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Livros ao Sábado (138)

Saturday, August 23, 2014 Post por Célia

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Ilustração de Rekunenko Valentin. Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Álbum de Verão, de Emylia Hall

Friday, August 22, 2014 Post por Célia

9789722635240Autor: Emylia Hall
Título Original:
The Book of Summers (2012)
Editora: Civilização
Páginas: 304
ISBN: 9789722635240
Tradutor: Isabel Alves

 

Sinopse: Beth Lowe recebe uma encomenda. Lá dentro há uma carta que a informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título – Álbum de Verão – e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural quando era criança. Durante esses anos Beth dividia-se entre os pais divorciados e dois países muito diferentes. A sua encantadora mas imperfeita mãe húngara e o seu pai inglês carinhoso mas reservado, a fascinante casa de uma artista húngara e uma casa de campo sem vida no interior de Devon, Inglaterra. Esse tempo terminou do modo mais brutal quando Beth completou dezasseis anos. Desde então, Beth não voltara a pensar nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o passado de volta – tão vivo, doloroso e marcante como nunca.

 

Opinião: Gosto de livros que alternem linhas temporais, bem escritos e que contenham em si segredos importantes para o enredo, que fazem com que o leitor se entusiasme durante a leitura para perceber, afinal, que segredos são esses. Algumas das minhas autoras favoritas a escrever livros do género são Kate Morton ou Susanna Kearsley (curioso, só me lembro de mulheres) e, como são livros de que costumo gostar bastante, ando sempre à procura de novos autores dentro do género (a título de curiosidade, podem ver uma lista aqui). Este Álbum de Verão prometia ser um desses livros, mas acabou por ficar bastante aquém das expectativas.

 

A protagonista do livro é Beth Lowe, uma mulher na casa dos 30 anos que, através do seu pai, recebe uma encomenda oriunda da Hungria. Nela, está a notícia da morte da sua mãe, Marika, que não via há 14 anos; e está também um álbum de fotos, documentando cada um dos 7 verões que Beth passou na Hungria com a mãe, entre os seus 9 e 16 anos. O motivo pelo qual Beth deixou de ir à Hungria visitar a mãe e cortou qualquer contacto com ela é o segredo que funciona como motor da história. 

 

E assim, voltando atrás no tempo, vamos acompanhando Beth nas suas férias de verão, na relação com a mãe, que Beth sempre trata por Marika, uma mulher imprevisível, que segue o seu coração. E nas semanas que Beth passa com a mãe, a jovem sente-se em casa e passa o resto do ano a ansiar pela chegada das férias de verão, também para ver Támas, o rapaz por quem se apaixona.

 

Ter demorado quase 2 semanas para ler um livro de 300 páginas não pode ser bom sinal, pois não? A verdade é que achei o livro aborrecido. Beth vai recordado os verões que passou na Hungria, mas nada parece acontecer. Basicamente, temos descrições da Natureza, passeios, paixonetas e pouco mais. Ao longo dos anos, Beth passa apenas 1-2 semanas na Hungria e o resto do tempo com o pai em Inglaterra. Mas pouco nos é dito sobre todo o resto do ano, e a relação de Beth com o pai é pouco desenvolvida. A revelação final foi inesperada, mas ainda assim não teve grande impacto em mim e tive algumas dificuldades em perceber o radical corte de relações.

 

Gostei da escrita de Emylia Hall, apesar de me ter parecido um pouco palavrosa amiúde. Mas foi só isso, porque a nível de história e personagens houve pouco que me cativasse.

 

Classificação: 2/5 – OK 


[Booking Through Thursday] Policiais

Thursday, August 21, 2014 Post por Célia

Lês policiais? Se sim, porquê? São os casos que te cativam? A sua resolução? Os crimes? Ou porque é que não os lês? O que é que têm que não te cativa?

