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[Opinião] Segredos Obscuros, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt

Sexta-feira, Julho 31, 2015 Post por Célia

25775291Autor: Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt
Título Original:
Det fördolda (2010)
Editora: Suma de Letras
Páginas: 544
ISBN: 9789898775535
Tradutor: Jorge Pereirinha Pires

 

Sinopse: Sebastian Bergman é um homem à deriva. Psicólogo de formação, trabalhava como profiler para a polícia e era um dos grandes especialistas do país em serial killers. Perdeu tudo quando o tsunami no continente indiano lhe levou a mulher e a filha. Tudo muda com uma chamada para a polícia. Um rapaz de dezasseis anos, Roger Eriksson, desapareceu na cidade de Västerås. Organiza-se uma busca e um grupo de jovens escuteiros faz uma descoberta macabra no meio de um pântano: Roger está morto e falta-lhe o coração. É o momento de Sebastian se confrontar com um mundo que conhece demasiado bem. O Departamento de Investigação Criminal pede ajuda a Sebastian. Os modos bruscos e revoltados de Sebastian não impedem a investigação de avançar. E as descobertas sobre a escola que Roger frequentava são aterradoras.

 

Opinião: Acho que ando viciada em policiais. Cada vez me dá mais gozo pegar num destes livros e deixar-me levar pela investigação em volta de um crime, com a descoberta de pistas, o aparecimento de potenciais culpados e as reviravoltas que normalmente nos são apresentadas e nos deixam surpreendidos. Era isso que procurava neste livro, dentro dos policiais nórdicos que tanto sucesso têm feito, e foi isso que encontrei.

 

Sebastian Bergman trabalhou como psicólogo criminal e tem um historial de sucesso na profissão. Mas, desde que perdeu a família, deixou de ter ânimo para trabalhar e a sua vida tem-se arrastado sem objetivo aparente. Sebastian é também um mulherengo, vivendo de relações de uma noite que são resultado do seu vasto conhecimento do sexo feminino. A morte da sua mãe é o pretexto para regressar à cidade onde viveu os primeiros anos da sua vida, e é aí também que se cruza com a investigação do assassinato do adolescente Roger Eriksson.

 

Roger foi encontrado sem vida dentro de um lago, sem coração. A equipa onde Sebastian outrora trabalhara é chamada ao caso e ele, por motivos pessoais, resolve pedir para voltar a ser integrado. Só que à medida que o caso vai conhecendo desenvolvimentos, Sebastian começa a ficar cada vez mais embrenhado e com vontade de descobrir o real culpado.

 

Sebastian é uma personagem interessantíssima. É fácil de detestar a sua faceta mulherenga e sarcástica a roçar o mau gosto, mas a forma como a personagem é construída não permite odiá-lo porque, apesar das suas falhas, torna-se humano pelo seu passado e as suas perdas. Não é que consigamos desculpá-lo, mas acabamos por compreendê-lo. As suas capacidades de raciocínio são notáveis, e a sua história pessoal e desenvolvimento são fatores essenciais nesta história. Também importante a forma como várias personagens secundárias são trabalhadas, todas elas com histórias pessoais interessantes e que, por isso, ajudam a tornar este livro mais real.

 

Em relação ao caso, gostei do seu desenvolvimento. Os avanços e recuos da investigação mantêm o leitor em alerta constante e não permitem que se mantenha afastado do livro muito tempo, com o entusiasmo em perceber como tudo vai terminar. Como ponto menos positivo refiro apenas algumas pontas soltas do caso que ficaram por explicar. O final do livro e uma revelação particular em relação à vida pessoal de Sebastian deixaram-me ansiosa para continuar a ler esta série, que espero continuar a ser publicada por cá.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante

 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela respetiva editora, em troca de uma opinião honesta.


Resultado do passatempo de aniversário #2

Quinta-feira, Julho 30, 2015 Post por Célia

Tínhamos para oferecer um exemplar do livro “A 5.ª Vaga”, de Rick Yancey. De um total de 118 participações válidas, o vencedor apurado foi:

 

Liv01220115_f 

68 – Rita […] Florindo, Cartaxo

 

Parabéns à vencedora e muito obrigada a todos os participantes e à Editorial Presença pela oportunidade. 

 

 

 


Categorias: Passatempo

[Booking Through Thursday] Armazenagem

Quinta-feira, Julho 30, 2015 Post por Célia

Como é que armazenas os teus livros? Em estantes? Em pilhas? Em pilhas nas estantes? Como é que estão organizados? Sabes onde todos estão? Qual é a forma mais criativa de organizar livros que viste ou usaste?

