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[Opinião] A Night Like This, de Julia Quinn

Friday, October 31, 2014 Post por Célia

17213296Autor: Julia Quinn
Ano de Publicação: 2012
Série: Smythe-Smith Quartet #2
Páginas: 384

 

Sinopse: Anne Wynter’s job as governess to three highborn young ladies can be a challenge – in a single week she finds herself hiding in a closet full of tubas, playing an evil queen in a play and tending to the wounds of the oh-so-dashing Earl of Winstead. After years of dodging unwanted advances, he’s the first man who has truly tempted her, and it’s getting harder and harder to remind herself that a governess has no business flirting with a nobleman.
Daniel Smythe-Smith might be in mortal danger, but that’s not going to stop the young earl from falling in love. And when he spies a mysterious woman at his family’s annual musicale, he vows to pursue her. But Daniel has an enemy, one who has vowed to see him dead. And when Anne is thrown into peril, he will stop at nothing to ensure their happy ending …

  

 

Opinião: Volta e meia, lá regresso eu a uma das minhas autoras preferidas dentro do género “romance romântico”. Se seguem este blogue com alguma atenção, já devem ter percebido que gosto bastante da Julia Quinn e que recorro aos seus livros amiúde quando me apetece descontrair um pouco. No caso deste livro, até foi para aliviar um pouco a leitura algo pesada que está a ser A Sangue Frio.

 

Iniciei a série Smythe-Smith Quartet no ano passado, e como não adorei o primeiro livro fui adiando a leitura do segundo. Esta série está relacionada com a série mais conhecida da autora, os Bridgertons, porque torna protagonistas algumas das personagens secundárias que foram aparecendo naquela. No primeiro livro, a protagonista foi Honoria Smythe-Smith, uma das irmãs dos afamados (pelos piores motivos) concertos anuais da família; desta vez, o elemento da família a quem cabe o protagonismo é o recém-chegado do estrangeiro, Daniel Smythe-Smith, que viveu exilado durante 3 anos em vários países europeus devido a um duelo que correu mal e à vontade de vingança do pai do homem que enfrentou. Mas a perseguição parece ter finalmente terminado e Daniel regressa ao seu país mesmo a tempo de assistir a um dos tais concertos, onde Anne Wynter, uma governanta da família, ocupou o lugar de um dos membros do conjunto que se viu impossibilitado de tocar.

 

Daniel e Anne compõem o casal protagonista deste livro e, como seria de esperar pela posição social dela, os dois têm de ultrapassar alguns obstáculos para ficarem juntos. Mas não é só isso, Anne esconde vários segredos do seu passado, naquilo que me pareceu um artifício conveniente e não muito convincente para criar ainda mais dificuldades ao esperado final feliz.

 

Eu tive vários problemas com este livro, começando pelo protagonista banal. Daniel não tem, quanto a mim, nada que o torne memorável ou digno de nota. Não me pareceu uma personagem particularmente interessante. Anna é melhor como protagonista, pelas dificuldades que teve de enfrentar na vida, mas a inconstância que detetei em algumas das suas atitudes irritou-me um bocado. Em relação à química entre os dois, acho que deixa muito a desejar. Não é só o romance ser mais fofinho do que intenso (à semelhança do que já tinha sucedido no primeiro livro), é mesmo porque tudo me pareceu muito sem chama. Num livro que se foca principalmente no romance entre duas personagens convém que o leitor o ache credível e interessante, senão é a morte do artista, como se costuma dizer.

 

Acabei por gostar mais de algumas personagens secundárias do que das principais: Hugh Prentice, o tal homem com quem Daniel teve o duelo, pareceu-me muito interessante (é um dos protagonistas do terceiro livro da série), bem como a pequena Frances.

 

Feitas as contas, foi um livro que acabou por me desiludir. Tirando alguns momentos de bom humor, a que a autora já nos habituou, e algumas personagens secundárias interessantes, é um livro que não me ficará na memória. Conto, ainda assim, continuar a série para ver se melhora.

 

Classificação: 2/5 – OK


Categorias: 2/5, Célia, Julia Quinn, Opiniões

[Booking Through Thursday] Assustador

Thursday, October 30, 2014 Post por Célia

Qual foi o livro mais assustador que leste?

