2014 Reading Challenge

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Quando desistir de um livro

Tuesday, November 25, 2014 Post por Célia

Na semana passada, vi um artigo interessante no Lifehacker sobre quando desistir de um livro. Dizem eles que “se te sentes indeciso em relação a um livro, lê 50 páginas antes de decidires se continuas ou o abandonas. Fazer isto permite experimentar os livros que queres ler sem te sentires obrigado a terminá-los.

 

(imagem daqui)

bookAntes de ponderar sequer aplicar uma regra deste género, convém que estejamos à vontade com a ideia de deixar livros a meio. Já aqui falei sobre isso e mantenho, de um modo geral, o que disse na altura. Em 2014, ainda só desisti de um livro: Bons Augúrios, de Neil Gaiman e Terry Pratchett. Houve outros lidos este ano de que não gostei, mas na altura estava na disposição para os terminar mesmo assim. Desta vez, comecei a ler e não estava a sentir qualquer tipo de empatia com a história ou personagens, pelo que cheguei um pouco depois da página 100 e decidi desistir. De qualquer modo, sou a favor de se desistir de um livro que não nos está a dizer nada e partir para outra leitura potencialmente mais recompensadora.

 

Dito isto, parece-me uma ideia interessante estabelecer um limite de páginas para decidir se continuamos ou não a ler. Claro que isso dependerá sempre do livro em causa: se, por exemplo, estivermos perante um livro de 1000 páginas, talvez fosse boa ideia ler um pouco mais de 50. Confesso que prefiro as 100 páginas para um livro de tamanho médio e olhando para os livros que abandonei cheguei à conclusão que li sempre pelo menos essa quantidade. Penso que se até à página 100 o livro falhou em me cativar, muito provavelmente não o conseguirá nas restantes.

 

O artigo que referi cita ainda a bibliotecária Nancy Pearl, que arranjou a chamada “regra dos cinquenta“: “As pessoas perguntam-me frequentemente quantas páginas devem ler de um livro antes de desistirem. Em resposta a essa pergunta, inventei a “regra dos cinquenta”, que se baseia na falta de tempo e na imensidão do mundo dos livros. Se tiveres cinquenta anos ou menos, lê cinquenta páginas de um livro antes de te comprometeres a lê-lo ou a deixá-lo de lado. Se tens mais de cinquenta, que é quando o tempo se torna ainda mais curto, subtrai a tua idade a 100 – o resultado é o número de páginas que deves ler antes de tomares a tua decisão sobre continuar ou desistir.” 

 

E vocês, têm alguma regra deste género?


Categorias: Blogue, Textos

Das Palavras às Imagens (30)

Monday, November 24, 2014 Post por Célia

A Revolta

Na passada quinta-feira estreou o terceiro filme da série The Hunger Games, adaptado da série com o mesmo nome, da norte-americana Suzanne Collins. Ao contrário dos dois filmes que o antecedem, este corresponde apenas à primeira metade do terceiro e último livro, estando a segunda parte prevista para estrear daqui a um ano.

 

Antes de falar do filme, devo dizer que o terceiro livro me pareceu o mais fraco dos três. Achei-o aborrecido, com as personagens a perder carisma e com algumas decisões da autora a nível de enredo que deixaram a desejar. Mas como vi e gostei dos dois primeiros filmes (especialmente do segundo) a vontade que tinha de ver este novo capítulo era muita.

 

Percebo a decisão de fazer isto em duas partes; perante o sucesso de bilheteiras dos dois primeiros filmes, os responsáveis quiseram maximizar o lucro. Mas isto fez com que esta primeira parte tivesse alguns problemas de equilíbrio, na minha opinião. Porque tiveram de “encher chouriços”, o filme tem diversos momentos parados/introspetivos que, não sendo maus por si só, acabam por fazer parecer que nada acontece. Mas algumas coisas acontecem: Katniss torna-se o rosto da revolução em Panem, enquanto vários focos de luta se vão espalhando pelos vários distritos; Peeta parece ter passado para o lado do Presidente Snow, perante a incredulidade de Katniss; as forças do Capitólio atacam o Distrito 13, onde Katniss se encontra; uma força secreta dos revolucionários dirige-se ao Capitólio para tentar resgatar os vencedores dos Jogos da Fome que têm sob sua alçada. Contudo, apesar disto, não deixa de parecer um filme desequilibrado, que sofre por ser apenas metade da história e de deixar muitas pontas soltas.

 

Mas o filme também tem vários pontos positivos, nomeadamente o desempenho de Jennifer Lawrence (em grande, como é costume), o aprofundar da intriga política e da contextualização deste mundo distópico, e também o facto de ser um filme que consegue, apesar de ser bastante negro, transmitir uma mensagem de esperança. Em suma, gostei e fico com curiosidade para ver a segunda parte.


