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Livros ao Sábado (147)

Saturday, October 25, 2014 Post por Célia

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Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Loyalty in Death, de J.D. Robb

Friday, October 24, 2014 Post por Célia

6988011Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 1999
Série: In Death #9
Páginas: 368

 

Sinopse: New York cop Eve Dallas returns to face her most ingenious foe – a “secret admirer” who taunts her with letters… and kills without mercy. An unknown bomber is stalking New York City. He is sending Eve Dallas taunting letters promising to wreak mass terror and destruction among the “corrupt masses.” And when his cruel web of deceit and destruction threatens those she cares for most, Eve fights back. It’s her city … it’s her job… and it’s hitting too close to home. Now, in a race against a ticking clock, Eve must make the pieces fit–before the city falls.

 

 

Opinião: Decidi voltar à série In Death, depois de no último volume me ter parecido que devia fazer uma pausa para não enjoar. Assim fiz, e parece-me que foi uma boa decisão. Desta vez, a Tenente Eve Dallas vê-se a braços com uma organização terrorista que aposta em fazer explodir locais públicos e fazer várias vítimas em simultâneo, reclamando para si a capacidade de destronar políticos corruptos e melhorar a sociedade. Junte-se a estes ataques o surgimento de alguns homicídios e temos as peças do puzzle em cima da mesa à espera que Eve as consiga montar.

 

A nível do caso policial, achei interessante a abordagem a organizações terroristas e ao facto de tudo se passar em Nova Iorque. O livro foi escrito antes dos ataques às Torres Gémeas, mas houve várias coincidências um pouco arrepiantes: só faltou mesmo as Torres Gémeas terem feito parte dos edifícios alvo de ataques. Para além disso, penso que o caso foi bem desenvolvido (apesar de o tema não me entusiasmar por aí além), com uma reviravolta final inesperada e um final de livro cheio de ação e de cortar a respiração.

 

A nível de desenvolvimento de personagens, o destaque vai mesmo para Peabody, a ajudante de Eve. Conhecemos o irmão de Peabody, o ingénuo Zeke, e ficamos a par do que foi a sua vida antes de ter entrado para a polícia. Também a sua vida romântica conhece alguns desenvolvimentos no que respeita ao colega McNab (algo que já se vinha a adivinhar em volumes anteriores) que gostei de acompanhar porque estes momentos estiveram sempre recheados de bom humor. Quanto a Eve, para além das suas já habituais inseguranças relativamente à sua relação com Roarke, temos aqui algumas recordações dolorosas relativamente à sua mãe, que penso (e espero) virem a ser desenvolvidas nos próximos volumes. Foi mais um bom volume da série e que me faz continuar a querer acompanhá-la.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


Categorias: 3/5, Célia, J.D. Robb, Opiniões

[Booking Through Thursday] Para um amigo

Thursday, October 23, 2014 Post por Célia

Se alguém que conheces acabar de lançar um livro, sentes-te obrigado a comprar uma cópia? Mesmo que não seja o tipo de livro que normalmente lerias?

 

Não tenho propriamente ninguém próximo que seja escritor, por isso vou ter de deixar isto no campo das possibilidades. Obrigada duvido que me sentisse, mas o mais certo era comprar o livro em causa, independentemente do seu género, de modo a apoiar o autor. Se me pedissem para o ler e dar a minha opinião, provavelmente também o faria e tentaria ser sincera. Claro que tudo dependeria da sensibilidade do autor, mas sou da opinião que alguém que escreve um livro deverá ter jogo de cintura para aceitar todas as opiniões, sejam mais ou menos positivas, concorde ou não com elas.


[Opinião] Crime no Vicariato, de Agatha Christie

Wednesday, October 22, 2014 Post por Célia

7417877Autor: Agatha Christie
Título Original:
Murder at the Vicarage (1930)
Editora: RBA Coleccionables
Páginas: 256
ISBN: 9788447360352
Tradutor: 

 

Sinopse: O coronel Protheroe jazia estatelado em cima da escrivaninha e à sua volta ia-se formando uma poça de sangue. Tinha sido assassinado com um tiro na cabeça. Este lúgubre acontecimento é mais grave por ter ocorrido numa pacata aldeia inglesa, e pior ainda, se tivermos em consideração que a escrivaninha pertence ao vigário da igreja local.