 

Ainda não há muito tempo, se me perguntassem qual era o género de ficção que não lia, diria policiais. Só que entretanto decidi experimentar Agatha Christie e tudo mudou. Já conhecia as suas histórias porque era fã da série “Poirot” que passou na TV há uns bons anos, mas havia qualquer coisa que me ia impedindo de explorar estas histórias em livro. Penso que era um certo medo de não querer ler sobre crimes, que são uma coisa horrível.

 

Contudo, como estava a dizer, decidi começar a ler Agatha Christie, mais que não fosse para poder dizer que não gostava com conhecimento de causa. Só que gostei, ou melhor adorei. Achei os livros tão viciantes, tão bem pensados, que entretanto já li uma boa quantidade de livros dela e pretendo continuar. Entretanto, também já li policiais muito diversos, mais clássicos (Sherlock Holmes, por exemplo) ou mais contemporâneos, mais cativantes ou menos, o que acontece em todos os géneros. 

 

Diria que o que mais me cativa nos policiais é a exploração da mente humana, o compreender um pouco atos que me parecem tão fora daquilo que considero um comportamento normal na convivência em sociedade. E ainda toda a resolução de puzzles em que as investigações policiais por vezes se transformam, as voltas e reviravoltas e, não raras vezes, as revelações finais inesperadas.


[Opinião] Vengeance in Death, de J.D. Robb

Wednesday, August 20, 2014 Post por Célia

10840991Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 1997
Série: In Death #6
Páginas: 464

Sinopse: In a time when technology links the law and the lawless, predators and prey can be one and the same… He is an expert with the latest technology … a madman with the mind of a genius and the heart of a killer. He quietly stalks his prey. Then he haunts the police with cryptic riddles about the crimes he is about to commit–always solved moments too late to save his victims’ lives. Police lieutenant Eve Dallas found the first victim butchered in his own home. The second lost his life in a vacant luxury apartment. The two men had little in common. Both suffered unspeakable torture before their deaths. And both had ties to an ugly secret of ten years past–a secret shared by none other than Eve’s new husband, Roarke.

 

 

Opinião:  Já me vão começando a faltar as palavras para descrever a experiência de leitura da série In Death, sem me repetir muito. Neste momento, posso confessar-me viciada nas aventuras e desventuras de Eve, Roarke e companhia e curiosa por continuar a acompanhar as suas vidas atribuladas.

 

Vengeance in Death tem como tema principal, como o título indica, a vingança. Temos aqui mais um serial killer que telefona a Eve pouco antes de cometer os seus crimes, dando-lhe pistas em forma de adivinhas, sempre com um forte teor religioso. À medida que as vítimas se vão sucedendo, Eve consegue relacioná-las com um acontecimento do passado de Roarke, na Irlanda, e começa a temer pela sua segurança. Summerset, o mordomo de Roarke que não nutre grande simpatia por Eve, parece o principal suspeito, mas, como é fácil adivinhar, nem tudo o que parece é. 

 

O caso é interessante e está bem desenvolvido; para isso, muito contribui a relação estreita entre a vida pessoal das personagens e os crimes cometidos. Na verdade, caso policial e desenvolvimentos pessoais de e entre personagens não são duas partes estanques deste livro, e está tudo tão bem interligado que o livro se torna praticamente impossível de largar. A relação entre Eve e Roarke continua a não ser linear, e desta vez a questão das cedências de parte a parte são abordadas e bem discutidas. No fim, como seria de esperar, estas questões são resolvidas, mas gosto que a relação de ambos (apesar de algumas partes mais melosas) tenha ainda muito campo para desbravar.

 

Diria que Vengeance in Death foi o melhor livro da série até agora, por tudo o que disse acima e porque tem uma intensidade emocional bastante forte. Não leva a nota máxima (como duvido que algum livro da série levará) por causa de alguma previsibilidade em certas situações e de começar já a notar a utilização de uma fórmula nos casos policiais – em especial nos acontecimentos que levam à revelação final. Mas tudo o resto vale a pena: personagens (Ian McNab, um geek perito em tecnologia, é a última agradável “aquisição”) e desenvolvimento entre elas, enredos cativantes, escrita despretenciosa. 

