2014 Reading Challenge

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[Booking Through Thursday] Família

Thursday, September 18, 2014 Post por Célia

As outras pessoas da tua família também gostam de ler? Ou estás sozinha nisto?

 

Dentro da minha família mais próxima, o meu pai era mesmo aquela pessoa que mais lia e, julgo eu, de quem herdei o gosto pela leitura. A minha mãe e irmã também leem, mas muito mais esporadicamente do que eu. Portanto, diria que a maluquinha dos livros na família sou mesmo eu :D


[Opinião] Linguagem Corporal, de Allan e Barbara Pease

Wednesday, September 17, 2014 Post por Célia

6386695Autor: Allan e Barbara Pease
Ano de Publicação:
2006
Editora: Bizâncio
Páginas: 432
ISBN: 9789725302712
Tradutor: Jorge Lima

 

Sinopse: Os nossos gestos traduzem os nossos pensamentos mais secretos. É um facto cientificamente provado: as suas atitudes e posturas dizem mais sobre as suas intenções do que as suas palavras. Os seus gestos falam por si! Um vulgar aperto de mão, a maneira como cruza as pernas, cada um dos seus movimentos corresponde a um estado emocional. Graças a este livro, aprenderá a descodificar as atitudes e emoções dos seus interlocutores.

 

Opinião:  Linguagem Corporal é já o terceiro livro que leio da dupla Allan e Barbara Pease. Na altura em que li os primeiros dois, achei-os bastante informativos e escritos numa linguagem acessível, com alguns toques de humor que ajudam a tornar a leitura mais agradável; Linguagem Corporal não foge à regra.

 

Ao longo deste livro, os autores percorrem as várias partes do corpo humano, indicando, para cada uma delas, os gestos mais comuns e interpretando o seu significado. Desde gestos que fazemos com as mãos quando falamos, ou como colocamos os braços quando ouvimos, tudo isso revela coisas que pensamos e que nos levam a, insconscientemente, passar determinadas mensagens que, com alguma prática, podem ser identificadas.

 

Os autores utilizam imagens de pessoas conhecidas (políticos, figuras de famílias reais, etc.) para ilustrar aquilo que descrevem e achei que esse bónus ajuda o leitor a perceber melhor do que se fala. O livro contém também bastantes ilustrações de toda a linguagem gestual que utilizamos, seja em contexto profissional ou pessoal, com comentários bastante interessantes sobre o seu significado.

 

É um livro, acima de tudo, interessante. Teve o condão de me fazer observar com mais atenção a importantíssima linguagem gestual de quem me rodeia e confirmar algumas das afirmações dos autores do livro. É um campo de estudo curioso do comportamento humano, aqui tratado de forma leve e descontraída. Por um lado, isto pode tornar o tema mais acessível ao leitor pouco familiarizado com estas questões, mas por outro pode dar alguma sensação de pouco rigor científico, pela leveza que transparece da forma como os vários temas são tratados. Depois, e apesar de os autores fazerem questão de notar que os vários gestos deverão ser interpretados com atenção ao contexto, por vezes senti demasiado linearidade nas avaliações dos seus significados.

 

Ainda assim, e como disse acima, é um livro interessante. Fornece alguns instrumentos para avaliar comportamentos e intenções de quem nos rodeia e poderá ajudar-nos a ser mais perspicazes nesse aspeto.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


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  1. Ray Bradbury: adorei o Fahrenheit 451 e desde então fiquei com vontade de explorar este autor. Tenho As Crónicas Marcianas e Algo Maligno Vem Aí nas prateleiras à espera de vez.
  2. Paul Auster: O Livro das Ilusões foi uma leitura excelente e que me abriu perspetivas para continuar a conhecer a obra de Paul Auster. Ainda não calhou, mas A Trilogia de Nova Iorque, O Palácio da Lua, Sunset Park e Da Mão para a Boca aguardam a sua vez nas minhas estantes.
  3. Markus Zusak: A Rapariga que Roubava Livros está dentro do meu top 10 de livros preferidos de sempre e só por isso exige-se que leia mais alguma coisa deste autor. Espero fazê-lo um dia.
  4. Guy Gavriel Kay: Adorei Os Leões de Al-Rassan e, por isso, tenho este autor em alta conta. Já comprei a trilogia A Tapeçaria de Fionavar e  também quero muito ler Tigana.
  5. Richard Matheson: Eu Sou a Lenda é um livro muito bom e que me deixou o bichinho para ler mais coisas deste autor. Em português, encontra-se também publicada a coletânea de contos A Caixa, pela Saída de Emergência.
  6. Vladimir Nabokov: apesar de altamente controversa, Lolita é uma obra ímpar, a nível de temas e escrita. Decididamente, tenho de voltar a este autor.
  7. Robin McKinley: gostei muito de Beauty, que já li este ano, e quero, sem dúvida, pegar em mais livros desta autora.
  8. David Lodge: A Vida em Surdina foi um livro que li há uns anos e do qual guardo excelente recordações. Ainda comprei A Troca numa Feira do Livro, mas até agora está por ler. Espero que não por muito tempo.
  9. Margaret Atwood: Também já em 2014 li o primeiro livro desta conhecida autora (A História de um Serva) e percebi que tenho mesmo de ler mais coisas dela.
  10. Jodi Picoult: Gostei bastante de Dezanove Minutos, que li nos primórdios deste blogue. Tenho mais dois ou três dela por ler, coisa que até agora não fiz nem sei bem porquê.

