, mais des­co­brem acerca de si pró­prios: três vidas muito dife­ren­tes, três des­ti­nos entre­la­ça­dos, pre­sos numa cor­rida con­tra o tempo…

Niki é uma rapa­riga linda, extro­ver­tida, inte­li­gente, sim­pá­tica e ale­gre. Tem dezas­sete anos, e tanto ela como as suas ami­gas estão no último ano do secun­dá­rio. O seu dia-​a-​dia é pau­tado por des­fi­les, fes­tas e raves, entre outros diver­ti­men­tos. Alex é um «rapaz» com quase trinta e sete anos e aca­bou há pouco tempo uma rela­ção de longa data. Tem três gran­des ami­gos, Enrico, Flá­vio e Pie­tro, que são casa­dos. Alex ocupa um cargo impor­tante na área da publi­ci­dade, mas um jovem opor­tu­nista con­tra­tado recen­te­mente pela sua empresa põe em risco o seu emprego. Certa manhã, Niki e Alex têm um encon­tro, ou melhor, um desen­con­tro – um desen­con­tro que vai mudar tudo. Esta linda his­tó­ria de amor reflecte a von­tade de reen­con­trar a liber­dade e o desejo de nutrir sen­ti­men­tos ver­da­dei­ros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quo­ti­di­ano, mas tam­bém o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais ines­pe­rada: uma fuga de amor. E, depois, aquele farol… Enfim, é um mer­gu­lho onde o mar é mais azul!

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Categorias: Contraponto, Lançamentos

Acerca de Roderer

Thursday, March 4, 2010 Post por Estante de Livros

Chega às livra­rias no pró­ximo dia 11 de Março Acerca de Rode­rer, do escri­tor argen­tino Guil­lermo Mar­tí­nez. O livro narra o con­fronto vital e inte­lec­tual entre dois jovens de inte­li­gên­cia pri­vi­le­gi­ada. O pri­meiro usa esta inte­li­gên­cia de forma prá­tica para se adap­tar ao mundo, o segundo na busca de um conhe­ci­mento abso­luto que lhe per­mita com­pre­en­der o mundo, des­li­zando peri­go­sa­mente até aos limi­tes da lou­cura e do sui­cí­dio. Esta incur­são nar­ra­tiva bri­lhante nos mean­dros da riva­li­dade e da inte­li­gên­cia oferece-​nos um romance inqui­e­tante, de sus­pense e ambi­gui­dade, que, segundo o pró­prio autor, “tem cer­tas carac­te­rís­ti­cas de rigor de conto, mas, ao mesmo tempo, uma defi­ni­ção das per­so­na­gens sufi­ci­en­te­mente forte para que tenha vida pró­pria como novela.”

O Autor
Guil­lermo Mar­tí­nez nas­ceu em Bahía Blanca, Argen­tina, em 1962. É dou­to­rado em Mate­má­tica, for­mado em Bue­nos Aires e Oxford, e escri­tor. É autor de duas obras já publi­ca­das em Por­tu­gal: Cri­mes imper­cep­tí­veis (Pré­mio Pla­neta Argen­tina) e Bor­ges e a mate­má­tica. Revelou-​se como uma das gran­des vozes nar­ra­ti­vas argen­ti­nas contemporâneas.

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Categorias: Lançamentos, Sextante

Encontre Deus na Cabana

Thursday, March 4, 2010 Post por Estante de Livros

Autor: Ran­dal Rau­ser
Título Ori­gi­nal: Fin­ding God in the Shack (2009)
Edi­tora: Pla­neta
Pági­nas: 142
ISBN: 9789896570552
Tra­du­tor: Paula Cas­tro

