2014 Reading Challenge

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[Opinião] No Mar Há Crocodilos, de Fabio Geda

Tuesday, September 2, 2014 Post por Célia

11249102Autor: Fabio Geda
Título Original:
Nel mare ci sono i coccodrilli. Storia vera di Enaiatollah Akbari (2010)
Editora: Objectiva
Páginas: 177
ISBN: 9789896720650
Tradutor: Vasco Gato

 

Sinopse: Há três coisas que nunca deves fazer na vida, querido Enaiat, por motivo nenhum. A primeira é consumir drogas. Não acredites nelas. Promete-me que não o farás. Prometido. A segunda é usar armas. Ainda que alguém faça mal à tua memória, às tuas recordações ou aos teus afectos. Promete-o. Prometido. A terceira é roubar. O que é teu pertence-te; o que não é, não. E jamais intrujarás quem quer que seja, querido Enaiat, está bem? Serás hospitaleiro e tolerante com toda a gente. Promete-me que assim farás. Prometido.

Enaiatollah tinha dez anos e prometeu. Não sabia ainda que essas seriam as últimas palavras que escutaria da mãe antes de esta o deixar num campo de refugiados no Paquistão. Porque nasceu no Afeganistão no seio de uma minoria, e porque teve o azar de perder o pai precocemente, foi arrancado de casa aos dez anos. O seu corpo em crescimento já não cabia na cova onde corria a esconder-se sempre que batiam à porta de casa. É com este trágico acto de amor que começa a nova vida de Enaiatollah Akbari, assim como a incrível viagem que o levará até Itália, passando pelo Irão, pela Turquia e pela Grécia, onde descobre que no mar há crocodilos. Uma odisseia que o obrigou a enfrentar a miséria e a nobreza humanas, mas que não conseguiu roubar-lhe o sorriso de criança. Nascer no Afeganistão significa crescer à pressa. Enaiatollah precisou de esquecer a infância para poder sobreviver, mas encontrou finalmente um lugar para viver a idade que realmente tem. Esta é a sua história.

 

Opinião: Apesar de todos os problemas pelos quais Portugal tem passado, considero que vivemos num país civilizado, onde os direitos humanos básicos estão, de um modo geral, disponíveis a todos. Considero também que, mesmo tendo as condições básicas para uma vida saudável e feliz, devemos lutar sempre por mais e melhor, mas essa luta por vezes faz-nos esquecer que continuam a existir muitos países no mundo onde as condições de vida são miseráveis, onde as crianças não têm direito a ser crianças, onde as pessoas vivem num clima de terror, sem grandes perspetivas para o futuro.

 

Agora que sou mãe, talvez me custe um pouco menos a perceber o que levou a mãe de Enaiatollah, um menino afegão na altura com 10 anos, a deixá-lo por sua conta num país diferente do seu. Digo que me custa menos porque, apesar de ser uma decisão terrível, compreendo que aquela mãe amava tanto o seu filho ao ponto de saber que a separação era uma oportunidade de ele continuar vivo. É com este acontecimento que Enaiat nos começa a contar a sua incrível história, a de uma criança que teve de deixar para trás a meninice de modo a conseguir sobreviver.

 

Fabio Geda, escritor italiano, conta-nos aqui a história de Enaiat, que conheceu em Itália vários anos depois de ester ter sido deixado à sua sorte. À partida, sabemos que Enaiat conseguiu chegar a um porto seguro, mas é a sua viagem o centro da narrativa. Passando por vários países (Paquistão, Irão, Turquia, Grécia e, finalmente, Itália), Enaiat vê-se obrigado a confiar em várias pessoas, enganando o azar e conseguindo finalmente chegar a um país onde pode estudar e deixar para trás a vida de miséria. Enaiat é mais um de tantos meninos deixados por sua conta, um refugiado que deixou o seu país pelas mãos da mãe e que teve a sorte e o engenho de conseguir chegar a um local onde pôde estudar e ter uma vida decente.

 

É um livro curto, contado de um forma direta e factual, e por isso às vezes parece demasiado seco. Ou seja, o leitor vai tendo conhecimento do que acontece a Enaiat, mas raramente sabe mais sobre as suas emoções no momento. Penso também que o livro teria ganho com maior desenvolvimento por parte do autor no sentido de fornecer maior contexto das condições de vida no Afeganistão e também um pouco mais sobre a vida de Enaiat antes de ter sido separado da família. Ainda assim, é um retrato interessante sobre as questões da imigração ilegal e tem a vantagem de nos fazer pôr os pés no chão e nos sentirmos felizes pelo que temos.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