 

Assustador é uma palavra um bocado subjetiva, e pode referir-se a um sem número de situações. Ainda Alice, de Lisa Genova, foi o livro que me ocorreu de imediato assim que li a pergunta desta semana. Porque nos recorda da fragilidade da vida humana e da aleatoriedade a que esta por vezes é sujeita. É assustadora a possibilidade de, quase de um dia para o outro, vermos a nossa racionalidade e independência fugir-nos e pouco podermos fazer para o evitar. Às vezes é preciso um bom murro no estâomago para pormos os pés no chão, e sem dúvida que este livro faz um bom trabalho nesse aspeto.


Coleção de livros policiais com a Visão

Wednesday, October 29, 2014 Post por Célia

Coleção policias Visão

 

Via Rascunhos, chega a notícia que a revista Visão está prestes a iniciar uma coleção de policiais. Os oito livros que integram a coleção, acompanhados das respetivas datas, são os seguintes:

 

  • 30/10/2014: Ave de Mau Agoiro, de Camilla Läckberg
  • 06/11/2014: Uma Voz na Noite, de Sandra Brown
  • 13/11/2014: Sangue Vermelho em Campo de Neve, de Mons Kallentoft
  • 20/11/2014: Caçadores de Cabeças, de Jo Nesbø
  • 27/11/2014: 61 Horas, de Lee Child
  • 04/12/2014: Os 36 Homens Justos, de Sam Bourne
  • 11/12/2014: As Mãos Desaparecidas, de Robert Wilson
  • 18/12/2014: Factor Humano, de Graham Green

 

Cada livro terá o custo de 6,90€. 

 


Das Palavras às Imagens (29)

Tuesday, October 28, 2014 Post por Célia

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Quem Quer Ser Bilionário? foi um livro que gostei de ler, mas que, como tive oportunidade de referir na minha opinião, não me impressionou particularmente. Contudo, o filme que adapta o livro, de 2008, foi bastante premiado e sempre me despertou interesse, pelo que decidi vê-lo.

 

Eu diria que o filme é mais um “baseado em” do que uma “adaptação”, tal é a quantidade de coisas que foram alteradas: começando pelo nome do protagonista (Ram passa a Jamal), passando pela relação entre o protagonista e Salim (no livro são amigos, no filme irmãos), e terminando na estrutura da narrativa. Contudo, a essência do livro – um rapaz humilde que participa e ganha o concurso Quem Quer Ser Milionário, enquanto vamos assistindo à sua vida difícil – mantém-se.

 

Muito sinceramente, e mesmo tendo em conta as diferenças entre a forma como as histórias se contam em livros e filmes, gostei mais do filme. Fiquei muito impressionada com o início do filme, em que são mostradas as condições terríveis em que Jamal e as outras crianças pobres viviam, sendo muitas delas lançadas num mundo de adultos, órfãs, tendo de sujeitar-se a muitas vicissitudes para sobreviver. Não sei se o retrato é fiel ou não à realidade, mas a verdade é que é quase impossível não nos sentirmos afetados pelo que estamos a ver.

 

De resto, acho que várias das alterações que os argumentistas fizeram resultaram numa história mais emotiva, que torna as personagens menos distantes. Aqui temos menos personagens, mas com histórias mais bem desenvolvidas e cativantes. Adorei a interpretação de Dev Patel no papel de Jamal, que consegue transmitir à personagem as doses necessárias de inocência e resiliência. É um filme sobre amizade, amor, esperança, pobreza e dificuldades que fica na memória de quem o vê. Pelo menos ficou na minha.


[Opinião] A Canção de Tróia, de Colleen McCullough

Monday, October 27, 2014 Post por Célia

6387287Autor: Colleen McCullough
Título Original:
The Song of Troy (1998)
Editora: Difel
Páginas: 468
ISBN: 9729722904445
Tradutor: José Vieira de Lima

 

Sinopse: A Canção de Tróia reinventa a trágica e terrível saga da Guerra de Tróia, uma história com três mil anos de existência – uma história de amores que ignoram barreiras e de ódios nunca mitigados, de vingança e de traição, de honra e sacrifício. Tão viva e apaixonante como se fosse contada pela primeira vez, a narrativa é assumida pelas vozes das diversas personagens: Príamo, rei de Tróia, condenado a tomar as decisões erradas pelos motivos certos; a princesa grega Helena, uma beldade que é escrava dos seus desejos e que abandona um marido enfadonho pelo amor de outra beldade, tão escravo dos seus desejos como ela – o príncipe Páris de Tróia; essa máquina de guerra perseguida por uma maldição que é Aquiles; o heroicamente nobre Heitor; o subtil e brilhante Ulisses; Agamémnon, o Rei dos Reis, que consente o horror a fim de lançar ao mar os seus mil navios e que, por isso mesmo, atrai a inimizade da sua sinistra mulher, Clitemenestra. Porém, onde termina a loucura humana? E onde começa o impiedoso castigo dos Deuses? As personagens fascinam o leitor, levando-o a sentir simpatia ora pela Grécia, ora por Tróia, à medida que cada uma delas avança inexoravelmente para um desfecho que nem mesmo os Deuses podem evitar.

