No próximo dia 18, estarão disponíveis dois novos títulos da Porto Editora.
O Labirinto da Água, de Eric Frattini
E se Judas traiu Jesus a seu pedido?
E se Pedro não estivesse destinado a ser chefe da Igreja?
E se a Igreja que Jesus Cristo queria criar não tivesse um papa?
Quando a jovem arqueóloga Afdera Brooks acode ao leito de morte da sua avó, uma excêntrica milionária, coleccionadora de obras de arte, recebe como legado as pistas para chegar a uma caixa de segurança de um banco americano onde está guardado um antiquíssimo manuscrito. Afdera empreende uma viagem por meio mundo para desentranhar o conteúdo desse misterioso documento que culminará em Veneza, o labirinto de água.
A partir do Vaticano, o maléfico cardeal Lienart fará o impossível para que a verdade que se esconde no maltratado pergaminho nunca conheça a luz do dia. Uma trama que se tornou num best-seller instantâneo em Espanha.
A Virgem das Amêndoas, de Marina Fiorato
O livro remete-nos para a Itália do século XVI, onde o jovem pintor Bernardino Luini, discípulo favorito do mestre Leonardo da Vinci, é encarregado de pintar um fresco religioso na igreja de Saronno, uma pequena localidade nas colinas da Lombardia. Ao entrar na igreja, a sua atenção é captada pela beleza e pela melancolia da jovem Simonetta, viúva de um poderoso senhor feudal morto em combate.
Sozinha e a ver a sua fortuna desaparecer até não restar nada mais a não ser as amendoeiras da sua villa, Simonetta acede a posar como modelo para Luini, que a imortalizará para sempre nos frescos da igreja como a Virgem di Saronno. À medida que o trabalho progride, artista e modelo apaixonam-se, selando o sentimento com um beijo que escandalizará a Igreja.
À genialidade com que Bernardino imortalizará a sua musa, Simonetta retribui com a criação da sua própria obra de arte: um licor especial fabricado com o fruto das suas amendoeiras. O licor ficará conhecido, até aos dias de hoje, como o famoso Amaretto di Saronno.
Contudo, antes de ambos completarem as suas obras, a relação é fortemente abalada por um acontecimento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.
Como sabem, ultimamente (e ainda bem) cada vez proliferam mais blogs literários. Sigo a grande maioria deles, mas decidi fazer este post para vos dar a conhecer aqueles que, não sendo melhores nem piores do que os restantes, mais gosto de visitar. Aqui fica o meu Top 10, sendo a ordenação simplesmente alfabética.
- ALEXANDRIA, do Gomes. O seu autor é um participante no nosso fórum e é um blog com reflexões bastante interessantes sobre os livros e o seu mundo (mas não só), e revejo-me plenamente em muitos dos vícios e manias dos leitores que ele descreve.
— Às 23h, da Be. Mais uma participante no nosso fórum, cujas opiniões me dão muito prazer ler.
— As Leituras do Corvo, da Silent Raven. Blog da escritora Carla Ribeiro, com opiniões que são geralmente coincidentes com as minhas, e informação constantemente actualizada sobre os últimos lançamentos.
— Este meu cantinho, da White Lady. Gosto muito de ler as opiniões dela, porque para além de claras e bem escritas, coincidem com as minhas em 99% das ocasiões. Uma excelente fonte de boas sugestões!
— Leituras e Devaneios, da Mónica. Se há blog literário onde sei que vou ler precisamente o que a autora pensou do livro, é o da Mónica. Sem paninhos quentes! (pena que não seja muito actualizado nos últimos tempos — Mónica, volta!
)
— Lydo e Opinado, do Tiago, Patrícia e Sara. Blog com opiniões, entrevistas, e várias outras coisas interessantes. Gosto particularmente da sensação que transmite de não ser apenas mais um blog, e de haver a preocupação de imprimir um cunho particular ao que fazem.
— O Cantinho do Bookoholic, do Pedro. Porque é raro termos jovens a ler e a conseguir transmitir tão lucidamente o que acharam do livro.
— planetamarcia, da Márcia. Outra “colega” que já tive oportunidade de conhecer e cujo trabalho gosto imenso, principalmente porque consigo sempre perceber na perfeição as emoções que os livros lhe transmitem.
— Porta-Livros, do Rui Azeredo. É um dos poucos blogs de profissionais do sector que gosto realmente de visitar, porque não demonstra o habitual elitismo, dá atenção a todos os tipos de eventos e lançamentos e apresenta opiniões claras, concisas e interessantes.
