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Balanço Mensal – Março 2015

Quarta-feira, Abril 1, 2015 Post por Célia

Balanço_mensal 

Leituras

Os livros lidos em março foram os seguintes: 

 

 

Não posso considerar que março tenha sido mês de grandes leituras. O melhor do mês foi Reunion in Death, da J.D. Robb, mais um volume de uma série que me conquistou. O pior livro do mês foi provavelmente O Pântano da Meia-Noite. Não deixa de ser curioso que ambos sejam da mesma autora, um em nome próprio e outro com pseudónimo. Em termos de BD, li Darth Vader e Filho, de Jeffrey Brown, de que também conto falar aqui em breve. Vamos aos números: 

 

Livros lidos em 2015: 27
Total de páginas lidas no mês (sem contos/BD):
 2.238
Total de páginas lidas em 2015: 9.268
Média de páginas por livro em 2015: 343
Média de páginas lidas por dia em 2015: 113

 

Aquisições/Empréstimos

As entradas em março foram duas, e ganhas em passatempos: E Nada o Vento Levou, de Helena Sacadura Cabral e A Filha do Barão, de Célia Correia Loureiro. Li o primeiro ainda em março e estou quase a concluir o segundo.

 

2015-03-28 18.54.30

 

Desafios

Monthly Key Word: A palavra escolhida em março foi Night e a respetiva leitura O Pântano da Meia-Noite, de Nora Roberts. 
Mount TBRLer 60 livros da pilha ao longo do ano significa uma média de 5 livros por mês. Em três meses, vou com uma média de 7 livros por mês, o que é extremamente positivo.
Ler 100 livros em 2015: Já vou com 27 livros até agora, dentro da média esperada. 
Autores Portugueses: Propus-me a ler, pelo menos, um livro por mês de um autor português. Em março consegui ler precisamente um e gostei. 

 

Mais no Blogue

Em março, falei sobre o que é ler na era da internet e do que mudou no que toca a comprar livros. Comentei também o filme The Talented Mr. Ripley, adaptação do livro homónimo de Patricia Highsmith. Na rubrica Booking Through Thursday, falei de capas de livros, de estantes de livros e de como ando sempre com livros atrás.

 

Outras Leituras

  • Março foi um mês marcado pelo falecimentos de vários escritores, entre eles o Nobel Tomas Tranströmer, o poeta Herberto Helder, Terry PratchettLuís Miguel Rocha
  • Mia Couto encontra-se entre os finalistas do Man Booker International Prize, um prémio bienal que, ao contrário do famoso Man Booker Prize, se encontra aberto a escritores de todo o mundo desde que traduzidos para inglês. O vencedor será anunciado a 19 de maio;
  • A HarperCollins, segundo maior grupo editorial do mundo, entrou na Península Ibérica. Para já, sabe-se que vão passar a ser a editora de Daniel Silva em Portugal;
  • O jornalista angolano Rafael Marques começou a ser julgado pelas alegações que faz no seu livro Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola. Como forma de o apoiar, a Tinta da China disponibilizou o livro gratuitamente;
  • É impossível negar que há vários estereótipos nos géneros literários. Aqui está o fantástico testemunho de um homem que gosta de ler romances românticos;
  • Acham que não têm tempo para ler? A Diana dá-nos algumas dicas para resolver o problema;
  • Descobri recentemente um blogue chamado Random Ramblings, de que gostei bastante. Aqui está um artigo que a autora escreveu sobre os motivos que a levam a gostar tanto de ler.

 


Categorias: Balanço Mensal

[Opinião] Reunion in Death, de J.D. Robb

Terça-feira, Março 31, 2015 Post por Célia

13763851Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 2002
Série: In Death #14
Páginas: 400

 

Sinopse: A birthday bash sets the scene for a frightening reunion with a killer from Eve Dallas’ past… At exactly 7:30 p.m., Walter Pettibone arrived home to over a hundred friends and family shouting, surprise! It was his birthday. Although he had known about the planned event for weeks, the real surprise was yet to come. At 8:45 p.m., a woman with emerald eyes and red hair handed him a glass of champagne. One sip of birthday bubbly, and he was dead. The woman’s name is Julie Dockport. No one at the party knew who she was. But Detective Eve Dallas remembers her all too well. Eve was personally responsible for her incarceration nearly ten years ago. And now, let out on good behaviour, she still has nothing but bad intentions. It appears she wants to meet Dallas again – in a reunion neither will forget…

 

Opinião: Eve Dallas é chamada à cena de um assassinato e depressa percebe que a culpada é uma antiga conhecida sua, Julianna Dunne. Há 8 anos, Eve tinha ajudado a prendê-la, mas entretanto Julianna saiu da prisão por bom comportamento; a aleatoriedade deste e dos crimes que se seguem não ajudam a detetar um padrão, mas Eve descobre que o problema de Julianna é com ela própria.