 

Opinião: Um Crime no Vicariato foi o livro que deu a conhecer Miss Marple, uma pacata senhora de idade que vive num meio pequeno e que tem uma especial propensão para resolver mistérios. Já a tinha encontrado em Um Corpo na Biblioteca, que não ficou na lista dos meus livros preferidos da Rainha do Crime, mas a vontade de voltar a Miss Marple era grande e por isso decidi pegar no primeiro livro que protagonizou.

 

St. Mary Mead é uma típica aldeia do interior, um meio muito pequeno onde toda a gente se conhece e onde o vicariato – e o respetivo vigário – desempenham um papel importante nos acontecimentos sociais da localidade. Esta história é-nos narrada precisamente pelo vigário Len Clement, em cuja casa é encontrado morto Mr. Protheroe, um homem do qual ninguém na aldeia parecia gostar. Como de costume, várias personagens têm motivos para ter cometido o crime: a mulher, o amante da mulher, a filha, o médico, o próprio vigário, entre vários outros. 

 

Miss Marple é conhecida pelas suas capacidades de ver sem ser vista, enquanto pratica jardinagem, um hobby de eleição. É enquanto está no seu jardim que Miss Marple observa as idas e vindas dos seus conterrâneos, juntando as peças daquele que é o seu puzzle preferido, a natureza humana. E é por ser uma observadora e apreciadora da natureza humana que Miss Marple obtém todas as ferramentas necessárias à resolução de mistérios que, aliadas às suas excelentes capacidades dedutivas, lhe permitem chegar sem grande dificuldade à resolução dos mistérios que se lhe vão deparando.

 

Gostei muito deste livro. Não tanto pelo mistério em si – apesar de este ser muito interessante e fazer o leitor virar páginas atrás de páginas, rumo ao desenlace final – mas porque adorei o tom humorístico do narrador, a composição muito bem conseguida de St. Mary Mead, tornando-o um local credível e que todos nós conhecemos na realidade, e um leque de personagens interessantes e bem desenvolvidas. Para além disso, a autora toca aqui num ponto interessante, que é a análise do crime do ponto de vista médico, como um ato cometido por alguém que pode ser estudado pela medicina e não tanto tratado, como a lei manda, única e exclusivamente pelas autoridades.

 

Em suma, mais um bom livro de Agatha Christie. Como já vem sendo habitual.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Das Palavras às Imagens (28)

Tuesday, October 21, 2014 Post por Célia

a-vida-de-pi-5

 

Li A Vida de Pi, de Yann Martel, pouco tempo após a estreia deste filme, no final de 2012. Peguei no livro entusiasmada com as boas críticas em relação à adaptação cinematográfica, e com a ideia de a ver pouco depois. Acabei por demorar um pouco mais de tempo a ver o filme do que estava a contar, mas a espera valeu sem dúvida a pena.

 

Já não tenho presentes todos os detalhes da história, mas de tudo o que me lembro a adaptação é extremamente fiel. A estrutura da história é idêntica, a importância dada à religião muito semelhante e, acima de tudo, a mensagem de esperança e do poder de acreditar mantém-se intacta em relação ao que o livro me proporcionou.

 

Visualmente, o filme é espetacular. Acredito que a experiência em cinema (mesmo em 3D, que não aprecio particularmente) teria sido ainda mais incrível, mas ainda assim fiquei maravilhada com várias sequência cheias de vida e cor. Li algures que os animais foram gerados por computador e só pode ser um sinal positivo não me ter apercebido disso durante o filme.

 

Para concluir, apesar de serem duas experiências diferentes, gostei muito tanto do livro como do filme. Neste caso, considero-os experiências complementares que me proporcionaram excelentes momentos de lazer.