— Sombra dos Livros, da Alice e da Bailarina. Outro blog sempre com opiniões muito bem fundamentadas e esclarecedoras, que gosto sempre de ler.
Ponto comum entre todos eles: escrevem opiniões claras, bem fundamentadas e que me permitem perceber se irei ou não gostar de um livro, independentemente da diferença de gostos.
Ficam também algumas sugestões de blogs literários internacionais de que gosto particularmente: The Book Smugglers, Of the Blog of the Fallen, Pat’s Fantasy Hotlist ou o Angieville.
Não posso terminar este post sem referir algo que veio à baila ontem, numa troca de ideias via Twitter com a White Lady: faltam mais textos de opinião nos blogs literários portugueses. Não me refiro às opiniões literárias, mas a textos que acrescentem conteúdo a este vasto mundo dos livros, que reflictam quem os escreve, que dêem gosto ler. Há tanta coisa que se pode fazer! A crítica que faço também se aplica a este blog e, por isso mesmo, vai daqui a minha promessa para tentar melhorá-lo nesse sentido
Célia M.
Autor: Paul Hoffman
Título Original: The Left Hand of God (2010)
Editora: Porto Editora
Páginas: 400
ISBN: 9789720040893
Tradutor: Mário Dias Correia
Sinopse
A sua chegada foi profetizada. Dizem que ele destruirá o mundo. Talvez o faça…
“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.”
O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado — um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo — servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro — agora chamam-lhe Cale.
É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço, não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.
Opinião
O Braço Esquerdo de Deus, do americano Paul Hoffman, é um dos livros que mais hype causou nos últimos tempos entre os fãs da ficção especulativa. O protagonista desta história é Cale, um jovem que, juntamente com outros rapazes estão num Santuário gerido pelos Redentores, um local repleto de medo, violência e terror — supostamente justificados pelo o objectivo de respeitar a vontade de Deus. Cale e os seus amigos Henri Vago e Kleist descobrem que no Santuário existe mais do que parece à primeira vista, o que acaba por levá-los a empreender uma fuga do recinto e a entrarem num mundo completamente diferente, a cidade de Memphis, governada pelos Materazzi.
Toda a fase inicial do livro, quando Cale ainda se encontra no Santuário, é bastante promissora. O ambiente sombrio e claustrofóbico do local é bem transmitido, e surgem alguns mistérios que deixam o leitor curioso. Pena é que a promessa não se concretiza no resto do livro. Achei que parte de uma premissa muito interessante, mas acaba por cair numa série de lugares-comuns que, não tornando a história propriamente desprovida de interesse, poderão não cativar leitores que já leram vários outros livros cujo enredo não foge muito a este. A personagem principal, Cale, sofre um pouco deste síndrome: de início, pouco se revela ao leitor e conserva uma aura misteriosa que o torna interessante, mas com o decorrer da história, acaba por se transformar no herói relutante que já vimos em tantas e tantas histórias. E ele, tal como a grande maioria das personagens, é abordado de forma algo superficial, o que fez com que o laço que criei com elas não fosse propriamente muito forte.
Fiquei também com a sensação que o autor tentou colocar na sua história elementos que agradassem a vários tipos de leitores porque ora assume um tom marcadamente juvenil, até humorístico, ora estamos perante acontecimentos bastante sérios e negros; assume-se como uma obra de fantasia, mas não encontramos magia ou seres sobrenaturais na história; entrevemos um toque de história alternativa, que nunca se confirma propriamente. O mundo criado pelo autor tem um nível de desenvolvimento razoavelmente detalhado, mas pareceu-me que poderia ter sido melhor aprofundado.
Apesar de tudo isto, não posso dizer que não gostei do livro. Apesar de todos os aspectos menos positivos que apontei, as páginas viram-se muito depressa e torna-se estranhamente viciante. Isto, juntamente com a curiosidade em saber que direcção a história irá tomar — a verdade é que as pistas são escassas — , faz-me ficar com vontade de ler a continuação. - Célia M.
6/10 — Interessante
A Porto Editora publica no próximo dia 18 de Março o primeiro romance do historiador João Pedro Marques. Os Dias da Febre é uma viagem pelos sons, os cheiros, as cores, as gentes, as casas, os costumes – numa palavra, pela vida – da Lisboa de meados do século XIX. Mesmo antes da sua publicação, a obra de estreia de João Pedro Marques já conquistou adeptos: Maria Filomena Mónica considera-o “um livro estimulante”; a também historiadora Maria Fátima Bonifácio destaca o “enredo de uma notável originalidade e muitíssimo bem construído”.