 

Um assassino com historial em relação a Eve, que a ameaça bem como às pessoas que a rodeiam, é algo já visto nesta série. Talvez por isso tive um pouco a sensação de déjà vu. Neste caso, J.D. Robb consegue criar uma antagonista bastante credível, apesar de as suas dureza e infalibilidade serem postas à prova pelo final esperado.

 

Neste livro, Eve tem de viajar até Dallas para entrevistar uma pessoa relacionada com Julianna Dunne; isso implica voltar ao local onde passou a sua infeliz infância e enfrentar os fantasmas do passado. São momentos emocionalmente fortes, que contribuem para formar uma imagem ainda mais definida de uma mulher que vive dentro das suas próprias contradições, implacável mas vulnerável ao mesmo tempo.

 

Temos também um enredo secundário no que diz respeito à minha querida Peabody, a quem Eve dá um caso antigo por resolver, esperando que ela o reavive e que seja o primeiro que ela resolve como detetive principal. Para além disso, temos oportunidade para conhecer os pais de Peabody, de quem confesso não ter gostado por aí além.

 

De um modo geral, mais um bom livro da série. Para continuar a seguir.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


Categorias: 3/5, Célia, J.D. Robb, Opiniões

Resultado do passatempo “Gula Perversa”

Segunda-feira, Março 30, 2015 Post por Célia

17668337

 

Muito obrigada a todos os que participaram neste passatempo. Sem mais demoras, aqui está o resultado:

 

 

a Rafflecopter giveaway

 

Muitos parabéns à Teresa M. Carvalho, que será contactada brevemente a fim de fornecer a sua morada. Até ao próximo passatempo!


Categorias: Passatempo

[Opinião] Frankenstein – O Filho Pródigo, de Dean Koontz

Segunda-feira, Março 30, 2015 Post por Célia

10516419Autor: Dean Koontz
Título Original:
Dean Koontz’s Frankenstein: Prodigal Son (2005)
Série: Dean Koontz’s Frankenstein #1
Editora: Contraponto
Páginas: 301
ISBN: 9789896660635
Tradutor: Susana Serrão

 

Sinopse: Cerca de 200 anos depois de ter criado o seu monstro, Victor Frankenstein (agora conhecido como Victor Helios), instalou-se em Nova Orleães. As suas experiências e a sua investigação estão cada vez mais sofisticadas; já não tem de roubar cadáveres em cemitérios para construir as suas criaturas, e desenvolveu uma tecnologia que lhe permite escapar ao envelhecimento. O seu plano consiste em propagar por Nova Orleães espécimes da sua Nova Raça de criaturas perfeitas, destinadas a exterminar e a substituir os «imperfeitos» seres humanos. A única criatura capaz de travar este plano diabólico é o misterioso Deucalião – o primeiro «monstro» criado por Frankenstein. Aparentemente imortal e indestrutível, Deucalião parece possuir também uma alma e uma consciência quase humanas. Mas será isso suficiente para impedir os planos do seu monstruoso criador?

 

Opinião: Gostei muito de Frankenstein, de Mary Shelley. Sem ter sido o meu clássico preferido, são inesquecíveis as lições sobre a busca do ser humano pela perfeição e sobre a necessidade que tem em sentir-se integrado. Por norma, nada tenho contra sequelas destes famosos livros e a sinopse deste pareceu-me mesmo bastante interessante; era mais um dos que tinha por casa há alguns anos à espera da sua vez, que chegou agora.

 

Frankenstein – O Filho Pródigo parte do pressuposto que os acontecimentos narrados no Frankenstein original têm muito de verdade. O monstro criado por Victor Frankenstein há 200 anos continua vivo e ele próprio também; as experiências científicas permitiram-lhe não só prolongar a sua vida como aperfeiçoar as técnicas de criação de seres humanos “de raiz”, alimentando o desejo do aparecimento de uma nova geração de homens perfeitos, a dita “Nova Raça” (com grandes inspirações em “Admirável Mundo Novo” – inspiração essa que, de resto, é assumida no próprio livro).

