Arquivo

Clas­si­fi­ca­ções
10 - Obra-​prima
9 - Exce­lente
8 - Muito bom
7 - Bom
6 - Inte­res­sante
5 - Razoá­vel
4 - Mau, mas com alguns méri­tos
3 - Mau
2 - Muito mau
1 - Hor­rí­vel
0 - Não terminado
Creative Commons LicenseThis blog by Estante de Livros is licen­sed under a Cre­a­tive Com­mons Atribuição-​Não a Obras Deri­va­das 2.5 Por­tu­gal License.

Visi­tas desde 20/​07/​2007

Rapariga com Brinco de Pérola

Friday, March 12, 2010 Post por Estante de Livros

Autor: Tracy Che­va­lier
Título Ori­gi­nal: Girl With a Pearl Ear­ring (1999)
Edi­tora: Bibli­o­teca Sábado
Pági­nas: 199
Tra­du­tor: Ana Fal­cão Bastos

Sinopse
Na Holanda do século XVII Griet é filha de um pin­tor de azu­le­jos pro­tes­tante de Delft que per­deu a vista num aci­dente. Para aju­dar a sua neces­si­tada famí­lia, Griet tem de tra­ba­lhar como cri­ada numa casa mais aco­mo­dada. Quando o pin­tor Jan Ver­meer e a sua esposa a con­tra­tam, deixa a sua casa e começa brus­ca­mente a vida adulta. A casa Ver­meer, que alberga uma famí­lia cató­lica com cinco filhos, a avó e uma cri­ada mais velha, rapi­da­mente se revela como um ambi­ente hos­til. Catha­rina, a mulher de Ver­meer, ficará com ciú­mes de Griet, uma atrac­tiva jovem com talento artís­tico, e a fiel empre­gada da avó come­çará a vigiar todos os seus movimentos.

Opi­nião
Rapa­riga com Brinco de Pérola pre­tende apre­sen­tar a his­tó­ria por detrás do qua­dro com o mesmo nome, da auto­ria do pin­tor holan­dês Jan Ver­meer, um dos mais impor­tan­tes dos século XVII. Pouco se sabe sobre a figura pre­sente no qua­dro, e Tracy Che­va­lier pega nesta lacuna de infor­ma­ção e cria uma his­tó­ria bas­tante interessante.

Griet é uma jovem de 16 anos que se vê obri­gada a ir tra­ba­lhar como empre­gada para casa do pin­tor Jan Ver­meer, de modo a poder aju­dar a sua famí­lia, uma vez que o seu pai teve um aci­dente e dei­xou de poder pin­tar azu­le­jos e sus­ten­tar a famí­lia. O tra­ba­lho é duro e Griet ape­nas tem per­mis­são para visi­tar a sua famí­lia aos domin­gos, mas depressa essa limi­ta­ção deixa de ser motivo de tris­teza, por­que ao ter como fun­ção lim­par a divi­são onde o pin­tor exerce a sua arte, Griet começa a ficar fas­ci­nada com o seu tra­ba­lho, e mais tarde pelo seu dono.

Com o pas­sar do tempo, Griet torna-​se aju­dante de Ver­meer, por­que a sua orga­ni­za­ção e método cha­mam a aten­ção do pin­tor. Nesta fase do livro, pode­mos acom­pa­nhar a fas­ci­nante arte que se uti­li­zava na altura para pro­du­zir cores, para além de algu­mas expli­ca­ções inte­res­san­tís­si­mas acerca da sua uti­li­za­ção na pin­tura dos quadros.

Acho que a autora con­se­gue criar de forma exí­mia o ambi­ente certo para a his­tó­ria que quis con­tar. O pin­tor é uma per­so­na­gem sem­pre dis­tante, mis­te­ri­osa, um génio que pouco deixa entre­ver o que pensa ou sente. Aliás, a his­tó­ria é con­tada na pri­meira pes­soa por Griet e ela trata-​o sem­pre por “ele”, o que trans­mite pre­ci­sa­mente essa sen­sa­ção de dis­tan­ci­a­mento. A per­so­na­gem prin­ci­pal tam­bém é muito bem con­se­guida, pois o lei­tor con­se­gue per­fei­ta­mente identificar-​se com os seus sen­ti­men­tos, medos e dilemas.

O livro foi um óptimo pre­texto para conhe­cer melhor a obra deste pin­tor famoso, e tive mesmo a opor­tu­ni­dade de ir acom­pa­nhando as des­cri­ções que Griet fazia dos qua­dros de Ver­meer ao seu pai cego com a visu­a­li­zaão da pró­pria ima­gem. E isto tam­bém me per­mi­tiu per­ce­ber que a autora faz estas des­cri­ções com grande mes­tria. Foi um livro que li num ápice e do qual gos­tei bas­tante, por isso reco­mendo. — Célia M.

8/​10 — Muito Bom

Livro n.º 19 de 2010

  • Share/Bookmark

Acerca de Roderer

Thursday, March 11, 2010 Post por Estante de Livros

Autor: Guil­lermo Mar­tí­nez
Título Ori­gi­nal: Acerca de Rode­rer (1993)
Edi­tora: Sex­tante
Pági­nas: 112
ISBN: 9789898093165
Tra­du­tor: José Riço Direitinho

Sinopse
Acerca de Rode­rer narra o con­fronto vital e inte­lec­tual entre dois jovens de inte­li­gên­cia pri­vi­le­gi­ada. O pri­meiro usa esta inte­li­gên­cia de forma prá­tica para se adap­tar ao mundo, o segundo na busca de um conhe­ci­mento abso­luto que lhe per­mita com­pre­en­der o mundo, des­li­zando peri­go­sa­mente até aos limi­tes da lou­cura e do sui­cí­dio. Esta incur­são nar­ra­tiva bri­lhante nos mean­dros da riva­li­dade e da inte­li­gên­cia oferece-​nos um romance inqui­e­tante, de sus­pense e ambiguidade.