Apoiada por uma escrita sedutora, que se concilia facilmente com o rigor dos factos, a narrativa de João Pedro Marques distingue-se pela subtileza com que transporta o leitor para o quotidiano burguês do século XIX, tornando Os Dias da Febre numa leitura, mais do que agradável, surpreendente.
O livro principia com Elvira Sabrosa descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem. Num dado momento, vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.
Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. A acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas. É nesse contexto que a intriga se desenvolve e que o leitor é convidado não só a conviver com as figuras da época, mas também a percorrer a cidade em toda a sua diversidade, dos camarotes do S. Carlos às ruas apertadas de Alfama, das enfermarias do Hospital de S. José às bancadas das Cortes, dos salões das senhoras das classes altas ao bulício do café Nicola.
Romance histórico escrito por um historiador de reconhecido mérito e extensamente apoiado na documentação existente, Os Dias da Febre assume-se, mais do que um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor, como um documento estimulante e fiel à época que representa.
Fonte: Nota de imprensa da editora
Dois prazeres num só! Um clube de leitura fez esta encomenda deliciosa:
Os livros são feitos de fondant de marshmallow e os bolos são queques com pepitas de chocolate e cobertura de baunilha.
Também a embalagem é a condizer, com a forma de um grande livro!
Fonte: bakebakebake, via See Michelle Read
Já a partir de hoje, estão disponíveis quatro títulos de Ian Fleming, com as capas desenhadas por Michael Gillette.
Quantum of Solace
A publicação dos contos de James Bond num único volume é a celebração definitiva do atraente e mortífero agente secreto 007. Quer esteja a fazer uma descoberta inesperada nas Bahamas, a caçar um assassino cubano em terreno selvagem, a derrubar um barão da droga internacional em Roma, na pista de um segredo mortífero nas Caraíbas ou a derrotar um assassino estranhamente sedutor em Berlim, missões perigosas e mulheres bonitas fazem parte do dia-a-dia de James Bond. E este agente é sempre um profissional competente.
Casino Royale
O agente 007, sempre sedutor e sofisticado, atraente e perigoso, tem como missão neutralizar uma rede terrorista russa. Num arriscado jogo de bacará, no mítico Casino Royale, Bond terá de vencer o temível Le Chiffre. No entanto, a atracção de James Bond por uma belíssima agente parece conduzir tudo ao desastre… Até que surge um inesperado aliado.
Dr. No
Após o desaparecimento de um agente dos Serviços Secretos Britânicos e da sua secretária na base de Kingston, M acredita que este pode ser um caso fácil para 007, ainda em recuperação do encontro quase fatal com um agente russo. Só que James Bond e Honey Rider, a sua bela e vulnerável amiga, após terem sido capturados ao invadirem a isolada ilha caribenha de Crab Key, encontram-se em poder do Dr. No, um sinistro eremita com pinças mecânicas no lugar de mãos, absolutamente fascinado pela dor. Decidido a proteger dos Serviços Secretos Britânicos as suas operações clandestinas, o Dr. No tem agora a oportunidade de se livrar de um inimigo e de aprofundar as suas diabólicas pesquisas. Bond e Rider acabam por ter de lutar pela vida num mortífero jogo da autoria do Dr. No…
Vive e Deixa Morrer
Mr. Big – senhor do mundo do crime nova-iorquino, líder do culto vodu Viúva Negra e membro da SMERSH, a poderosa organização soviética – é um dos oponentes mais perigosos que Bond alguma vez enfrentou. Esta nova missão, quase suicida, vai levar 007 dos clubes duvidosos do Harlem às ilhas da Florida e ao luxuriante Caribe. Bond volta a estar bem acompanhado por uma bela e misteriosa mulher, Solitaire, prisioneira de Mr. Big, que não a deixará escapar facilmente. O duelo final acontece na Jamaica’s Shark Bay, onde 007 terá de enfrentar os mortíferos dentes dos tubarões… se quiser capturar um peixe maior.
A partir de 12 de Março, estará disponível A Próxima Vez, de Marc Levy e a partir de 26 de Março Desculpa, mas vou chamar-te amor, de Federico Moccia.