 

Quando começam a aparecer vítimas a que faltam partes do corpo, a detetive Carson O’Connor e o seu companheiro Michael Maddison vêm-se perante uma realidade que parece saída de um livro de fantasia e, contando com um ajudante pouco provável, terão de fazer face ao assassino em série e, em última análise, aos planos diabólicos de Victor Frankenstein.

 

O Filho Pródigo é um livro que se lê relativamente depressa, pelos seus capítulos curtos e pela ação constante. Os capítulos intercalam pontos de vista dos detetives, do primeiro monstro de Frankenstein, do próprio e de várias das suas criações. Se por um lado isto permite uma dinâmica muito própria ao livro, por outro achei que não dá muito espaço ao conveniente desenvolvimento de todas as personagens. Gostei dos detetives, especialmente de Michael e do seu bem conseguido humor, mas o amor platónico entre os dois pareceu-me forçado e desnecessário. 

 

Gostei da mistura entre elementos de terror, ficção científica, policial e thriller. Acho que o autor consegue misturá-los sem transformar o enredo numa grande salganhada, mantendo ao mesmo tempo o interesse do leitor. A busca pela perfeição, tema repescado da obra original, é aqui tratado de uma forma relativamente original. Mas apesar destes pontos positivos, não consigo deixar de sentir que a obra fica um pouco aquém no que diz respeito às personagens e ao seu desenvolvimento. Os capítulos curtos, que já referi acima, provavelmente não ajudam, nem a profusão de tantas personagens diferentes num livro sem tamanho suficiente para elas. Acresce ainda que algumas das personagens que julgava terem margem de progresso acabam por não chegar ao fim do livro.

 

Em suma, é um livro com boas ideias, com um enredo interessante e com um ritmo agradável, mas que quanto a mim peca por não ter um desenvolvimento de personagens – e da relação entre elas – satisfatório. Este livro não tem propriamente um final, pelo que não me parece que deva ser lido isoladamente; é bom que quem ficar fascinado por esta história tenha o segundo volume à mão (atenção que em Portugal só foram publicados três de um total de cinco). Quanto a mim, não fiquei suficientemente cativada para achar que valha a pena continuar a investir nesta série.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


Das Palavras às Imagens (33)

Domingo, Março 29, 2015 Post por Célia

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A existência do filme The Talented Mr. Ripley foi fundamental para ter lido o livro de Patricia Highsmith. Li-o no mês passado e gostei bastante, por isso achei que agora era uma boa altura para finalmente ver o filme de 1999, realizado por Anthony Minghella. Devo dizer que já tinha visto deste realizador The English Patient (há muitos anos, pouco me recordo da história) e Cold Mountain (que adorei, bem como o livro de Charles Frazier). Portanto, tudo se parecia conjugar para estar perante a perspetiva de um par de horas bem passado, e felizmente foi isso que aconteceu.

 

Como tenho ainda os detalhes do livro bem presentes, foi-me fácil detetar alguns desvios relativamente à obra original. A maioria deles não tem praticamente relevância e o mais provável é que tenham sido considerados a bem da obra cinematográfica, mas houve uma alteração em particular que penso afetar a perspetiva do espetador em relação a quem é Tom Ripley, quando comparada com a perspetiva do leitor. Sem querer revelar muito do enredo para quem não conhece a história, direi apenas que essa alteração se prende com a intencionalidade das ações de Tom Ripley; a verdade é que no livro ele é mais frio e calculista, enquanto que no filme parece haver uma tentativa de humanização da personagem, da criação de conflitos emocionais que expliquem as suas ações. E, para ser muito sincera, isto não me incomoda. Acredito que tenha funcionado melhor assim, numa experiência que é em muita coisa diferente de ler um livro. 

 

Deixando as comparações de lado, é um filme muito bom. Excelentes interpretações de Matt Damon no papel principal e de Jude Law como Dickie Greenleaf, sem esquecer a magnífica Cate Blanchett, que brilha onde quer que apareça. Só não gostei muito da Gwyneth Paltrow como Marge, mas admito que esta sensação com a atriz já vem de trás. O filme tem um ritmo bastante equilibrado, consegue criar a mesma sensação de suspense que o livro, e esse suspense dá uma ajuda valiosa para que o espetador se mantenha sempre interessado no desenrolar do filme. Recomendo!