Opi­nião
Guil­lermo Mar­tí­nez é um escri­tor argen­tino, licen­ci­ado em Mate­má­tica, que se tem des­ta­cada no cam­pos dos con­tos e das nove­las, para além dos arti­gos e ensaios que se podem encon­trar no seu site. Em Por­tu­gal, já foram publi­ca­dos Cri­mes Imper­cep­tí­veisBor­ges e a Mate­má­tica, ambos pela edi­tora Ambar.

Acerca de Rode­rer, uma novela que se lê num par de horas, é con­tada na pri­meira pes­soa por um jovem que trava conhe­ci­mento com Gus­tavo Rode­rer, no Clube Olimpo, da ter­re­ola Puente Viejo, perde com ele um jogo de xadrez, e fica fas­ci­nado por aquela per­so­na­li­dade tão pecu­liar. Rode­rer é vago, mis­te­ri­oso, ausente e inte­li­gente de uma forma pou­cas vezes vista.

A his­tó­ria decorre no espaço de pou­cos anos e, enquanto o nar­ra­dor da his­tó­ria (cujo nome nunca sabe­mos) segue o rumo nor­mal da vida, fre­quen­tando o colé­gio, depois indo para a Uni­ver­si­dade e para o ser­viço mili­tar, Rode­rer per­ma­nece em sua casa, imerso em livros, em busca de uma ver­dade ainda des­co­nhe­cida, de uma iluminação.

É um livro escrito de uma forma ora sim­ples, ora mais com­plexa, o que reflecte as dife­ren­ças entre o nar­ra­dor e Rode­rer, ambos inte­li­gen­tes mas de uma forma bas­tante dife­rente. Rode­rer pos­suía aquele acrés­cimo que per­mite des­ta­car os génios entre os inte­li­gen­tes, mas, tal como mui­tos outros, é um génio incom­pre­en­dido por­que a sua forma de enca­rar o mundo e o seu objec­tivo fazem-​no sofrer face às vicis­si­tu­des da vida: pos­sui a inte­li­gên­cia rara de ir muito mais além do que o comum dos mor­tais, mas essa mesma carac­te­rís­tica impede-​o de con­se­guir sobre­vi­ver tão facil­mente num mundo que não o com­pre­ende. Se pen­sar­mos um pouco nos mai­o­res génios da nossa huma­ni­dade, os para­le­lis­mos são facil­mente fei­tos com esta história.

Gos­tei muito deste livro, não só pelo relato desta vida tão pouco comum, que nos per­mite vis­lum­brar os dile­mas dos génios incom­pre­en­di­dos, mas pela escrita mag­ní­fica de Guil­lermo Mar­tí­nez. Só peca mesmo por ter­mi­nar tão depressa, mas isso é uma ques­tão de gosto pes­soal, uma vez que o autor refere que a novela é o seu estilo pre­fe­rido, deixando-​o dar às suas per­so­na­gens um desen­vol­vi­mento dese­já­vel, ficando, ainda assim, den­tro de uma nar­ra­tiva “curta”. Não posso dei­xar de reco­men­dar este pequeno livro, dis­po­ní­vel nas livra­rias a par­tir de hoje. — Célia M.

8/​10 — Muito Bom

Livro n.º 21 de 2010

  • Share/Bookmark

Entrevista a Tânia Ganho

Wednesday, March 10, 2010 Post por Estante de Livros

É com muito pra­zer que hoje publi­ca­mos mais uma entre­vista aqui no blog, desta vez à autora por­tu­guesa Tânia Ganho, da qual li recen­te­mente A Luci­dez do Amor. É sobre esse livro que incide boa parte desta entre­vista, pela qual agra­deço desde já à autora e tam­bém à Porto Edi­tora, por ter faci­li­tado o contacto.

Estante de Livros — “A Luci­dez do Amor” aborda a guerra, prin­ci­pal­mente na pers­pec­tiva femi­nina, das espo­sas que ficam em casa à espera que os mari­dos regres­sem. Con­si­dera que estas “heroí­nas” não têm sido devi­da­mente lou­va­das, na lite­ra­tura e nas artes em geral?
Tânia Ganho — Penso que não têm sido lou­va­das, por­que sim­ples­mente não são con­si­de­ra­das heroí­nas, são mulhe­res que vivem nos bas­ti­do­res, na som­bra e, como Pené­lope, ocu­pam um lugar secun­dá­rio nas gran­des nar­ra­ti­vas sobre os fei­tos dos homens aventureiros.

E.L — Achei inte­res­sante a inclu­são da Guerra do Ultra­mar na his­tó­ria, pelos con­tras­tes que apre­senta com as guer­ras actu­ais, aca­bando por ser muito seme­lhante no essen­cial. O que a moti­vou a incluí-​la no livro?
T.G. — Precisamente para mos­trar que, ape­sar de o con­ceito da guerra e a maneira de se fazer a guerra ter mudado muito desde o 11 de Setem­bro, na base con­ti­nua a ser uma luta em que as pes­soas matam e mor­rem, em que as famí­lias cho­ram a perda dos seus mari­dos, mulhe­res, filhos e irmãos, e a dor é a mesma, de quem parte e de quem vê par­tir, seja em 2006 ou nos anos 60, sejam os inter­ve­ni­en­tes mili­ta­res de car­reira ou sol­da­dos recru­ta­dos «à força».