 

Neste momento, a maioria dos meus livros está arrumada em estantes, mas tenho também duas ou três pilhas de livros fora das estantes à espera que eu os arrume. Ainda não o fiz porque o espaço não é muito e estou seriamente a considerar voltar à estaca zero e arrumar os livros todos de novo. Continuo a ter os livros organizados, na sua maioria, por editora. Para mim, é de associação relativamente fácil e, portanto, é esta que utilizo. Dentro da editora, arrumo por ordem alfabética de autor. Estou a considerar se será melhor arrumar por ordem alfabética de autor, de um modo geral, mas ainda não me decidi. Se sei onde estão todos os meus livros? Às vezes já tenho alguma dificuldade em encontrá-los porque a minha memória anda a falhar um bocado, mas isso acontece só ocasionalmente.

 

Formas criativas de arrumar livros? Gosto muito de ver estantes com livros organizados pela cor. Acho que dá um aspeto visual fantástico, mas pessoalmente para mim seria bastante confuso.

 


Resultado do passatempo de aniversário #1

Quarta-feira, Julho 29, 2015 Post por Célia

Tínhamos para oferecer um exemplar do livro “Letras Escarlates”, de Anne Bishop. De um total de 77 participações válidas, o vencedor apurado foi:

Letras_Escarlates

 

5 – Hermenegildo […] Guerreiro, Faro

 

Parabéns ao vencedor e muito obrigada a todos os participantes e à editora Saída de Emergência pela oportunidade. 

 

 

 


Categorias: Passatempo

[Opinião] O Processo, de Franz Kafka

Quarta-feira, Julho 29, 2015 Post por Célia

13150744Autor: Franz Kafka
Título Original:
Der Prozess (1925)
Editora: Bis/Leya
Páginas: 272
ISBN: 9789896600969
Tradutor: Guimarães Editores

 

Sinopse: O Processo conta a história de um homem que se vê envolvido num absurdo processo judicial sem que lhe seja dado qualquer tipo de explicação. Um magistral romance sobre a angústia, a impotência e a frustração do indivíduo numa sociedade opressora e burocratizada, temas recorrentes em toda a obra do autor.

 

Opinião: Desde que li A Metamorfose, do famoso escritor Franz Kafka, que fiquei com vontade de ler mais alguma coisa dele. O Processo foi uma escolha natural, porque é igualmente um dos seus romances mais conhecidos. O autor checo não publicou este livro em vida, e ficou mesmo por terminar, apesar de o capítulo final ter ficado completo.

 

No dia em que faz 30 anos, Josef K. acorda e fica a saber que vai ser preso por dois agentes não identificados pertencentes a uma entidade desconhecida, por um crime que desconhece. Este acontecimento é a porta de entrada numa espécie de submundo legal, que permite aos tribunais desempenharem as suas funções (pelo menos em teoria). Todo o livro é um périplo de K. em volta de pessoas relacionadas de uma outra forma com o tribunal e seus funcionários, numa tentativa para resolver a sua vida. No entanto, esta tentativa é algo apática ou alienada, parecendo que a personagem é sugada para os meandros de uma teia difícil de discernir e deixando-se, de certa forma, levar pela maré.

 

Durante a leitura deste livro, senti-me bastante perdida relativamente ao que se estava a passar ali e, essencialmente aos objetivos que adivinhava escondidos por detrás da narrativa. Provavelmente, não tenho ainda arcaboiço para lidar com literatura deste género, porque senti-me várias vezes como um burro a olhar para um palácio.  A narrativa intrincada e cheia de detalhes não ajudou a que a leitura se tivesse revelado muito entusiasmante, mas quando tive a ideia de fazer alguma pesquisa sobre este livro, percebi que se encaixa na ficção “absurdista“, que consiste narrativas que “se focam nas experiências das personagens numa situação onde não conseguem encontrar qualquer sentido inerente à vida, na maioria das vezes representadas por ações e eventos sem significado que levantam a questão da certeza relativamente a conceitos existenciais como a verdade ou o valor“. O absurdo das situações que Josef K. vai encontrando e toda a envolvente do livro foram fundamentais para o adjetivo “kafkiano”, cujo sentido finalmente compreendi. Percebi que o livro continha em si uma enorme crítica à forma como a burocracia domina a vida da personagem principal e o enreda de uma forma a que não consegue escapar. Praticamente 100 anos depois de ser escrito, O Processo continua muito atual neste aspeto.

 

Quanto à minha experiência de leitura pessoal, posso dizer que achei o livro aborrecido. Foi difícil avançar na leitura, à falta de algo que me agarrasse ao que estava a ler. Apesar disso, nunca pensei em desistir. Ontem tropecei num artigo interessante no Book Riot, em que a autora nos falava nos motivos para ler livros de que não gostamos e eu lembrei-me imediatamente d’O Processo. Quis lê-lo porque é uma obra geralmente considerada um clássico importante da literatura e não me arrependo nada, apesar das dificuldades que senti. Saindo da minha zona de conforto, ajudou-me a estudar, a pesquisar e, por isso, aprendi. Só por isso valeu a pena.

 

Classificação: 3/5 – Gostei