2014 Reading Challenge

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22733326Autor: Sónia Morais Santos
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 216
ISBN: 9789896265311

 

Sinopse: «É tão certo como dois e dois serem quatro, como a noite vir a seguir ao dia, como o Natal ser a 25 de dezembro. Mãe que é mãe sente culpa. Culpa do que fez e do que não fez e podia ter feito. Culpa com fundamento e sem fundamento. Culpa por ter gritado, por ter chegado demasiado tarde a casa, culpa por aquela palmada, culpa por não ter lido a história para o filho adormecer, culpa porque perdeu as estribeiras quando ajudava os miúdos com os trabalhos de casa, culpa porque discutiu com o marido à frente das crianças, culpa por aquela perna partida do mais novo que aconteceu quando nem sequer estava presente (mas devia ter estado presente, claro, se estivesse presente a perna estava inteirinha, logo a culpa é só sua!) Revê-se nisto? Já o sentiu? Fez um certo em todas as situações referidas ou em quase todas? Então este livro é para si. Culpa, culpa, culpa. Porque é que somos tão duras connosco? Porque é que achamos que tudo é da nossa responsabilidade? Para quê insistir em sermos perfeitas quando a perfeição não existe?»

Com base em relatos de diversas mães, recorrendo à análise de psicólogos, pediatras, e com a experiência de 12 culposos anos de maternidade, a jornalista Sónia Morais Santos, mãe de três crianças, traz-nos A Culpa não é sempre da Mãe! Um livro bem-humorado da autora do blogue Cocó na Fralda, onde as leitoras se vão comover com algumas histórias, identificar-se com outras tantas situações, gozar consigo próprias, pensar sobre a maternidade e rir-se à gargalhada com situações por que todas nós já passámos. Porque a maternidade não é uma competição. Porque as mães não são super-heroínas, apenas mães e como todas nós sabemos … não há mães perfeitas!

 

Opinião: Ser mãe é, provavelmente, a coisa mais difícil que já fiz na vida. Para mim, o mais complicado é gerir a alternância entre o chapéu “mãe”, que uso há quase 2 anos, e o chapéu “Célia”, que uso desde que me conheço por gente. Sempre fui uma pessoa muito ciosa do meu tempo em silêncio, do tempo para refletir e para dedicar a mim própria, e ter um filho alterou, por completo, esta maneira de estar e, se tinha uma vaga ideia que as coisas iam mudar nesse aspeto, nada me preparou para o que aí vinha.

 

Dizem os “bons costumes” que uma mãe tem de se dedicar aos filhos a 100%, que tem de lhes dar o melhor de si, mesmo que isso implique eclipsar-se como mulher. Tudo o que fuja destes ideais pré-concebidos do que é uma mãe perfeita são, não raras vezes, olhados de lado pela sociedade, provocando na mãe uma miríade de sentimentos de culpa, que são precisamente o objeto deste livro. Acompanho o blogue da jornalista Sónia Morais Santos há muitos anos e, apesar de não a conhecer (nem de perto nem de longe), simpatizo com a sua forma de estar e visões sobre os mais variados temas, ainda que muitas vezes não me identifique muito com o estilo de vida. Por isso, e já conhecendo a autora de antemão, foi com maior interesse e gosto que acompanhei as suas visões sobre o que é isto da culpa nas mães, e os relatos das suas próprias experiências.

 

O tom é bastante coloquial, apesar do tema sério. Sónia Morais Santos apresenta vários testemunhos de mães que enfrentaram a culpa nos variados estágios da maternidade (incluindo a gravidez) e em situações de maior ou menor gravidade, apoiados por opiniões de psicólogos e pediatras, naquilo que se transforma numa leitura quase compulsiva pelo tom descontraído e interessante com que o livro está escrito. Suponho que interessará particularmente a mulheres que são (ou vão ser) mães, porque quase de certeza vão encontrar aqui situações ou relatos com os quais se identificarão. Mas não fará mal às pessoas que as rodeiam lê-lo também, para compreender a angústia que muitas vezes as consome.

 

Como a própria autora afirma, o livro não faz milagres no que toca a resolver problemas de culpa, seja de que natureza for, mas sem dúvida que ajuda a relativizar as situações e a pôr as coisas em perspetiva, nem que seja só por algum tempo – porque a culpa é uma sacaninha tão enraizada que não seria um simples livro a exterminá-la. Mas tudo o que ajude é bem-vindo e é por isso que gostei tanto deste livro que acaba por pecar só mesmo por acabar demasiado depressa.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Bout of Books 11

Monday, July 28, 2014 Post por Célia
Bout of Books

O Bout of Books é uma espécie de maratona literária que tem decorrido 3 vezes por ano. A ideia é, durante uma semana, tentarmos ler o máximo que for possível, ir fazendo updates das leituras no blogue e, se assim o desejarmos, participar nos desafios diários que nos são propostos. A 11.ª edição decorre entre 18 e 24 de agosto. Aqui fica o resumo oficial da iniciativa:

 

The Bout of Books read-a-thon is organized by Amanda @ On a Book Bender and Kelly @ Reading the Paranormal. It is a week long read-a-thon that begins 12:01am Monday, August 18th and runs through Sunday, August 24th in whatever time zone you are in. Bout of Books is low-pressure, and the only reading competition is between you and your usual number of books read in a week. There are challenges, giveaways, and a grand prize, but all of these are completely optional. For all Bout of Books 11 information and updates, be sure to visit the Bout of Books blog. – From the Bout of Books team

 

I’m in!