  

Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal do The Broke and the Bookish.


Categorias: Top Ten Tuesday

[Opinião] Ivanhoe, de Walter Scott

Monday, September 15, 2014 Post por Célia

Autor: Walter Scott
Ano de Publicação:
1819
Editora: Book.it
Páginas: 336
ISBN: 9789896280710
Tradutor: 

 

Sinopse: Inglaterra, 1194. Os Cruzados estão a regressar da Terceira Cruzada. Ricardo Coração de Leão foi capturado pelo Duque da Saxónia e continuará seu prisioneiro, julga-se. Robin dos Bosques luta contra a injustiça com os seus alegres companheiros de armas. Wilfrid de Ivanhoe é um nobre saxão partidário de Ricardo I, o rei normando, com quem combateu na Terra Santa. Este facto, mais a sua paixão por Lady Rowena, fazem com que o pai o deserde. Enquanto uns esperam e outros temem o regresso de Ricardo, as paixões, torneios, os ardis e as vinganças sucedem-se. Com um conjunto de personagens inesquecíveis, este romance de Walter Scott foi um êxito mundial desde a sua publicação, em 1819, e continua hoje a ser um dos mais amados romances de cavalaria de sempre.

 

Opinião:  Antes de passar à opinião propriamente dita, tenho de falar sobre a edição portuguesa do Ivanhoe que tenho. Comprei-a em 2008 no hipermercado Continente, dentro daquelas publicações da Book.it de clássicos a preço convidativo. Já tinha lido As Aventuras de Tom Sawyer da mesma coleção e nada me desagradou, mas desta vez tenho dificuldades em encontrar algo de positivo para além do preço. Bastou-me ler o primeiro capítulo para decidir que não conseguia continuar a ler aquela tradução e que optaria por ler em inglês. Imensas gralhas, vírgulas mal colocadas, frases a soarem mal… A certa altura, para verificar em que página ia, comecei a procurar o capítulo que estava a ler no e-book e não o encontrava; foi quando percebi que esta edição não o tinha e pior, enquanto que o e-book tinha 44 capítulos, ali só se encontravam 42. Recordo que na capa diz explicitamente “Versão Integral”, o que não é verdade. Por curiosidade, li uma página do livro e comparei-o com o texto original, e concluí que naquele bocadinho o texto tinha sido completamente assassinado.

 

Tive curiosidade em pesquisar sobre a tradução/tradutor, e descobri uma edição dos anos 1950 de Ivanhoe, da Romano Torres, precisamente traduzida por António Vilalva. Isto levou-me a imaginar que, para esta edição, alguém se lembrou de digitalizar a tradução original (que ainda assim me parece tomar demasiadas liberdades em relação ao texto) mas achou que a revisão do texto era um passo dispensável – isto apesar de haver uma revisora creditada. É só especulação da minha parte, mas não me admirava nada. Concluo este pequeno aparte relembrando o ditado que diz “o barato sai caro”.

 

Passando ao livro propriamente dito: Ivanhoe é um dos romances de cavalaria mais famosos, recuperando o contexto social na Inglaterra do final do século XII. Foi uma época de profundas divisões no país, numa altura em que o Rei Ricardo I, Coração de Leão, se encontrava ausente do país após a participação na Terceira Cruzada e de ter desaparecido, supostamente após ter sido raptado. A nobreza do país estava dividida entre Saxões e Normandos, com predominância dos segundos, e é precisamente esta divisão o grande tema do livro.

 

Ivanhoe, que tinha partido com o Rei Ricardo para a Cruzada e deserdado pelo pai – um Saxão que continuava fiel às suas origens – não tem propriamente grande participação ao longo da narrativa, mas acaba por aparecer aos olhos de leitor como um símbolo da união entre as duas fações e, em última análise, um símbolo de todas as virtudes do povo inglês, fruto de várias culturas. Os judeus e a sua relação com outras culturas são igualmente um tema importante no livro e não deixa de ser interessante aprender um pouco mais sobre o papel deles na sociedade da época.

 

De resto, é um livro com ação constante, que traz consigo um certo tom épico, no sentido em que possui elementos como os regressados que desejam recuperar a sua honra, a luta contra a corrupção, a elevação do sentido da nação e, também, o reencontro com personagens que conhecemos de outras andanças (notável aqui o cameo de Robin Hood). 

 

Foi uma leitura agradável e que me permitiu aprender algumas coisas sobre a época medieval, mas ainda assim, e para o meu gosto pessoal, achei as personagens demasiado a preto e branco e os acontecimentos, na sua maioria algo previsíveis. Não deixa de ser um bom livro, e por isso recomendo-o (mas comprem outra edição ou leiam em inglês!).

 

Classificação: 3/5 – Gostei


Livros ao Sábado (141)

Saturday, September 13, 2014 Post por Célia

Livros ao Sábado_J

2 anos. Parabéns, filho.


Categorias: Livros ao Sábado