2015 Reading Challenge

2015 Reading Challenge
Célia has read 0 books toward her goal of 100 books.
hide

Desafios 2015

Estou a Ler

Newsletter

Arquivo

Creative Commons License This blog by Estante de Livros is licensed under a Creative Commons Atribuição-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal License.

Visitas desde 20/07/2007

[Opinião] Harry Potter and Order of the Phoenix, de J.K. Rowling

Terça-feira, Setembro 1, 2015 Post por Célia

862714Autor: J.K. Rowling
Ano de Publicação: 2003
Páginas: 956

 

Sinopse: Book five in JK Rowling’s Harry Potter series follows the darkest year yet for our young wizard, who finds himself knocked down a peg or three after the events of last year. Over the summer, gossip (usually traced back to the magic world’s newspaper, the Daily Prophet) has turned Harry’s tragic and heroic encounter with Voldemort at the Triwizard Tournament into an excuse to ridicule and discount the teenager. Even Professor Dumbledore, headmaster of the school, has come under scrutiny from the Ministry of Magic, which refuses to officially acknowledge the terrifying truth: that Voldemort is back. Enter a particularly loathsome new character: the toad-like and simpering (“hem, hem”) Dolores Umbridge, senior undersecretary to the minister of Magic, who takes over the vacant position of defence against dark arts teacher–and in no time manages to become the high inquisitor of Hogwarts. Life isn’t getting any easier for Harry Potter. With an overwhelming course load as the fifth years prepare for their examinations, devastating changes in the Gryffindor Quidditch team line-up, vivid dreams about long hallways and closed doors, and increasing pain in his lightning-shaped scar, Harry’s resilience is sorely tested.

 

Opinião: De todas as vezes que li este 5.º livro da série Harry Potter, a sensação foi a mesma: é demasiado longo. Desta vez não foi diferente, ainda que me pareça que esta foi a ocasião em que mais o apreciei, apesar de tudo.

 

Harry testemunhou o regresso de Lord Voldemort e Dumbledore fê-lo saber a quem o quisesse, mas a maioria dos feiticeiros continua a acreditar nas notícias do jornal e naquilo que o Ministério da Magia advoga, ou seja, que tudo não passa de imaginação do nosso jovem feiticeiro. E é por isso que vários feiticeiros se juntam para fazer regressar A Ordem da Fénix, uma organização que se dedica a lutar contra Voldemort e seus seguidores através de espionagem e luta contra atos abertos de demonstração de força. Dela fazem parte Dumbledore, Sirius Black, Lupin entre vários outros, incluindo Snape. Mas as dificuldades não se cingem ao mundo exterior, estão também dentro de Hogwarts: a nova professora de Defesa contra as Artes Negras, Dolores Umbridge (narrada brilhantemente por Stephen Fry no audiobook), está decidida a levar ao extremo as orientações do Ministério e obriga os seus alunos a lerem o livro da disciplina em vez de o praticarem. Cedo ganha novos poderes e toda a escola, Harry em particular, vê Hogwarts deixar de ser aquilo que sempre conheceu, para pior.

 

Como referi no início, o livro é enorme. Por um lado, a autora desenvolve com maior profundidade os meandros políticos da história, e por outro ocupa também bastante espaço com a vida adolescente de Harry e seus amigos. Harry aparece neste volume particularmente irritante, naquela fase por que quase todos passamos na adolescência, quando pensamos que ninguém nos entende e que tudo corre mal. Foi por ter noção perfeita disso que, nesta releitura, este aspeto me incomodou menos. O final da história acaba por fazer Harry crescer: os factos que Dumbledore lhe revela relativamente à sua relação com Voldemort suscitam uma reação mais adulta do que se esperaria, e são obviamente fundamentais no desenrolar da história. É um livro importante na saga, ainda que continue a achar que teria ganho em ter umas páginas a menos.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, J.K. Rowling, Opiniões

Livros ao Sábado (190)

Sábado, Agosto 29, 2015 Post por Célia

tumblr_ntrg6sIXsx1qkaoroo1_500

Ilustração de Nuria Martínez. Visto aqui.