[Balanço Mensal] Agosto 2014

Monday, September 1, 2014 Post por Célia

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Leituras

Agosto foi o melhor mês de 2014 no que diz respeito ao número de páginas lidas, por isso estou bastante satisfeita. Aqui fica a lista de livros lidos:

 

Ainda não foi desta que encontrei um livro que voltasse a merecer a pontuação máxima, mas li coisas muito boas. O ponto alto do mês foi O Silo, de Hugh Howey, mas também gostei muito de Quando o Cuco Chama (como darei conta na opinião que tenho por publicar). De resto, algumas estatísticas:

 

Total de páginas lidas no mês (sem contos): 4.268
Total de páginas lidas em 2014: 25.256
Média de páginas por livro em 2014: 324
Média de páginas lidas por dia em 2014: 104

 

Aquisições/Empréstimos

Mais um mês em que não comprei nada. Estou orgulhosa de mim :)

 

Desafios

Monthly Key Word: O livro escolhido para julho foi As Ligações Perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos. Um bom livro, mas que ficou um pouco aquém das expectativas.
Mount TBRFaltam-me neste momento 5 livros para atingir o objetivo proposto. Conto alcançá-lo durante o mês de setembro.
Monthly Motif: O livro deste mês foi O Silo, de Hugh Howey. Como já disse acima, gostei muito e foi o livro que mais gostei de ler este mês. 
Ler 75 livros em 2014: Objetivo alcançado! Estou muito contente por ter conseguido chegar aos 75 livros ainda com mais de 4 meses para terminar o ano, o que deixa em aberto boas hipóteses de chegar à centena de livros, algo que já não consigo fazer desde 2011 :)

 


Categorias: Balanço Mensal

Livros ao Sábado (139)

Saturday, August 30, 2014 Post por Célia

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Bolo e livros, 2 em 1 :) Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Midnight in Death, de J.D. Robb

Friday, August 29, 2014 Post por Célia

16387987Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 1998
Série: In Death #7.5
Páginas: 96

Sinopse: Eve’s name has made a Christmas list, but it’s not for being naughty or nice. It’s for putting a serial killer behind bars. Now the escaped madman has her in his sights.

With her husband, Roarke, at her side, Eve must stop the man from exacting his bloody vengeance – or die trying…

 

 

Opinião: Midnight in Death é uma novela pertencente a esta série que foi originalmente publicada na antologia Silent Night. Cronologicamente, começa de imediato a seguir aos acontecimentos de Holiday in Death e tem uma nuance em relação aos anteriores livros da série, no que se refere ao caso policial: desta vez, Eve já sabe quem é o assassino, assim que aparece a primeira vítima.

 

De facto, este “pequeno” caso policial está relacionado com um caso que Eve havia resolvido anos antes. David Palmer, o homicida, conseguiu fugir da prisão e quer vingança de todos aqueles que o puseram na cadeia, entre eles Eve. Trata-se de mais uma corrida contra o tempo para evitar novas vítimas, que desta vez também já se sabe quem podem vir a ser. E este é um dos problemas desta história: custa um pouco a crer que um assassino tão meticuloso se deixasse cegar pelo desejo de vingança a ponto de dar o “ouro ao bandido” ao revelar a identidade das vítimas a priori

 

Depois, apesar de curta, a história torna-se repetitiva para quem está a seguir a série. Percebo que alguns dos elementos tenham de ser incluídos para quem comprou a antologia sem conhecer as personagens, mas para os fãs realmente não havia necessidade. O ponto positivo acaba por ser algum desenvolvimento na relação entre Eve e a Dra. Mira, mas de resto o caso parece apressado, pouco credível e com uma conclusão risível. Não penso ser uma leitura essencial para quem está a seguir a série.

 

Classificação: 2/5 – OK


Categorias: 2/5, Célia, J.D. Robb, Opiniões

Estantes (80)

Thursday, August 28, 2014 Post por Célia

Finalmente, o regresso desta rubrica! Aguardava ansiosamente que alguém me enviasse fotos das suas estantes para poder partilhar convosco e foi o Rui que teve essa feliz ideia. O que ele tem a dizer sobre as suas fotos:

 

1) a qualidade não é a melhor, mas é a que se arranja, e já dá para perceber;
2) a foto da mesinha de cabeceira é para mostrar que há, literalmente, livros EM TODO O LADO, e para exibir a minha edição antiga de LOTR :D
3) há livros da Agatha Christie que estão ao contrário, são os que estão por ler. Tenho-os por ordem cronológica.
4) isto são os livros no meu quarto… Ainda os tenho na sala e no escritório! 5) sim, eu tenho um lightsaber.

 

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Caso desejem enviar fotos das vossas estantes, podem utilizar o e-mail disponível na secção “Sobre“.

 


Categorias: Estantes