E.L. — O seu livro aborda (mais late­ral­mente) o tema da mul­ti­cul­tu­ra­li­dade, pois a per­so­na­gem prin­ci­pal é por­tu­guesa, des­cen­dente de uma gui­ne­ense, casada com um fran­cês, e vive em França. É um reflexo da sua expe­ri­ên­cia pes­soal?
T.G. - Como vivo fora de Por­tu­gal há cerca de dez anos, vejo-​me dia­ri­a­mente con­fron­tada com o olhar dos outros, que me con­si­de­ram «estran­geira», e com o meu pró­prio olhar sobre esses outros, que são for­ço­sa­mente «dife­ren­tes» de mim e da minha cul­tura. O desejo de trans­por essa expe­ri­ên­cia para os meus livros é ine­vi­tá­vel, até por­que as dife­ren­ças cul­tu­rais me pare­cem extre­ma­mente ricas, do ponto de vista roma­nesco, e enri­que­ce­do­ras, do ponto de vista pessoal.

E.L. – Outro dos temas do livro, muito per­ti­nente na minha opi­nião, é se “vale tudo” por um suposto bem maior, no con­texto da guerra. Acha que existe uma única res­posta?
T.G. — Não, não existe uma única res­posta e não exis­tem solu­ções fáceis e ime­di­a­tas para um dilema moral tão grande como esse, sobre­tudo para os mili­ta­res, a quem é incu­tida a noção de dever e patri­o­tismo, e a quem se pede que defen­dam a pátria num país lon­gín­quo como o Afe­ga­nis­tão que, para todos os efei­tos, não está em guerra com a França nem com Por­tu­gal, nem com nenhum dos outros paí­ses que tem mili­ta­res no ter­reno. Jus­ti­fi­car as suas mis­sões letais torna-​se, por con­se­guinte, difí­cil. Seja como for, acho que os fins não devem jus­ti­fi­car os meios.

E.L. — O último pará­grafo do seu livro, “Dizem que o amor é cego, mas é a pai­xão que não vê defei­tos e inco­e­rên­cias. O amor é lúcido, vê as falhas e as con­tra­di­ções e, ape­sar disso, sub­siste.”, encerra, na minha opi­nião, uma lição tão sim­ples como difí­cil de alcan­çar. Foi esta, em última aná­lise, a men­sa­gem que quis pas­sar aos seus lei­to­res?
T.G. — Sem dúvida. Quis mos­trar ao longo de todo o livro que o ver­da­deiro amor é um sen­ti­mento capaz de ultra­pas­sar todas as dife­ren­ças (soci­ais e cul­tu­rais) e de acei­tar o outro como ele é, com todos os seus defei­tos e con­tra­di­ções. Mas não me refiro só ao amor que une um casal, mas tam­bém ao amor em sen­tido mais lato, entre as pes­soas. Se ten­tás­se­mos com­pre­en­der o Outro, o des­co­nhe­cido, o estran­geiro, e con­se­guís­se­mos acei­tar as suas dife­ren­ças, pro­va­vel­mente pen­sa­ría­mos duas vezes antes de decre­tar uma guerra.

E.L. - Refere na nota final do seu livro que este demo­rou mais a ser escrito devido ao facto de tra­tar de um tema que lhe era pró­ximo e dolo­roso (a guerra do Afe­ga­nis­tão). O seu com­ple­tar, que sig­ni­fi­cou o ultra­pas­sar da “auto-​censura” que refere, aca­bou tam­bém por ser uma espé­cie de liber­ta­ção?
T.G. — Não se pode escre­ver com cen­sura, a escrita tem de ser abso­lu­ta­mente isenta de tabus e inter­di­tos, por isso aca­bar este livro foi uma ver­da­deira liber­ta­ção. Além disso, já tinha outro romance na cabeça e estava dese­josa de me meter na pele de novas per­so­na­gens, mas só con­se­gui fazê-​lo quando final­mente pus o ponto final em «A Luci­dez do Amor» e me liber­tei, por assim dizer, das vidas da Paula e do Michael, com toda a angús­tia que lhes estava sub­ja­cente. Foi uma etapa da minha vida pes­soal que se fechou para dar lugar a outra.

E.L. - Para além da escrita, tenho acom­pa­nhado com inte­resse o seu tra­ba­lho como tra­du­tora. O que lhe dá mais pra­zer fazer (se é que con­se­gue com­pa­rar as duas acti­vi­da­des)?
T.G. — A ver­dade é que decidi ser tra­du­tora por­que ado­rava escre­ver e tinha jeito para lín­guas. Como achei que não me agra­da­ria escre­ver dia­ri­a­mente «por enco­menda», eli­mi­nei logo a hipó­tese de seguir jor­na­lismo, e como aos 21 anos era razo­a­vel­mente lúcida, per­cebi que não podia ter a velei­dade de me auto­pro­cla­mar escri­tora e viver disso. A tra­du­ção foi a via óbvia, por exclu­são de par­tes. Adoro tra­du­zir, mas é a minha pro­fis­são e não a minha iden­ti­dade, foi uma esco­lha cons­ci­ente. A escrita é quem sou, é qual­quer coisa de muito mais pro­fundo, incons­ci­ente. É a minha maneira de viver, sem­pre com uma voz lá no fun­di­nho a trans­for­mar a rea­li­dade em ficção.