Jonathan é um especialista em arte com uma paixão inexplicável pela obra do pintor russo Vladimir Radskin. Quando, nas vésperas do seu casamento, lhe chega a notícia de que uma galeria em Londres tem em sua posse cinco quadros do pintor – entre eles, possivelmente, a sua mítica última obra, A Jovem de Vestido Vermelho, misteriosamente desaparecida em 1868 –, Jonathan não hesita em partir. Ao chegar a Londres, encontra Clara, a dona da galeria, e é acometido por uma forte sensação de déjà vu: certamente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma paixão por pintura? A sua busca leva-os da galeria em Picadilly Circus a uma loja de tintas em Florença, de um laboratório no Louvre a uma misteriosa mansão em Inglaterra. Quanto mais Jonathan e Clara descobrem acerca da última obra de Radskin, mais descobrem acerca de si próprios: três vidas muito diferentes, três destinos entrelaçados, presos numa corrida contra o tempo…
Niki é uma rapariga linda, extrovertida, inteligente, simpática e alegre. Tem dezassete anos, e tanto ela como as suas amigas estão no último ano do secundário. O seu dia-a-dia é pautado por desfiles, festas e raves, entre outros divertimentos. Alex é um «rapaz» com quase trinta e sete anos e acabou há pouco tempo uma relação de longa data. Tem três grandes amigos, Enrico, Flávio e Pietro, que são casados. Alex ocupa um cargo importante na área da publicidade, mas um jovem oportunista contratado recentemente pela sua empresa põe em risco o seu emprego. Certa manhã, Niki e Alex têm um encontro, ou melhor, um desencontro – um desencontro que vai mudar tudo. Esta linda história de amor reflecte a vontade de reencontrar a liberdade e o desejo de nutrir sentimentos verdadeiros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quotidiano, mas também o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais inesperada: uma fuga de amor. E, depois, aquele farol… Enfim, é um mergulho onde o mar é mais azul!
Chega às livrarias no próximo dia 11 de Março Acerca de Roderer, do escritor argentino Guillermo Martínez. O livro narra o confronto vital e intelectual entre dois jovens de inteligência privilegiada. O primeiro usa esta inteligência de forma prática para se adaptar ao mundo, o segundo na busca de um conhecimento absoluto que lhe permita compreender o mundo, deslizando perigosamente até aos limites da loucura e do suicídio. Esta incursão narrativa brilhante nos meandros da rivalidade e da inteligência oferece-nos um romance inquietante, de suspense e ambiguidade, que, segundo o próprio autor, “tem certas características de rigor de conto, mas, ao mesmo tempo, uma definição das personagens suficientemente forte para que tenha vida própria como novela.”
O Autor
Guillermo Martínez nasceu em Bahía Blanca, Argentina, em 1962. É doutorado em Matemática, formado em Buenos Aires e Oxford, e escritor. É autor de duas obras já publicadas em Portugal: Crimes imperceptíveis (Prémio Planeta Argentina) e Borges e a matemática. Revelou-se como uma das grandes vozes narrativas argentinas contemporâneas.
Autor: Randal Rauser
Título Original: Finding God in the Shack (2009)
Editora: Planeta
Páginas: 142
ISBN: 9789896570552
Tradutor: Paula Castro
Sinopse
O livro «A Cabana», de William P. Young, tornou-se um best-seller mundial e, embora a sua leitura tenha afectado muitas vidas, ainda existem muitos leitores que têm dúvidas sobre a sua verdadeira mensagem. No livro, é narrada a tragé dia do assassinato da filha mais nova de Mack Allen Phillips, numa cabana abandonada. O brutal crime deixa o pai da menina devastado e envolto na mais profunda angústia e tristeza. Quatro anos passados, Mack recebe um convite de Deus para passar um fim-de-semana na mesma cabana onde ocorreu o assassínio. Este convite mudará para sempre a vida deste pai angustiado. Randal Rauser, escritor e teólogo, revela neste livro todas as mensagens divinas de amor, paz e perdão contidas n´«A Cabana» e explica por que Deus se manifesta de diferentes formas e por que devemos aceitar o seu convite para começarmos a mudar a nossa vida encontrando a verdadeira paz de espírito.
Opinião
É do conhecimento geral que, quando estamos perante grandes sucessos de vendas, surgem normalmente os livros “sucedâneos”, que pretendem analisar com mais detalhe o livro original e (porque não dizê-lo?) aproveitar-se um pouco do seu sucesso.
Este Encontre Deus na Cabana centra-se quase em exclusivo na análise da forma “inovadora” que William P. Young escolheu para representar o seu Deus e a Trindade. Compara-a e tenta integrá-la com as noções comuns e mais conservadoras, abordando temas como o modalismo (o facto de Deus, Jesus e o Espírito Santo serem apenas uma entidade), a omnipresença de Deus ou o seu poder evitar o mal.