 

Opinião: A Canção de Tróia é um livro que me chegou muito bem recomendado, não só por colegas bloggers em cuja opinião confio bastante, mas também porque o meu pai leu-o e gostou muito. Apesar de o ter fisicamente, li a versão em inglês: primeiro, porque não o tenho comigo e depois porque a ideia de pegar num livro que o meu pai folheou me enche de uma tristeza infinita. Não me perguntem porquê, o luto tem destas coisas.

 

Sabia algumas coisas sobre a famosa Guerra de Tróia: uns pedaços de sabedoria popular que apanhei aqui e ali e também porque gostei muito do filme Tróia (que eu tenho noção ter algumas alterações que vão contra o cânone, mas mesmo assim). Depois disso, li Helena de Tróia, de Margaret George, que nos apresenta a história sob o ponto de vista de Helena, e de que na altura gostei bastante, mas que é, na sua essência, bastante diferente deste A Canção de Tróia e que, de acordo com o meu gosto pessoal, fica a perder.

 

Se se interessam por mitologia grega e querem ler um livro que conte de forma cativante e com um bom nível de detalhe a história da Guerra de Tróia, este livro é certamente uma boa escolha. Colleen McCullough optou por contar esta história com a técnica dos capítulos point-of-view, percorrendo personagens como Príamo, Helena, Aquiles, Páris, Agamémnon, Ulisses ou Heitor, entre outros. Assim, através de várias vozes, vamos acompanhando cronologicamente os acontecimentos que antecederam a guerra de 10 anos, o seu início, desenvolvimento e conclusão. A opção pela história contada sob várias perspetivas tem as suas vantagens e desvantagens, mas neste caso penso que a autora é bem sucedida, porque esta técnica empresta frescura e dinâmica narrativa ao enredo, para além de tornar as personagens mais reais aos olhos do leitor.

 

Os deuses, as profecias e o destino desempenham um papel fundamental nesta história, como certamente acontecia na época. O conhecimento por parte do leitor em relação ao desenlace da guerra e o facto de saber que os oráculos irão concretizar-se poderia tirar alguma piada à leitura, mas neste caso isso não acontece pela forma cativante como os acontecimentos vão sendo relatados e por estarmos perante personagens que nos parecem reais, ainda que posteriormente tenham sido endeusadas. Adorei Aquiles, que a autora aqui tentou fazer mais humano e aprazível. Ulisses é também uma personagem fantástica, que se destaca pela inteligência e por ter uma visão sobre os acontecimentos que ultrapassa qualquer outro homem; Ulisses é perito em jogos políticos e intriga e a forma como a autora desenvolve esta personagem é notável.

 

Nota-se que a autora fez um grande trabalho de pesquisa. Não tenho conhecimentos suficientes para atestar da exatidão histórica do que ela relata, mas tudo me soou credível e aprofundado, em especial nas questões relacionadas com a guerra e a política da mesma. Curioso perceber que a ida de Helena para Tróia foi a razão menos importante para a guerra, apenas um pretexto. Interessante também o tratamento que a autora dá à homossexualidade, encarando-a como algo naturalíssimo para guerreiros e soldados (a mostrar que, em alguns aspetos, regredimos bastante). Outra coisa que apreciei bastante foi a não tomada de posições por parte da autora: Tróia é muitas vezes vista com uma certa nostalgia romântica, como os bons da fita porque estão na posição de invadidos, mas o que é certo é que neste caso não há bons nem maus, ambas as partes têm a devida atenção e é referido o que têm de bom e mau.

 

A Canção de Tróia foi, sem dúvida, uma das melhores leituras do ano. Um livro que tem tudo o que eu gosto: escrita cativante, personagens interessantes e bem desenvolvidas, pesquisa histórica detalhada e um enredo que, apesar de conhecido, encanta o leitor. Muito bom.

 

Classificação: 5/5 – Adorei