E.L. — Qual o livro que, até hoje, mais gos­tou de tra­du­zir e porquê?
T.G. - A Aci­den­tal, de Ali Smith, por­que foi o maior desa­fio que tive até hoje. Ter de encon­trar todas as refe­rên­cias cul­tu­rais que estão «escon­di­das» no texto (títu­los de fil­mes, fait-​divers, letras de músi­cas) e adap­tar para por­tu­guês um capí­tulo inteiro em ver­sos decas­si­lá­bi­cos foi uma mis­são tão com­pli­cada quanto diver­tida. Andei durante sema­nas a inco­mo­dar os meus ami­gos ame­ri­ca­nos e ingle­ses para me aju­da­rem a encon­trar essas refe­rên­cias e pas­sei horas no Goo­gle à pro­cura de títu­los de fil­mes do cinema mudo. Mas tenho de acres­cen­tar que o segundo maior desa­fio, e igual­mente gra­ti­fi­cante, foi tra­du­zir A Vida em Sur­dina do David Lodge.

E.L. – Com que género lite­rá­rio mais se iden­ti­fica? Que livro reco­men­da­ria den­tro desse género?
T.G. - Nunca gos­tei de rótu­los, por isso evito pen­sar nos livros em ter­mos de género. Diga­mos que tenho pro­pen­são para a escrita de mulhe­res e que adoro auto­ras como a Doris Les­sing, a Mar­ga­ret Atwood, a Joyce Carol Oates, a Jean Rhys, a Ana Teresa Pereira, a Teo­linda Ger­são, por­tanto reco­men­da­ria qual­quer livro delas.

E.L. - O que pensa da situ­a­ção actual da lite­ra­tura por­tu­guesa e da impor­tân­cia dada aos seus novos valo­res pelas edi­to­ras e lei­to­res?
T.G. — A lite­ra­tura por­tu­guesa – pre­firo falar em lite­ra­tura lusó­fona – está cada vez mais rica, com auto­res novos que con­se­gui­ram cati­var uma enorme parte da popu­la­ção que não se sen­tia capaz de ler tex­tos ditos «difí­ceis», como os de Lobo Antu­nes ou Sara­mago. A vari­e­dade nem sem­pre é sinó­nimo de qua­li­dade, mas penso que a lite­ra­tura por­tu­guesa está em franca expan­são e no bom cami­nho. As edi­to­ras andam a apos­tar mais nos escri­to­res por­tu­gue­ses, mas ainda há muito tra­ba­lho a fazer nesse campo; temos auto­res, sobre­tudo mulhe­res, que mere­ciam muito mais des­ta­que, como a Patrí­cia Reis e a Dulce Maria Car­doso. Espero que os lei­to­res ensi­nem as edi­to­ras a valo­ri­zar mais os nomes que publicam.

  • Share/Bookmark
Categorias: Entrevistas

Novidades Porto Editora para 18 de Março

Tuesday, March 9, 2010 Post por Estante de Livros

No pró­ximo dia 18, esta­rão dis­po­ní­veis dois novos títu­los da Porto Editora.

O Labi­rinto da Água, de Eric Frattini

E se Judas traiu Jesus a seu pedido?
E se Pedro não esti­vesse des­ti­nado a ser chefe da Igreja?
E se a Igreja que Jesus Cristo que­ria criar não tivesse um papa?

Quando a jovem arqueó­loga Afdera Bro­oks acode ao leito de morte da sua avó, uma excên­trica mili­o­ná­ria, colec­ci­o­na­dora de obras de arte, recebe como legado as pis­tas para che­gar a uma caixa de segu­rança de um banco ame­ri­cano onde está guar­dado um antiquís­simo manus­crito. Afdera empre­ende uma via­gem por meio mundo para desen­tra­nhar o con­teúdo desse mis­te­ri­oso docu­mento que cul­mi­nará em Veneza, o labi­rinto de água.
A par­tir do Vati­cano, o malé­fico car­deal Lie­nart fará o impos­sí­vel para que a ver­dade que se esconde no mal­tra­tado per­ga­mi­nho nunca conheça a luz do dia. Uma trama que se tor­nou num best-​seller ins­tan­tâ­neo em Espanha.


A Vir­gem das Amên­doas, de Marina Fiorato

O livro remete-​nos para a Itá­lia do século XVI, onde o jovem pin­tor Ber­nar­dino Luini, dis­cí­pulo favo­rito do mes­tre Leo­nardo da Vinci, é encar­re­gado de pin­tar um fresco reli­gi­oso na igreja de Saronno, uma pequena loca­li­dade nas coli­nas da Lom­bar­dia. Ao entrar na igreja, a sua aten­ção é cap­tada pela beleza e pela melan­co­lia da jovem Simo­netta, viúva de um pode­roso senhor feu­dal morto em combate.

Sozi­nha e a ver a sua for­tuna desa­pa­re­cer até não res­tar nada mais a não ser as amen­do­ei­ras da sua villa, Simo­netta acede a posar como modelo para Luini, que a imor­ta­li­zará para sem­pre nos fres­cos da igreja como a Vir­gem di Saronno. À medida que o tra­ba­lho pro­gride, artista e modelo apaixonam-​se, selando o sen­ti­mento com um beijo que escan­da­li­zará a Igreja.

À geni­a­li­dade com que Ber­nar­dino imor­ta­li­zará a sua musa, Simo­netta retri­bui com a cri­a­ção da sua pró­pria obra de arte: um licor espe­cial fabri­cado com o fruto das suas amen­do­ei­ras. O licor ficará conhe­cido, até aos dias de hoje, como o famoso Ama­retto di Saronno.