Face à minha opinião sobre o livro original, não é de estranhar que tenha encarado esta leitura com algum cepticismo, movendo-me principalmente a curiosidade por conhecer (e tentar perceber) perspectivas de encarar o tema quase opostas à minha. A verdade é que o conteúdo do livro acaba por ser mais dirigido a crentes e a pessoas que tenham um conhecimento teológico relativamente aprofundado, apesar de a linguagem ser bastante acessível e de se notar a preocupação do autor em apresentar exemplos para aquilo que tenta explicar. Julgo que aborda alguns aspectos de discussão relevantes para os interessados, incluindo mesmo no final de cada capítulo várias questões para reflexão.
É um livro que recomendo a quem gostou de “A Cabana” e que pretenda aprofundar um pouco mais o que o autor pretendeu transmitir com esta “nova” abordagem ao tema da religião. Para os restantes, não me parece ser uma leitura essencial. — Célia M.
5/10 — Razoável
Livro n.º 17 de 2010
A Planeta edita mais dois títulos de Donna Leon, dando continuidade à publicação em Portugal de um dos maiores nomes internacionais do género. Morte num País Estranho e Provas Manipuladas levam mais uma vez o leitor a Veneza pelos caminhos do comissário Brunetti, em novos e intrigantes mistérios policiais. Ambos os livros têm data de lançamento marcada para 10 de Março.
Um dia de manhã cedo, Guido Brunetti, Commissario da Polícia de Veneza, é confrontado com uma visão horrenda, quando o corpo de um jovem é tirado de um fétido canal veneziano. Todas as pistas apontam para um assalto violento, mas, para Brunetti, o roubo parece um móbil demasiado conveniente. Em seguida, algo muito incriminatório é descoberto no apartamento do morto – algo que aponta para a existência de uma cabala de alto nível – e Brunetti convence-se de que alguém, algures, se está a esforçar muito para fornecer uma solução já pronta para o crime…
Quando uma veneziana idosa é brutalmente assassinada, a principal suspeita é a sua empregada romena, que fugiu da cidade. Quando tenta sair do país, levando consigo uma considerável soma e documentos falsos, a empregada mete-se à frente de um comboio e morre atropelada. Caso encerrado. Mas quando a vizinha da vítima regressa do estrangeiro, torna-se evidente que a empregada não podia ter sido a assassina. O Commissario Brunetti decide – oficiosamente – encarregar-se pessoalmente do caso. Quando Brunetti investiga, torna-se claro que o motivo do assassínio não foi a avareza, mas que teve as suas raízes nas tentações da luxúria. Mas talvez Brunetti esteja a pensar no pecado capital errado…
A partir do próximo dia 9 de Março, está disponível Guerra Mundial Z, de Max Brooks, publicado pela Gailivro.
Trabalhando para a Comissão do Pós-Guerra das Nações Unidas, Max Brooks teve acesso quase exclusivo aos arquitectos da vitória da Guerra Mundial Z. Se o relatório da ONU fornece um relato factual autorizado de tudo o que aconteceu, nesta obra, de um dos principais autores e investigadores que contribuíram para esse relatório, estão os testemunhos, feitos na primeira pessoa, dos que viveram o surto de epidemia/pandemia e que revelam o terrível custo humano deste conflito.
Do doutor Kwng Jingshu, o médico chinês que examinou o “Doente Zero”, a Paul Redeker, o muito controverso autor do Plano Laranja, Brooks falou com mais protagonistas fundamentais da guerra dos Zombies do que qualquer outra pessoa. Ao longo deste livro, o autor revela a extensão integral das transformações sociais e políticas a que o surto deu origem. A natureza perturbadora destes relatos exige ao leitor alguma coragem. Mas, como diz Brooks, não podemos esconder-nos por detrás das estatísticas entorpecedoras dos relatórios oficiais. Chegou a altura de encarar o verdadeiro horror que foi a guerra dos Zombies.
A Guerra Mundial Z pode muito bem ser visto como uma crítica aos governos, às grandes potências e mesmo ao próprio homem e às suas atitudes, por vezes irracionais. Mas a verdade é que muito do que está no romance é um reflexo bem real da nossa história — sem os zombies, claro. As várias situações aqui descritas, poderão facilmente ser apontadas como tendo já acontecido.
Podem ver o booktrailer deste livro aqui.
Ainda dentro da temática dos zombies, a Gailivro irá publicar em Maio “Orgulho e Preconceito e Zombies”, de Seth Grahame-Smith, a versão zombie do clássico de Jane Austen, e “Floresta de Mãos e Dentes” em Junho, livro de estreia de Carrie Ryan.