 

Uma nota final para algo que não tenho referido nas minhas opiniões: estou a ler estes livros em formato audiobook, que me têm acompanhado nas intermináveis tarefas domésticas e ajudado a torná-las menos fastidiosas. Tem sido uma excelente experiência, não só porque me permite aproveitar todos os bocadinhos, mas também porque Susan Eriksen, a narradora, faz um excelente trabalho de interpretação, de tal modo que sei de imediato quem está a falar sem precisar de grande atenção. Muito bom.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, J.D. Robb, Opiniões

[Opinião] Shift, de Hugh Howey

Tuesday, August 19, 2014 Post por Célia

17306293Autor: Hugh Howey
Ano de Publicação:
2013
Série: Silo #2
Páginas: 608

 

Sinopse: In a future less than fifty years away, the world is still as we know it. Time continues to tick by. The truth is that it is ticking away. A powerful few know what lies ahead. They are preparing for it. They are trying to protect us. They are setting us on a path from which we can never return.

 

(aviso: esta opinião contém pequenos spoilers em relação ao primeiro livro)

 

Opinião: Porque O Silo deixa várias pontas soltas e porque gostei imenso do primeiro volume da trilogia, parti de imediato para a leitura do segundo. Em Shift, Hugh Howey recua no tempo, até meados do século XXI, quando a origem dos silos começou a ganhar forma. A primeira parte do livro acompanha Donald, um congressista que vê o seu mentor convidá-lo para fazer parte de um projeto secreto, originado devido a uma ameaça terrorista/nuclear do Irão. Os capítulos sob o ponto de vista de Donald são intercalados com outros onde a personagem central é Troy, já quando os silos se encontram construídos e a funcionar em pleno, que acorda de um sono de anos para desempenhar as funções de supervisor num dos turnos que são levados a cabo no Silo 1. Este silo controla e supervisiona o funcionamento dos restantes silos e é, também, o local onde se tomam as decisões tão complicadas como “deitar abaixo” um silo que apresente problemas considerados irresolúveis. 

 

A segunda parte do livro avança 100 anos em relação à primeira, e recupera várias personagens no Silo 1, enquanto acompanha também um jovem residente no silo 18 (o silo do primeiro livro), Mission, numa altura em que este se encontrou à beira do colapso por causa de uma sublevação. A terceira e última parte de Shift começa, em termos temporais, apenas alguns anos antes dos acontecimentos do primeiro volume da série, recuperando a história de Solo (o habitante do Silo 17), e sobrepondo-se temporalmente aos acontecimentos do livro anterior.

 

Quem ficou curioso para saber qual a origem dos silos, deverá ficar bastante satisfeito com este livro. Basicamente, todas as questões são respondidas: quem, quando, como e porquê. O livro tem um pendor mais político e conspiracional que o seu antecessor, mas nem por isso é menos interessante. Acaba por ser um livro de revelação onde o anterior criou suspense, e, apesar de o efeito no leitor ser diferente, é igualmente uma leitura que vale a pena, especialmente para quem gostou do primeiro volume. Onde diria que fica a perder é nas personagens: para dizer a verdade, não me cativaram tanto como Juliette, e acho mesmo que Donald, apesar de ser uma personagem que cria empatia com o leitor por se ver num papel circunstancial (que pode ou não ser atribuído à sua vontade) e cuja conduta fica numa zona um pouco cinzenta, por vezes a quantidade de autopiedade acaba por tornar-se cansativa.

 

Sem dúvida que este livro, apesar de ser uma prequela, deve ser lido depois de “O Silo”, uma vez que lido antes estragaria vários detalhes e o suspense que aquele livro traz consigo. Penso que é uma continuação que deverá satisfazer quem gostou do primeiro livro; pessoalmente, a leitura foi viciante e a forma como termina fez-me ansiar pela leitura do terceiro e último volume, Dust.

 

Classificação: 4/5 - Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, Hugh Howey, Opiniões