Con­tudo, antes de ambos com­ple­ta­rem as suas obras, a rela­ção é for­te­mente aba­lada por um acon­te­ci­mento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.

  • Share/Bookmark

Blogs literários

Monday, March 8, 2010 Post por Estante de Livros

Como sabem, ulti­ma­mente (e ainda bem) cada vez pro­li­fe­ram mais blogs lite­rá­rios. Sigo a grande mai­o­ria deles, mas decidi fazer este post para vos dar a conhe­cer aque­les que, não sendo melho­res nem pio­res do que os res­tan­tes, mais gosto de visi­tar. Aqui fica o meu Top 10, sendo a orde­na­ção sim­ples­mente alfabética.

- ALEXANDRIA, do Gomes. O seu autor é um par­ti­ci­pante no nosso fórum e é um blog com refle­xões bas­tante inte­res­san­tes sobre os livros e o seu mundo (mas não só), e revejo-​me ple­na­mente em mui­tos dos vícios e manias dos lei­to­res que ele des­creve.
 — Às 23h, da Be. Mais uma par­ti­ci­pante no nosso fórum, cujas opi­niões me dão muito pra­zer ler.
 — As Lei­tu­ras do Corvo, da Silent Raven. Blog da escri­tora Carla Ribeiro, com opi­niões que são geral­mente coin­ci­den­tes com as minhas, e infor­ma­ção cons­tan­te­mente actu­a­li­zada sobre os últi­mos lan­ça­men­tos.
 — Este meu can­ti­nho, da White Lady. Gosto muito de ler as opi­niões dela, por­que para além de cla­ras e bem escri­tas, coin­ci­dem com as minhas em 99% das oca­siões. Uma exce­lente fonte de boas suges­tões!
 — Lei­tu­ras e Deva­neios, da Mónica. Se há blog lite­rá­rio onde sei que vou ler pre­ci­sa­mente o que a autora pen­sou do livro, é o da Mónica. Sem pani­nhos quen­tes! (pena que não seja muito actu­a­li­zado nos últi­mos tem­pos — Mónica, volta! :D )
 — Lydo e Opi­nado, do Tiago, Patrí­cia e Sara. Blog com opi­niões, entre­vis­tas, e várias outras coi­sas inte­res­san­tes. Gosto par­ti­cu­lar­mente da sen­sa­ção que trans­mite de não ser ape­nas mais um blog, e de haver a pre­o­cu­pa­ção de impri­mir um cunho par­ti­cu­lar ao que fazem.
 — O Can­ti­nho do Boo­koho­lic, do Pedro. Por­que é raro ter­mos jovens a ler e a con­se­guir trans­mi­tir tão luci­da­mente o que acha­ram do livro.
 — pla­ne­ta­mar­cia, da Már­cia. Outra “colega” que já tive opor­tu­ni­dade de conhe­cer e cujo tra­ba­lho gosto imenso, prin­ci­pal­mente por­que con­sigo sem­pre per­ce­ber na per­fei­ção as emo­ções que os livros lhe trans­mi­tem.
 — Porta-​Livros, do Rui Aze­redo. É um dos pou­cos blogs de pro­fis­si­o­nais do sec­tor que gosto real­mente de visi­tar, por­que não demons­tra o habi­tual eli­tismo, dá aten­ção a todos os tipos de even­tos e lan­ça­men­tos e apre­senta opi­niões cla­ras, con­ci­sas e inte­res­san­tes.
 — Som­bra dos Livros, da Alice e da Bai­la­rina. Outro blog sem­pre com opi­niões muito bem fun­da­men­ta­das e escla­re­ce­do­ras, que gosto sem­pre de ler.

Ponto comum entre todos eles: escre­vem opi­niões cla­ras, bem fun­da­men­ta­das e que me per­mi­tem per­ce­ber se irei ou não gos­tar de um livro, inde­pen­den­te­mente da dife­rença de gostos.

Ficam tam­bém algu­mas suges­tões de blogs lite­rá­rios inter­na­ci­o­nais de que gosto par­ti­cu­lar­mente: The Book Smug­glers, Of the Blog of the Fal­len, Pat’s Fan­tasy Hotlist ou o Angi­e­ville.

Não posso ter­mi­nar este post sem refe­rir algo que veio à baila ontem, numa troca de ideias via Twit­ter com a White Lady: fal­tam mais tex­tos de opi­nião nos blogs lite­rá­rios por­tu­gue­ses. Não me refiro às opi­niões lite­rá­rias, mas a tex­tos que acres­cen­tem con­teúdo a este vasto mundo dos livros, que reflic­tam quem os escreve, que dêem gosto ler. Há tanta coisa que se pode fazer! A crí­tica que faço tam­bém se aplica a este blog e, por isso mesmo, vai daqui a minha pro­messa para ten­tar melhorá-​lo nesse sen­tido ;)

Célia M.