Sinopse
O livro «A Cabana», de Wil­liam P. Young, tornou-​se um best-​seller mun­dial e, embora a sua lei­tura tenha afec­tado mui­tas vidas, ainda exis­tem mui­tos lei­to­res que têm dúvi­das sobre a sua ver­da­deira men­sa­gem. No livro, é nar­rada a tragé dia do assas­si­nato da filha mais nova de Mack Allen Phil­lips, numa cabana aban­do­nada. O bru­tal crime deixa o pai da menina devas­tado e envolto na mais pro­funda angús­tia e tris­teza. Qua­tro anos passa­dos, Mack recebe um con­vite de Deus para pas­sar um fim-​de-​semana na mesma cabana onde ocor­reu o assas­sí­nio. Este con­vite mudará para sem­pre a vida deste pai angus­ti­ado. Ran­dal Rau­ser, escri­tor e teó­logo, revela neste livro todas as men­sa­gens divi­nas de amor, paz e per­dão con­ti­das n´«A Cabana» e explica por que Deus se mani­festa de dife­ren­tes for­mas e por que deve­mos acei­tar o seu con­vite para come­çar­mos a mudar a nossa vida encon­trando a ver­dadeira paz de espírito.

Opi­nião
É do conhe­ci­mento geral que, quando esta­mos perante gran­des suces­sos de ven­das, sur­gem nor­mal­mente os livros “suce­dâ­neos”, que pre­ten­dem ana­li­sar com mais deta­lhe o livro ori­gi­nal e (por­que não dizê-​lo?) aproveitar-​se um pouco do seu sucesso.

Este Encon­tre Deus na Cabana centra-​se quase em exclu­sivo na aná­lise da forma “ino­va­dora” que Wil­liam P. Young esco­lheu para repre­sen­tar o seu Deus e a Trin­dade. Compara-​a e tenta integrá-​la com as noções comuns e mais con­ser­va­do­ras, abor­dando temas como o moda­lismo (o facto de Deus, Jesus e o Espí­rito Santo serem ape­nas uma enti­dade), a omni­pre­sença de Deus ou o seu poder evi­tar o mal.

Face à minha opi­nião sobre o livro ori­gi­nal, não é de estra­nhar que tenha enca­rado esta lei­tura com algum cep­ti­cismo, movendo-​me prin­ci­pal­mente a curi­o­si­dade por conhe­cer (e ten­tar per­ce­ber) pers­pec­ti­vas de enca­rar o tema quase opos­tas à minha. A ver­dade é que o con­teúdo do livro acaba por ser mais diri­gido a cren­tes e a pes­soas que tenham um conhe­ci­mento teo­ló­gico rela­ti­va­mente apro­fun­dado, ape­sar de a lin­gua­gem ser bas­tante aces­sí­vel e de se notar a pre­o­cu­pa­ção do autor em apre­sen­tar exem­plos para aquilo que tenta expli­car. Julgo que aborda alguns aspec­tos de dis­cus­são rele­van­tes para os inte­res­sa­dos, incluindo mesmo no final de cada capí­tulo várias ques­tões para reflexão.

É um livro que reco­mendo a quem gos­tou de “A Cabana” e que pre­tenda apro­fun­dar um pouco mais o que o autor pre­ten­deu trans­mi­tir com esta “nova” abor­da­gem ao tema da reli­gião. Para os res­tan­tes, não me parece ser uma lei­tura essen­cial. — Célia M.

5/​10 — Razoá­vel

Livro n.º 17 de 2010

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Donna Leon na Planeta

Wednesday, March 3, 2010 Post por Estante de Livros

A Pla­neta edita mais dois títu­los de Donna Leon, dando con­ti­nui­dade à publi­ca­ção em Por­tu­gal de um dos mai­o­res nomes inter­na­ci­o­nais do género. Morte num País Estra­nhoPro­vas Mani­pu­la­das levam mais uma vez o lei­tor a Veneza pelos cami­nhos do comis­sá­rio Bru­netti, em novos e intri­gan­tes mis­té­rios poli­ci­ais. Ambos os livros têm data de lan­ça­mento mar­cada para 10 de Março.