 


Categorias: Bout of Books

Livros ao Sábado (134)

Saturday, July 26, 2014 Post por Célia

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Ilustração de Lucia Cobo. Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Longbourn – Amor e Coragem, de Jo Baker

Wednesday, July 23, 2014 Post por Célia

21797502Autor: Jo Baker
Título Original:
Longbourn (2013)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 392
ISBN: 9789722352499
Tradutor: Maria João da Rocha Afonso

 

Sinopse: Para todos os que admiram a obra de Jane Austen, esta é uma oportunidade única de revisitar o seu universo, mais concretamente o de Orgulho e Preconceito, mas numa perspetiva completamente nova. Jo Baker conseguiu a proeza de pegar num clássico e reimaginá-lo, com brilhantismo, a partir do ponto de vista dos criados. Enquanto no andar de cima tudo gira em torno das perspetivas de casamento das meninas Bennet, no andar de baixo os criados vivem os seus próprios dramas pessoais, as suas paixões e angústias. À semelhança da obra que a inspirou, também Longbourn é uma história de amor apaixonante e uma comédia social inteligente, que nos dá a conhecer o quotidiano daqueles que serviam nas mansões rurais inglesas do século XIX. Uma obra admirável, que capta na perfeição a atmosfera da Inglaterra de Jane Austen.

 

Opinião: Orgulho e Preconceito é dos livros mais lidos e amados de sempre, por isso não é surpresa que se multipliquem, mesmo depois de mais de 200 anos decorridos da sua publicação original, os livros publicados que, de algum modo, se relacionem com a famosa história. Este Longbourn – Amor e Coragem (poderiam ter arranjado um subtítulo pior que este?) apresenta-nos não uma nova perspetiva do enredo, mas a história paralela dos criados que serviam em Longbourn, a residência da família Bennet, prometendo uma interação entre upstairs e downstairs com um nível de interesse ao nível da série Downton Abbey (pelo menos a primeira temporada, que foi a única que eu vi).

 

A linha temporal da história é a mesma que a de Orgulho e Preconceito, mas as personagens principais são os criados. Sarah, Mrs. Hill e Polly ocupam-se diariamente da lida da casa, desde limpezas a lavandaria, assim que o sol se levanta até que se põe. É uma vida difícil, e a autora oferece-nos uma visão, quanto a mim, bem nítida do que seriam as tarefas e a sua dureza na Inglaterra de inícios do século XIX. Na verdade, estas eram pessoas que só conheciam o trabalho e que pouco tempo tinham para viver as suas vidas; lazer era uma palavra praticamente desconhecida. 

 

Os acontecimentos principais de Orgulho e Preconceito são facilmente reconhecíveis no meio desta história, apesar de não serem, de todo o foco do enredo. E, se por um lado, a identificação destas situações deveriam funcionar como ponto de interesse para os fãs da famosa história de Jane Austen, por outro acabam por, na minha opinião, ser a sua maior fraqueza. Deixem lá ver se consigo explicar isto como deve ser: a história é bastante interessante e bem escrita, mas as ligações com Orgulho e Preconceito, desde as intervenções de personagens que conhecemos de lá a situações que tão bem identificamos acabam por distrair o leitor do foco principal do enredo. Mais, a Lizzy, a Jane, o Mr. Bennet e outros que aparecem aqui não são as mesmas personagens de Orgulho e Preconceito, por mais que a autora lhes tenha tentado dar (e talvez por isso mesmo) outra profundidade e características que até agora desconhecíamos. 

 

Tenho algumas dúvidas em recomendar este livro a fãs do Orgulho e Preconceito, especialmente àqueles que têm neste livro uma grande referência da literatura. Pessoalmente, a ligação entre este livro e aquele clássico acabou por ser o ponto mais negativo deste livro; se acharem que se conseguem abstrair, penso que estarão perante uma leitura bastante interessante.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


[Blogue] 7 anos

Sunday, July 20, 2014 Post por Célia

Todas as alturas do ano são boas para agradecer as visitas a este blogue e a vossa companhia, mas o 20 de julho é uma data especial porque foi neste dia que, há 7 anos, decidi iniciar este projeto. Nunca pensei que durasse tanto tempo, mas a minha vontade é que dure por outros tantos e, se possível ainda mais. Obrigada por estarem desse lado! ;)


Categorias: Blogue