  • Share/Bookmark
Categorias: Blog, Célia

O Braço Esquerdo de Deus

Monday, March 8, 2010 Post por Estante de Livros

Autor: Paul Hoff­man
Título Ori­gi­nal: The Left Hand of God (2010)
Edi­tora: Porto Edi­tora
Pági­nas: 400
ISBN: 9789720040893
Tra­du­tor: Mário Dias Correia

Sinopse
A sua che­gada foi pro­fe­ti­zada. Dizem que ele des­truirá o mundo. Tal­vez o faça…
“Escu­tem. O San­tuá­rio dos Reden­to­res, em Sho­to­ver Scarp, é uma men­tira infame, pois lá nin­guém encon­tra san­tuá­rio e muito menos reden­ção.”
O San­tuá­rio dos Reden­to­res é um lugar vasto e iso­lado — um lugar sem ale­gria e espe­rança. A maior parte dos seus ocu­pan­tes foi levada para lá ainda em cri­ança e sub­me­tida durante anos ao bru­tal regime dos Reden­to­res, cuja cru­el­dade e vio­lên­cia têm ape­nas um objec­tivo — ser­vir a Única e Ver­da­deira Fé. Num dos lúgu­bres e labi­rín­ti­cos cor­re­do­res do San­tuá­rio, um jovem acó­lito ousa vio­lar as regras e esprei­tar por uma janela. Terá tal­vez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, nin­guém sabe, e há muito que esque­ceu o seu nome ver­da­deiro — agora chamam-​lhe Cale.
É um rapaz estra­nho e reser­vado, enge­nhoso e fas­ci­nante. Está tão habi­tu­ado à cru­el­dade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e tes­te­mu­nha um acto tão ter­rí­vel que a única solu­ção pos­sí­vel é a fuga.
Mas os Reden­to­res que­rem Cale a qual­quer preço, não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer des­con­fia.

Opi­nião

O Braço Esquerdo de Deus, do ame­ri­cano Paul Hoff­man, é um dos livros que mais hype cau­sou nos últi­mos tem­pos entre os fãs da fic­ção espe­cu­la­tiva. O pro­ta­go­nista desta his­tó­ria é Cale, um jovem que, jun­ta­mente com outros rapa­zes estão num San­tuá­rio gerido pelos Reden­to­res, um local repleto de medo, vio­lên­cia e ter­ror — supos­ta­mente jus­ti­fi­ca­dos pelo o objec­tivo de res­pei­tar a von­tade de Deus. Cale e os seus ami­gos Henri Vago e Kleist des­co­brem que no San­tuá­rio existe mais do que parece à pri­meira vista, o que acaba por levá-​los a empre­en­der uma fuga do recinto e a entra­rem num mundo com­ple­ta­mente dife­rente, a cidade de Memphis, gover­nada pelos Materazzi.

Toda a fase ini­cial do livro, quando Cale ainda se encon­tra no San­tuá­rio, é bas­tante pro­mis­sora. O ambi­ente som­brio e claus­tro­fó­bico do local é bem trans­mi­tido, e sur­gem alguns mis­té­rios que dei­xam o lei­tor curi­oso. Pena é que a pro­messa não se con­cre­tiza no resto do livro. Achei que parte de uma pre­missa muito inte­res­sante, mas acaba por cair numa série de lugares-​comuns que, não tor­nando a his­tó­ria pro­pri­a­mente des­pro­vida de inte­resse, pode­rão não cati­var lei­to­res que já leram vários outros livros cujo enredo não foge muito a este. A per­so­na­gem prin­ci­pal, Cale, sofre um pouco deste sín­drome: de iní­cio, pouco se revela ao lei­tor e con­serva uma aura mis­te­ri­osa que o torna inte­res­sante, mas com o decor­rer da his­tó­ria, acaba por se trans­for­mar no herói relu­tante que já vimos em tan­tas e tan­tas his­tó­rias. E ele, tal como a grande mai­o­ria das per­so­na­gens, é abor­dado de forma algo super­fi­cial, o que fez com que o laço que criei com elas não fosse pro­pri­a­mente muito forte.

Fiquei tam­bém com a sen­sa­ção que o autor ten­tou colo­car na sua his­tó­ria ele­men­tos que agra­das­sem a vários tipos de lei­to­res por­que ora assume um tom mar­ca­da­mente juve­nil, até humo­rís­tico, ora esta­mos perante acon­te­ci­men­tos bas­tante sérios e negros; assume-​se como uma obra de fan­ta­sia, mas não encon­tra­mos magia ou seres sobre­na­tu­rais na his­tó­ria; entre­ve­mos um toque de his­tó­ria alter­na­tiva, que nunca se con­firma pro­pri­a­mente. O mundo cri­ado pelo autor tem um nível de desen­vol­vi­mento razo­a­vel­mente deta­lhado, mas pareceu-​me que pode­ria ter sido melhor aprofundado.

Ape­sar de tudo isto, não posso dizer que não gos­tei do livro. Ape­sar de todos os aspec­tos menos posi­ti­vos que apon­tei, as pági­nas viram-​se muito depressa e torna-​se estra­nha­mente vici­ante. Isto, jun­ta­mente com a curi­o­si­dade em saber que direc­ção a his­tó­ria irá tomar — a ver­dade é que as pis­tas são escas­sas — , faz-​me ficar com von­tade de ler a con­ti­nu­a­ção. - Célia M.

6/​10 — Inte­res­sante

Livro n.º 18 de 2010

  • Share/Bookmark

Os Dias da Febre

Sunday, March 7, 2010 Post por Estante de Livros

A Porto Edi­tora publica no pró­ximo dia 18 de Março o pri­meiro romance do his­to­ri­a­dor João Pedro Mar­ques. Os Dias da Febre é uma via­gem pelos sons, os chei­ros, as cores, as gen­tes, as casas, os cos­tu­mes – numa pala­vra, pela vida – da Lis­boa de mea­dos do século XIX. Mesmo antes da sua publi­ca­ção, a obra de estreia de João Pedro Mar­ques já con­quis­tou adep­tos: Maria Filo­mena Mónica considera-​o “um livro esti­mu­lante”; a tam­bém his­to­ri­a­dora Maria Fátima Boni­fá­cio des­taca o “enredo de uma notá­vel ori­gi­na­li­dade e mui­tís­simo bem construído”.