Um dia de manhã cedo, Guido Bru­netti, Com­mis­sa­rio da Polí­cia de Veneza, é con­fron­tado com uma visão hor­renda, quando o corpo de um jovem é tirado de um fétido canal vene­zi­ano. Todas as pis­tas apon­tam para um assalto vio­lento, mas, para Bru­netti, o roubo parece um móbil dema­si­ado con­ve­ni­ente. Em seguida, algo muito incri­mi­na­tó­rio é des­co­berto no apar­ta­mento do morto – algo que aponta para a exis­tên­cia de uma cabala de alto nível – e Bru­netti convence-​se de que alguém, algu­res, se está a esfor­çar muito para for­ne­cer uma solu­ção já pronta para o crime…




Quando uma vene­zi­ana idosa é bru­tal­mente assas­si­nada, a prin­ci­pal sus­peita é a sua empre­gada romena, que fugiu da cidade. Quando tenta sair do país, levando con­sigo uma con­si­de­rá­vel soma e docu­men­tos fal­sos, a empre­gada mete-​se à frente de um com­boio e morre atro­pe­lada. Caso encer­rado. Mas quando a vizi­nha da vítima regressa do estran­geiro, torna-​se evi­dente que a empre­gada não podia ter sido a assas­sina. O Com­mis­sa­rio Bru­netti decide – ofi­ci­o­sa­mente – encarregar-​se pes­so­al­mente do caso. Quando Bru­netti inves­tiga, torna-​se claro que o motivo do assas­sí­nio não foi a ava­reza, mas que teve as suas raí­zes nas ten­ta­ções da luxú­ria. Mas tal­vez Bru­netti esteja a pen­sar no pecado capi­tal errado…

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Guerra Mundial Z e outros zombies

Wednesday, March 3, 2010 Post por Estante de Livros

A par­tir do pró­ximo dia 9 de Março, está dis­po­ní­vel Guerra Mun­dial Z, de Max Bro­oks, publi­cado pela Gailivro.

Tra­ba­lhando para a Comis­são do Pós-​Guerra das Nações Uni­das, Max Bro­oks teve acesso quase exclu­sivo aos arqui­tec­tos da vitó­ria da Guerra Mun­dial Z. Se o rela­tó­rio da ONU for­nece um relato fac­tual auto­ri­zado de tudo o que acon­te­ceu, nesta obra, de um dos prin­ci­pais auto­res e inves­ti­ga­do­res que con­tri­buí­ram para esse rela­tó­rio, estão os tes­te­mu­nhos, fei­tos na pri­meira pes­soa, dos que vive­ram o surto de epidemia/​pandemia e que reve­lam o ter­rí­vel custo humano deste conflito.

Do dou­tor Kwng Jingshu, o médico chi­nês que exa­mi­nou o “Doente Zero”, a Paul Rede­ker, o muito con­tro­verso autor do Plano Laranja, Bro­oks falou com mais pro­ta­go­nis­tas fun­da­men­tais da guerra dos Zom­bies do que qual­quer outra pes­soa. Ao longo deste livro, o autor revela a exten­são inte­gral das trans­for­ma­ções soci­ais e polí­ti­cas a que o surto deu ori­gem. A natu­reza per­tur­ba­dora des­tes rela­tos exige ao lei­tor alguma cora­gem. Mas, como diz Bro­oks, não pode­mos esconder-​nos por detrás das esta­tís­ti­cas entor­pe­ce­do­ras dos rela­tó­rios ofi­ci­ais. Che­gou a altura de enca­rar o ver­da­deiro hor­ror que foi a guerra dos Zombies.

A Guerra Mun­dial Z pode muito bem ser visto como uma crí­tica aos gover­nos, às gran­des potên­cias e mesmo ao pró­prio homem e às suas ati­tu­des, por vezes irra­ci­o­nais. Mas a ver­dade é que muito do que está no romance é um reflexo bem real da nossa his­tó­ria — sem os zom­bies, claro. As várias situ­a­ções aqui des­cri­tas, pode­rão facil­mente ser apon­ta­das como tendo já acontecido.

Podem ver o book­trai­ler deste livro aqui.

Ainda den­tro da temá­tica dos zom­bies, a Gai­li­vro irá publi­car em Maio “Orgu­lho e Pre­con­ceito e Zom­bies”, de Seth Grahame-​Smith, a ver­são zom­bie do clás­sico de Jane Aus­ten, e “Flo­resta de Mãos e Den­tes” em Junho, livro de estreia de Car­rie Ryan.

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Categorias: Gailivro, Lançamentos