Monthly Key Word 2015

Sunday, November 23, 2014 Post por Célia

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Desde 2013 que participo no Monthly Key Word Challenge, e em 2015 é para continuar. Este desafio apresenta várias palavras-chave para cada mês e deveremos escolher para ler nesse mês um livro que contenha uma dessas palavras ou palavras relacionadas. Para o desafio de 2015, organizado pelo Bookmark to Blog, as palavras são as seguintes:

 

Janeiro - Bird, Girl, Ever, Silence, Bad, Truth, End

Fevereiro - Now, Water, Lie, Chase, And, Once

Março - Kind, Face, Power, City, Blue, Night, To

Abril - Dream, Prince, Long, Wind, Rose, The, Rock

Maio - Ash, Road, Thief, Bend, In, Far

Junho - My, Together, Whisper, Win, Soul, Sleep

Julho - Sun, Unto, Energy, Fate, High, Look

Agosto - Fall, Boy, Glass, Heart, Lost, Now

Setembro - Color, Touch, Life, Day, How, Sweet

Outubro - Ghost, Home, Beach, Away, Test, Number

Novembro - Rise, Holiday, And, Little, Call, Dark

Dezembro - Space, Mirror, Over, Flower, Trap, Cold

 

À medida que os meses chegarem vou decidindo que livro ler e colocarei neste post o link para as respetivas opiniões. 


Categorias: Monthly Key Word 2015

Livros ao Sábado (151)

Saturday, November 22, 2014 Post por Célia

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Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] Um Beijo Inesquecível, de Teresa Medeiros

Friday, November 21, 2014 Post por Célia

17304233Autor: Teresa Medeiros
Título Original:
A Kiss to Remember (2001)
Série: Farleigh Sisters #1
Editora: Quinta Essência
Páginas: 336
ISBN: 9789897260414
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão

 

Sinopse: Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos – principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.

 

Opinião: Um Beijo Inesquecível é a minha estreia com a autora Teresa Medeiros. O seu nome aparece normalmente referenciado como uma das boas autoras dentro do “romance romântico” e, por isso, tinha alguma curiosidade em experimentar um livro seu. Vi algumas boas opiniões relativamente a Um Beijo Inesquecível e foi por aqui que decidi começar.

 

Sterling Harlow é o Duque de Devonbrooke, mas traz consigo uma infância e juventude complicadas. Ainda em criança, o seu pai deixou-o aos cuidados do anterior Duque, um parente seu, a troco de dinheiro, e Sterling vive amargurado por ter sido abandonado pelo pai e, especialmente, pela mãe, que julgava ter o dever de contrariar esta decisão. Vítima de maus tratos do parte do Duque, Sterling teve de aprender a desenrascar-se sozinho e quando esta história começa é um homem que sabe o que quer e o que fazer para consegui-lo, apesar de continuar a ser atormentado pelo passado.

 

Laura Farleigh é uma jovem que a mãe de Sterling acolheu na sua casa como protegida e que, depois da morte daquela, se vê em perigo de ficar sem teto. Apenas se casar antes dos 21 anos Laura terá direito a permanecer na casa e inclusivamente herdá-la, pelo que, com o aproximar do seu aniversário e com a vontade de Sterling reclamar para si a propriedade da casa, urge arranjar noivo. Quando Sterling se dirige à tal propriedade, tem um acidente de cavalo e perde a memória, sendo encontrado por Laura que o acha um excelente candidato a noiva.

 

Já se sabe que estas histórias não primam propriamente pela imprevisibilidade ou sequer originalidade, o que até acaba por ser, de certo modo, propositado da parte de quem escreve estes livros porque o leitor procura leituras de conforto quando se propõe a lê-los e a existência do final feliz é, no fundo, quase uma exigência. Portanto, o maior risco destes livros é mesmo a relação entre os protagonistas – e os próprios – não conseguir ser suficientemente credível e cativante.

 

Perante a quantidade de leitores que apreciaram este livro, devo concluir que o problema aqui foi mesmo meu. Sterling tem, sem dúvida, vários pontos de interesse, especialmente pelo seu passado complicado. Laura, por outro lado, pareceu-me uma personagem algo inconsistente. Num momento, a religião é o mais importante na sua vida, no outro os fins justificam os meios e não hesita em mentir para conseguir obter o que deseja. A relação entre os dois também não me convenceu, mais pela forma como se desenvolve do que pela química das personagens. Algumas partes humorísticas são bem conseguidas, mas por vezes dão às personagens um certo tom caricatural que não me parece que a autora desejou que tivessem.

 

Foi um livro que li rapidamente, mais pela prosa fácil e enredo descomplicado do que propriamente pelo meu interesse na história. No fundo, acabou por ser, ao contrário do beijo, tudo menos inesquecível.

 

Classificação: 2/5 – OK