Apoi­ada por uma escrita sedu­tora, que se con­ci­lia facil­mente com o rigor dos fac­tos, a nar­ra­tiva de João Pedro Mar­ques distingue-​se pela sub­ti­leza com que trans­porta o lei­tor para o quo­ti­di­ano bur­guês do século XIX, tor­nando Os Dias da Febre numa lei­tura, mais do que agra­dá­vel, surpreendente.

O livro prin­ci­pia com Elvira Sabrosa des­cendo a Cal­çada de San­tana e esprei­tando por entre as cor­ti­nas da sua car­ru­a­gem. Num dado momento, vis­lum­bra Robert Hun­tley, um inglês que não via desde os tem­pos da infân­cia, há mais de 20 anos.

Os Dias da Febre narra as cir­cuns­tân­cias que con­du­zi­ram ao reen­con­tro de Robert e Elvira, e o que dele decor­reu. A acção situa-​se em 1857, quando Lis­boa estava a ser atin­gida por uma epi­de­mia de febre-​amarela que mata­ria quase 5 mil pes­soas. É nesse con­texto que a intriga se desen­volve e que o lei­tor é con­vi­dado não só a con­vi­ver com as figu­ras da época, mas tam­bém a per­cor­rer a cidade em toda a sua diver­si­dade, dos cama­ro­tes do S. Car­los às ruas aper­ta­das de Alfama, das enfer­ma­rias do Hos­pi­tal de S. José às ban­ca­das das Cor­tes, dos salões das senho­ras das clas­ses altas ao bulí­cio do café Nicola.

Romance his­tó­rico escrito por um his­to­ri­a­dor de reco­nhe­cido mérito e exten­sa­mente apoi­ado na docu­men­ta­ção exis­tente, Os Dias da Febre assume-​se, mais do que um romance sobre uma epi­de­mia, a morte e o amor, como um docu­mento esti­mu­lante e fiel à época que representa.

Fonte: Nota de imprensa da editora

  • Share/Bookmark

Livros Doces

Saturday, March 6, 2010 Post por Estante de Livros

Dois pra­ze­res num só! Um clube de lei­tura fez esta enco­menda deliciosa:



Os livros são fei­tos de fon­dant de marsh­mal­low e os bolos são que­ques com pepi­tas de cho­co­late e cober­tura de baunilha.

Tam­bém a emba­la­gem é a con­di­zer, com a forma de um grande livro!


Fonte: bake­ba­ke­bake, via See Michelle Read

  • Share/Bookmark
Categorias: Ideias

Novidades Contraponto para Março

Friday, March 5, 2010 Post por Estante de Livros

Já a par­tir de hoje, estão dis­po­ní­veis qua­tro títu­los de Ian Fle­ming, com as capas dese­nha­das por Michael Gil­lette.

Quan­tum of Solace
A publi­ca­ção dos con­tos de James Bond num único volume é a cele­bra­ção defi­ni­tiva do atra­ente e mor­tí­fero agente secreto 007. Quer esteja a fazer uma des­co­berta ines­pe­rada nas Baha­mas, a caçar um assas­sino cubano em ter­reno sel­va­gem, a der­ru­bar um barão da droga inter­na­ci­o­nal em Roma, na pista de um segredo mor­tí­fero nas Caraí­bas ou a der­ro­tar um assas­sino estra­nha­mente sedu­tor em Ber­lim, mis­sões peri­go­sas e mulhe­res boni­tas fazem parte do dia-​a-​dia de James Bond. E este agente é sem­pre um pro­fis­si­o­nal competente.

Casino Royale
O agente 007, sem­pre sedu­tor e sofis­ti­cado, atra­ente e peri­goso, tem como mis­são neu­tra­li­zar uma rede ter­ro­rista russa. Num arris­cado jogo de bacará, no mítico Casino Royale, Bond terá de ven­cer o temí­vel Le Chif­fre. No entanto, a atrac­ção de James Bond por uma belís­sima agente parece con­du­zir tudo ao desas­tre… Até que surge um ines­pe­rado aliado.

Dr. No
Após o desa­pa­re­ci­mento de um agente dos Ser­vi­ços Secre­tos Bri­tâ­ni­cos e da sua secre­tá­ria na base de Kings­ton, M acre­dita que este pode ser um caso fácil para 007, ainda em recu­pe­ra­ção do encon­tro quase fatal com um agente russo. Só que James Bond e Honey Rider, a sua bela e vul­ne­rá­vel amiga, após terem sido cap­tu­ra­dos ao inva­di­rem a iso­lada ilha cari­be­nha de Crab Key, encontram-​se em poder do Dr. No, um sinis­tro ere­mita com pin­ças mecâ­ni­cas no lugar de mãos, abso­lu­ta­mente fas­ci­nado pela dor. Deci­dido a pro­te­ger dos Ser­vi­ços Secre­tos Bri­tâ­ni­cos as suas ope­ra­ções clan­des­ti­nas, o Dr. No tem agora a opor­tu­ni­dade de se livrar de um ini­migo e de apro­fun­dar as suas dia­bó­li­cas pes­qui­sas. Bond e Rider aca­bam por ter de lutar pela vida num mor­tí­fero jogo da auto­ria do Dr. No…