Categorias: Livros ao Sábado

[Opinião] A Vida no Céu, de José Eduardo Agualusa

Quarta-feira, Agosto 26, 2015 Post por Célia

20803329Autor: José Eduardo Agualusa
Ano de Publicação:
2013
Editora: Quetzal
Páginas: 256
ISBN: 9789897220791

 

Sinopse: “A Vida no Céu” é um romance distópico, num futuro que se segue ao Grande Desastre, e em que o Mundo deixou de ser onde e como o conhecemos. Encontrando-se o globo terrestre inteiramente coberto por água, e a temperatura, à superfície, intolerável, restou ao Homem subir aos céus. Mas essa ascensão é literal (não é alusiva ou simbólica): a Humanidade, reduzida agora a um par de milhões de pessoas, habita aldeias suspensas e cidades flutuantes – dirigíveis gigantescos denominados Tóquio, Xangai ou São Paulo -, e os mais pobres navegam o ar em pequenas balsas rudimentares. Carlos Benjamim Moco é o narrador da história. Tem 16 anos e nasceu numa aldeia, Luanda, que junta mais de cem balsas. O desaparecimento do pai fará com que Benjamim decida partir à sua procura.

 

Opinião: José Eduardo Agualusa despertou-me curiosidade com O Vendedor de Passados. A Vida no Céu foi o senhor que se seguiu porque adorei a premissa. Como seria o mundo se, de repente, deixássemos de ter a possibilidade de viver em terra e vivêssemos em cidades aéreas, dentro de enormes dirigíveis espalhados pelo mundo? Quis saber como iria o autor construir este mundo imaginário e que aventuras e desventuras nos iria narrar.

 

Carlos, um jovem angolano, é quem nos narra a história; perdeu o pai há algum tempo, quando este caiu do dirigível Luanda, mas sempre manteve a esperança de o reencontrar e é por isso que decide partir, parando em primeiro lugar em Paris, onde tem uma amiga com a qual se corresponde. Este é o início de várias aventuras, num livro em que se destaca, em primeiro lugar, a ideia-base. Penso que o autor conseguiu construir um mundo verosímil, ainda que por vezes tenha sentido necessidade de um maior desenvolvimento nos aspetos que o caracterizavam. Explica-se o básico, mas falta o detalhe.

 

Também às personagens achei que deveria ter sido dado mais desenvolvimento, porque temos pouco tempo para simpatizar com as suas demandas e dilemas. Mas gostei da multiculturalidade que as marca e à história, dando-lhes uma dimensão bastante interessante. É impossível não referir igualmente aquilo que me pareceu uma chamada de atenção de cariz ecológico, mostrando o que poderia acontecer à humanidade se a natureza decidisse impôr-se perante a neglicência dos homens. A escrita é agradável, de certo modo sonhadora, adequando-se na perfeição ao mundo das nuvens. 

 

Gostei deste livro, mas não adorei. Partindo desta ideia brilhante, esperava mais, esperava uma história arrebatadora e cativante, mas infelizmente, pela falta de desenvolvimento de personagens e caracterização do mundo, acabou por não alcançar aquilo que dela esperava.

 

O tempo, aliás, não faz senão correr. Por vezes, em certas tardes soalheiras, quando no céu nada se move, acreditamos que adormeceu, mas é uma ilusão. Nós, sim, adormecemos. O tempo nunca se cansa.

 

Classificação: 3/5 – Gostei

 


[Opinião] Doce Tortura, de Rebecca James

Terça-feira, Agosto 25, 2015 Post por Célia

25944777Autor: Rebecca James
Título Original:
Sweet Damage (2013)
Editora: Suma de Letras
Páginas: 384
ISBN: 9789898775436
Tradutor: Isabel Veríssimo

 

Sinopse: Quando Tim Ellison encontra um quarto barato para alugar num dos melhores locais de Sydney, parece um golpe de sorte: estará perto do restaurante onde trabalha e ainda mais perto do seu lugar preferido para praticar surf. Mas há uma condição para que possa arrendar o quarto: Tim terá de fazer todos os recados à misteriosa dona do quarto, uma mulher muito reservada e pouco amistosa, que nunca abandona a casa. Tim esforça-se cada vez mais por conhecer melhor a figura inquietante de Anna. A princípio muito reservada, ela começa a revelar-se aos poucos: a sua história, a sua tristeza, os seus medos paralisantes. É então que começam a acontecer coisas estranhas na casa: golpes a meio da noite, figuras inexplicáveis nas sombras, mensagens sinistras nas paredes. Tim assusta-se porque, ao mesmo tempo que o seu desconforto em relação àquela casa vai aumentando, crescem também os seus sentimentos pela bela e misteriosa dona da casa. Que tipo de pessoa será Anna London: alguém que merece compaixão, alguém para amar ou alguém para temer?

 

Opinião: Nunca tinha lido nada da australiana Rebecca James, nem tão pouco tinha ouvido falar dela até Doce Tortura me ter chegado a casa, cortesia da editora Suma de Letras. Li algumas opiniões positivas e fiquei bastante interessada, pelo que não demorei a pegar-lhe.

 

Doce Tortura é uma história contada sob dois pontos de vista; Tim, na primeira pessoa, conta-nos como a ex-namorada, com quem ainda vivia, lhe sugeriu um quarto para alugar numa maravilhosa mansão, propriedade de uma jovem de 18 anos, Anna; e é dela o segundo ponto de vista da história, desta vez na terceira pessoa, mostrando-nos uma jovem gravemente perturbada pela perda trágica dos seus pais e que parece desde cedo carregar ainda mais mágoas.

 

À medida que a história avança, coisas estranhas vão acontecendo na casa para onde Tim foi morar, que o deixam cada vez de pé mais atrás com a decisão de se mudar para lá. Mas ao mesmo tempo Tim sente-se intrigado pelo choro constante de Anna e pelas suas estranhas atitudes, que não parecem combinar com os resquícios de uma outra Anna que Tim vai encontrando pela casa. A ex-namorada de Tim, Lilla, continua a ser presença constante na sua vida e a perturbar a sua sanidade mental, uma vez que ainda se sente atraído por ela, mas ao mesmo tempo não consegue deixar de se recordar da relação obssessiva que viviam.

 

É do mistério que rodeia Anna que o livro vive, e a leitura avança mais rapidamente com a vontade de saber afinal o que lhe aconteceu. O tema da depressão de Anna é bem explorado e não é tratado de forma leviana, como esta doença muitas vezes é. As principais revelações e reviravoltas estão guardadas para o final do livro e ainda que me tenham parecido um pouco novelescas, não deixaram de ser interessantes e de dar uma conclusão satisfatória ao livro. Mesmo sem ter sido uma leitura que me arrebatasse, trata-se de um livro que conjuga bem os elementos de suspense e romance e que se lê com prazer. Fiquei curiosa com a outra obra da autora publicada em Portugal, Não Há Bela sem Senão.

 

Classificação: 3/5 – Gostei

 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela respetiva editora, em troca de uma opinião honesta. 

 


Capas Semelhantes (24)

Domingo, Agosto 23, 2015 Post por Célia

capas_semelhantes24

 

Está prevista para 4 de Setembro a publicação de Também Isto Passará, de Milena Busquets [Jacarandá]. A imagem escolhida para a capa deste livro já tinha sido usada na capa de Sudoeste, da portuguesa Olinda Gil [Coolbooks], ainda quem em tons mais frios e com a imagem revertida.

 


Categorias: Capas Semelhantes