Vive e Deixa Mor­rer
Mr. Big – senhor do mundo do crime nova-​iorquino, líder do culto vodu Viúva Negra e mem­bro da SMERSH, a pode­rosa orga­ni­za­ção sovié­tica – é um dos opo­nen­tes mais peri­go­sos que Bond alguma vez enfren­tou. Esta nova mis­são, quase sui­cida, vai levar 007 dos clu­bes duvi­do­sos do Har­lem às ilhas da Flo­rida e ao luxu­ri­ante Caribe. Bond volta a estar bem acom­pa­nhado por uma bela e mis­te­ri­osa mulher, Soli­taire, pri­si­o­neira de Mr. Big, que não a dei­xará esca­par facil­mente. O duelo final acon­tece na Jamaica’s Shark Bay, onde 007 terá de enfren­tar os mor­tí­fe­ros den­tes dos tuba­rões… se qui­ser cap­tu­rar um peixe maior.

A par­tir de 12 de Março, estará dis­po­ní­vel A Pró­xima Vez, de Marc Levy e a par­tir de 26 de Março Des­culpa, mas vou chamar-​te amor, de Fede­rico Moccia.

Jonathan é um espe­ci­a­lista em arte com uma pai­xão inex­pli­cá­vel pela obra do pin­tor russo Vla­di­mir Rads­kin. Quando, nas vés­pe­ras do seu casa­mento, lhe chega a notí­cia de que uma gale­ria em Lon­dres tem em sua posse cinco qua­dros do pin­tor – entre eles, pos­si­vel­mente, a sua mítica última obra, A Jovem de Ves­tido Ver­me­lho, mis­te­ri­o­sa­mente desa­pa­re­cida em 1868 –, Jonathan não hesita em par­tir. Ao che­gar a Lon­dres, encon­tra Clara, a dona da gale­ria, e é aco­me­tido por uma forte sen­sa­ção de déjà vu: cer­ta­mente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma pai­xão por pin­tura? A sua busca leva-​os da gale­ria em Pica­dilly Cir­cus a uma loja de tin­tas em Flo­rença, de um labo­ra­tó­rio no Lou­vre a uma mis­te­ri­osa man­são em Ingla­terra. Quanto mais Jonathan e Clara des­co­brem acerca da última obra de Rads­kin, mais des­co­brem acerca de si pró­prios: três vidas muito dife­ren­tes, três des­ti­nos entre­la­ça­dos, pre­sos numa cor­rida con­tra o tempo…

Niki é uma rapa­riga linda, extro­ver­tida, inte­li­gente, sim­pá­tica e ale­gre. Tem dezas­sete anos, e tanto ela como as suas ami­gas estão no último ano do secun­dá­rio. O seu dia-​a-​dia é pau­tado por des­fi­les, fes­tas e raves, entre outros diver­ti­men­tos. Alex é um «rapaz» com quase trinta e sete anos e aca­bou há pouco tempo uma rela­ção de longa data. Tem três gran­des ami­gos, Enrico, Flá­vio e Pie­tro, que são casa­dos. Alex ocupa um cargo impor­tante na área da publi­ci­dade, mas um jovem opor­tu­nista con­tra­tado recen­te­mente pela sua empresa põe em risco o seu emprego. Certa manhã, Niki e Alex têm um encon­tro, ou melhor, um desen­con­tro – um desen­con­tro que vai mudar tudo. Esta linda his­tó­ria de amor reflecte a von­tade de reen­con­trar a liber­dade e o desejo de nutrir sen­ti­men­tos ver­da­dei­ros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quo­ti­di­ano, mas tam­bém o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais ines­pe­rada: uma fuga de amor. E, depois, aquele farol… Enfim, é um mer­gu­lho onde o mar é mais azul!

  • Share/Bookmark
Categorias: Contraponto, Lançamentos

Acerca de Roderer

Thursday, March 4, 2010 Post por Estante de Livros

Chega às livra­rias no pró­ximo dia 11 de Março Acerca de Rode­rer, do escri­tor argen­tino Guil­lermo Mar­tí­nez. O livro narra o con­fronto vital e inte­lec­tual entre dois jovens de inte­li­gên­cia pri­vi­le­gi­ada. O pri­meiro usa esta inte­li­gên­cia de forma prá­tica para se adap­tar ao mundo, o segundo na busca de um conhe­ci­mento abso­luto que lhe per­mita com­pre­en­der o mundo, des­li­zando peri­go­sa­mente até aos limi­tes da lou­cura e do sui­cí­dio. Esta incur­são nar­ra­tiva bri­lhante nos mean­dros da riva­li­dade e da inte­li­gên­cia oferece-​nos um romance inqui­e­tante, de sus­pense e ambi­gui­dade, que, segundo o pró­prio autor, “tem cer­tas carac­te­rís­ti­cas de rigor de conto, mas, ao mesmo tempo, uma defi­ni­ção das per­so­na­gens sufi­ci­en­te­mente forte para que tenha vida pró­pria como novela.”

O Autor
Guil­lermo Mar­tí­nez nas­ceu em Bahía Blanca, Argen­tina, em 1962. É dou­to­rado em Mate­má­tica, for­mado em Bue­nos Aires e Oxford, e escri­tor. É autor de duas obras já publi­ca­das em Por­tu­gal: Cri­mes imper­cep­tí­veis (Pré­mio Pla­neta Argen­tina) e Bor­ges e a mate­má­tica. Revelou-​se como uma das gran­des vozes nar­ra­ti­vas argen­ti­nas contemporâneas.

  • Share/Bookmark
Categorias: Lançamentos, Sextante